O presidente do PDT na Bahia, deputado federal Félix Mendonça Jr., ficou na bronca com o Pros, após o partido trocar a coligação que havia feito com os pedetistas para deputado federal por uma chapa com o Avante.

Félix minimizou a saída da sigla. Disse que os candidatos do PDT ficaram aliviados com o episódio. Aproveitou também para desdenhar: afirmou que, com a candidatura do ex-pugilista Popó a deputado federal, a sigla terá mais votos do que teria se mantivesse a aliança. No entanto, revelou ter um arrependimento: o de levar o Pros ao governador Rui Costa. Segundo ele, a sigla não “tem palavra”.

“A única tristeza que eu fico é que eu cheguei a levar o presidente do Pros ao governador. Na verdade, fico envergonhado de levar uma pessoa que não tem palavra para o governador. Eles [Pros] pediram a coligação com a gente e depois saíram sem nem comunicar nada”, criticou o pedetista ao se referir a Dr. João, atual presidente do Pros na Bahia.

O deputado federal também declarou que não pretende levar o caso à Justiça Eleitoral. “Para mim, o Pros não merece nem isso. É dar muito status a ele”, zombou.

Ele ainda comentou a declaração do ex-governador Jaques Wagner, que afirmou que o governo não tinha nada a ver com o imbróglio entre as siglas. Para ele, a saída do Avante do chapão acabou prejudicando a coligação.

“O governo não tem nada com isso. Se o governo tivesse alguma coisa com isso, não prejudicaria o chapão. O único prejudicado foi o chapão do governo, que elegeria um, mas, com a saída de Isidório, saíram outros com votos de legenda que poderiam ajudar o chapão, diminuindo as chances do chapão para deputado federal”, avaliou.

Após o abandono do Pros, o PDT disputará as eleições para deputado federal como havia planejado inicialmente: sozinho. Assim, o partido tem expectativa de eleger até três nomes para a Câmara Federal.

Reportagem e redação: Bahia Noticias