Realmente não temos outro vocábulo para qualificar a situação em que vivemos hoje na condução política e administrativa de nosso país.

Nunca vivemos situação tão esdrúxula! Um congresso nacional verdadeiramente canibal e nocivo à sociedade brasileira. Em quem acreditar se aos nossos representantes diretos, parece não interessar a condução da vida de nosso país e muito menos de suas necessidades. Antes no Brasil existiam várias bandeiras políticas e sociais. A direita, esquerda, centro, situação ou governo e oposição, hoje, levanta-se apenas duas bandeiras, de cores distintas, (vermelha e amarela) porém, com um mesmo objetivo: manter vivo no cargo de presidente da casa um delinquente. Corrupto comprovado pela Justiça e Polícia Federal, Procuradoria Geral da República, pelos Ministérios Públicos do Brasil e da Suíça além do próprio Supremo Tribunal Federal, e declaradamente cínico.   Em um país que se respeite, na pior das hipóteses, um sujeito dessa magnitude estaria na cadeia e não na presidência de uma casa legislativa. Mas o que vemos no Brasil é outra realidade.

Uma bandeira defende a sua manutenção por ver nele a única opção de manter no poder um governo insano. Um governo que trocou a ética pregada pela corrupção desenfreada; que se esqueceu das lutas em torno da construção de uma sociedade com o apoio de organismos sérios e de uma população que nele apostou, e partiu para o vale tudo com um único objetivo, manter-se nas benéficas do poder a todo custo. Um governo que teve o apoio da sociedade, mas não lhe tem a dignidade de responder a altura o que essa lhe exige. Se a Presidente da República tivesse a seriedade na condução da coisa pública e a coragem de dar a resposta de que a sociedade lhe espera, não se curvaria a tanta chantagem programada por esses abutres que se dizem “base-aliada”. Não se preocuparia com “impeachment” propagado pelos inconformados com a derrota nas eleições passadas. Não tiraria do Ministério da Saúde, um médico sanitarista renomado, conceituado, comprometido com os programas do sistema único de saúde, para dar lugar a uma chantagem do PMDB e nomear um político profissional que já andou por diversas legendas partidárias. Sem contribuir em nada com a sociedade; sem nenhum comprometimento com a saúde pública do país, mesmo sendo médico psiquiatra. Continue lendo aqui no Tribuna!

Se a seriedade valesse de alguma coisa nesse governo, não se tiraria do Ministério da Educação um sujeito qualificado como Dr. Renato Janine Ribeiro. Professor aposentado pela Universidade de São Paulo com doutorado em filosofia e longos anos de ensino nas Faculdades de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, com profundo conhecimento nas questões de educação pública de nosso país, para abrigar Aloizio Mercadante. Um delinquente militante do PT atolado em denúncias de corrupção, com um único objetivo, mantê-lo no governo protegido pela aberração legal do foro privilegiado. Onde está afinal a “pátria educadora”?

Se a Presidente da República tivesse o mínimo de bom senso, certamente ouviria o apelo da sociedade e mandaria todas essas agremiações políticas, da base ou oposição, para o raio que parta de onde nunca deveriam ter saído, pois, todas as pesquisas comprovam que a própria sociedade brasileira, hoje, rejeita e tem nojo de todo e qualquer partido político; (Rejeição a partidos em 2014 supera o índice das últimas três eleições); lamentavelmente ainda somos obrigados, por força da lei, a ouvir mentiras e promessas infundadas proferidas por agremiações políticas dentro de nossas casas no rádio e na TV. Com muita tristeza percebemos a cada dia, que partido em nosso país, faz jus ao nome, não passa de um partido. Mas, muito pelo contrário, se prefere o pacto pela imoralidade e pela impunidade. Como se vê não há em quem, ou porque acreditar.

A outra bandeira, a das oposições, a bandeira dos inconformados com os resultados das eleições, defende o mesmo individuo nas mesmas condições pois vê nele uma forma de criar um terceiro ou quarto turno das eleições. Uma maneira de desestabilizar as estruturas de governo, sem a menor preocupação com os resultados da nocividade que essa insanidade política está trazendo para o país. Para eles pouco importa os reflexos que o declínio de um governo possa trazer de ruim ou péssimo para uma sociedade. Pouco importa se o país vai bem ou mal. A única coisa que lhes importa de verdade é o “quanto pior melhor”.  Se os partidos que se dizem oposição neste país tivessem o mínimo de decência, ou servissem para alguma coisa em favor da sociedade, não estariam acobertando tanta canalhice. Onde estão opositores renomados como FHC?, José Serra? Aécio Neves? Artur Virgílio?, Jarbas Vasconcelos?, Álvaro Dias? E tantos outros paladinos da moralidade?  Se calaram por que? É medo, telhado de vidro ou rabo preso?  E, interessante é que sempre que aparece uma acusação de corrupção contra estes, automaticamente a justiça busca os inocentar e a imprensa os endeusar. Até parece que são os homens mais sérios da nação. Até me lembra um que existia pelas bandas de cá que afirmava que “roubava mais fazia”.

E a imprensa deste País? Se fosse tão séria e independente, se valorizassem o direito à liberdade de expressão tão questionada e garantida pela Constituição Federal, não dava vez a esses malfeitores, muito menos a esta situação. Mas como ser imprensa séria se a maioria dos veículos de comunicação de massa pertencem ou estão diretamente ligada aos interesses dessas quadrilhas.

O que esperar de um país que paga R$ 100.000,00 a um Deputado e define o salário de um professor (20horas) em pouco mais que um salário mínimo? O que esperar de um povo que aplaude um senador a exemplo de Magno Malta, fazendo discursos ferozes contra o governo, mas até agora não explicou sua participação na “máfia das ambulâncias” há pouco menos de 10 anos? E isto parece não interessar àqueles que o aplaudem. O que esperar de um povo que elege um ACM Neto da vida, com altas propagandas de lutas pelo povo de Salvador em sua emissora de TV, mas que não passa de um parasita nascido em berço de ouro nos anos 80; nunca pegou um ônibus; nunca viveu na periferia de Salvador, sempre cercado de seguranças, usufruindo do bom e do melhor,  pago pelo Governo do Estado;   O que esperar de um país onde os direitos humanos protege o bandido, ignora e despreza as vítimas da violência? O que esperar de um país onde o crime cometido pelo rico prevalece sobre o crime cometido por um pobre? Onde certas autoridades estão mais preocupadas com a preservação de uma árvore ou de um mico leão dourado, que da própria vida humana? O que esperar de um país onde vemos grandes empresas, altas construtoras com 100, 200 ou 300 mil empregados (GRUPO GERDAU –  OAS – ODEBRECHT – QUEIROZ GALVÃO) exibidas nas páginas policiais, acusadas de se apropriarem, de forma corrupta, de recursos públicos em detrimento do sofrimento de milhões de pessoas nas filas dos hospitais e postos de saúde.

O que esperar de governos (federal, estadual e municipais) que roubam, deixam roubar e se beneficiam das ações criminosas, contra os recursos da saúde, educação, assistência social, depois aumentam preços e impostos para cobrirem os rombos nas contas do próprio governo.

Esses são apenas alguns dos descalabros que vemos no nosso dia a dia, e que nos enche de tristezas e decepções. Mas, a preocupação maior está em ver um povo que não se preocupa com os destinos do nosso país; em ver uma juventude que qualquer safadão ou metralhadora lhes roubam o intelecto;  em ver pessoas que lançam mão de tudo para chegarem ao poder sem se importar, contudo, com o estrago que tal decisão possa acarretar para a vida da cidade, estado ou nação.

Já defendi partidos, já agitei bandeiras, já militei e até já defendi nomes. Hoje, olhando os quatros extremos da política brasileira, realmente não me sinto motivado a acreditar mais em ninguém dessa geração política do toma-lá-dá-cá.  Vejo com tristeza que os bons estão de fora e muitos deles quando entram, também se contaminam.

Lamentável mas não vejo ninguém em quem acreditar!

Gilbenicio de Souza Brandão

Administrador / Consultor

(Colunista do Portal Tribuna do Recôncavo)

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