“O mais radical e o mais moderno dos poetas simbolistas brasileiros”.

Pedro Militão Kilkerry nasceu em Santo Antônio de Jesus (BA) em 10 de março de 1885, morou na Avenida Luiz Viana, onde atualmente funciona a Escola Bambinos (em frente à Praça do Tiro de Guerra) e morreu aos 32 anos em 25 de março de 1917 em Salvador (BA) durante uma cirurgia na garganta. Pedro foi advogado, jornalista e poeta simbolista brasileiro.

Filho de um irlandês e de uma mestiça baiana, o mesmo formou-se em Direito pela Faculdade da Bahia. Foi boêmio, pobre e tuberculoso.

Os poemas de Kilkerry foram impressos em jornais e revistas da época, especialmente nas publicações simbolistas ‘Os Anais e Nova Cruzada’. O poeta não deixou obra editada. Sua poesia foi revelada por Jackson de Figueiredo no livro Humilhados e luminosos.

A primeira edição em livro de seus poemas deve-se ao poeta Augusto de Campos, que, em 1970, reuniu parte da obra de Kilkerry numa publicação do Fundo Estadual de Cultura de São Paulo. Anos depois, em 1985, a obra, ampliada, teria a sua segunda edição publicada pela Brasiliense.

Apesar dos poucos poemas que deixou, Kilkerry liderou o movimento simbolista baiano. Para ele, o “Inconsciente” era “um poeta simbolista”.

Segundo Augusto de Campos, “seus poemas, de acentuado teor hermético, têm vislumbres de Surrealismo. […] Realmente, se o Simbolismo brasileiro permaneceu formalmente vinculado à estrutura parnasiana, mantendo a sintaxe tradicional e inovando quase que somente na temática, Kilkerry é aquele poeta que radicaliza a experiência simbolista, complicando e adensando a sintaxe, aplicando uma metafórica arrojada e despojando a linguagem de adjetivações fáceis”.

Pedro Kilkerry deixou, além de poemas, artigos e crônicas.  (Hélio Alves/Tribuna do Recôncavo)

Kilkerry (1)

Pedro Kilkerry