O dia 13 de agosto ficou determinado como o dia das comemorações em homenagem à memória de Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia.

Recentemente, ao passar a sintonia do meu radinho AM, pra lá e pra cá, me deparei com um comentário de um determinado cidadão que si dizia “pastor” de alguma seita religiosa do segmento protestante, onde ele elogiava a pessoa de Irmã Dulce, e dizia: “ela teve uma vida muito linda e dedicada aos pobres, pena que ela não aceitou Jesus”!

E eu me perguntava naquele momento, o que significa para aquele infeliz inculto, aceitar a Jesus?

Quem dera que todos nós ou, pelo menos, boa parte de nós, pudéssemos aceitar a Jesus da forma que Irmã Dulce fez. Ela foi muito mais além. Ela não somente o aceitou como também o acolheu consigo. Irmã Dulce, muito mais do que aceitar a esse Jesus desta forma simplista que é pregada por muitas seitas religiosas, ela fez exatamente o papel do próprio Cristo. Fez a experiência que nos falta a cada dia. Partilhou o amor de Deus na pessoa do irmão. Para todas as pessoas de bom senso, não resta dúvida: ela teve uma vida santa! Seu nome certamente estará à direita do Rei, conforme disse o próprio Jesus:  Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, pois tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, era peregrino e me acolheste, estava nu e me vestiste, estava enfermo ou na prisão e vieste a mim. (Mateus 25, 34-36)

Além disto a vida de Irmã Dulce não foi pautada apenas na assistência aos mais carentes. Ela se destacava sobretudo, pelo amor aos irmãos e pela doação de si própria. Sua maior preocupação era com a sucessão e continuidade do trabalho feito pelas obras assistenciais que criou, pois sabia de sua limitada condição de saúde, e já não conseguia imaginar a vida do povo pobre da Bahia, sem esse serviço. Tinha como determinação que, ali em sua obras sociais, seria a última porta a ser batida por um pobre e que este pudesse ouvir sempre um sim.

Aceitar a Jesus não é simplesmente entrar numa igreja, seja ela qual for. Cantar salmos, dar glórias a Deus e marcar um terreno no loteamento dos céus. O verdadeiro conceito de aceitar a Jesus é dar a vida para que o outro a tenha e em abundância, é lavar os pés dos irmãos. Com esse gesto Jesus nos põe em cheque mate: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem porque eu o sou. Logo, se eu o vosso Mestre vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que como eu vos fiz, assim façais também vós. Se compreenderdes estas coisas sereis felizes sob condição de as praticardes. (João 13, 12-20).

Se infelizmente, na concepção de alguns líderes religiosos, lhe faltou cumprir o mandamento protestante do “aceitar a Jesus”, na sua vida pessoal pairou com toda a força o mandamento de Jesus Cristo, o maior:  o amor! Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

Salve ó Bem-Aventurada Irmã Dulce dos Pobres. O Senhor é contigo! Aquele que crê em mim, fará também as minhas obras e fará ainda maiores, porque vou para Junto do Pai e tudo que pedirdes em meu nome vos será atendido.

Digital CameraGilbenício Brandão

Paróquia São Benedito

Santo Antonio de Jesus – Ba

Colunista do Tribuna do Recôncavo

COMENTÁRIOS:

Mary: É uma pena que existem pessoas que ainda não entenderam o que é aceitar Jesus.
Ame teu próximo como a ti mesmo! Então seu pastor respeite para ser respeitado. (marycjesus@hotmail.com).

Jânio Santana: Excelente postagem! (janio.santana@hotmail.com)