*Waldir Santos

A esmagadora maioria dos candidatos a deputado ou vereador não tem ideia de quais são os seus verdadeiros obstáculos. Normalmente atribuem o resultado da eleição a fatores que não foram, de fato, os causadores do seu insucesso. Culpam o cidadão, afirmando que falta consciência na hora de votar, ou que a escolha deveria ter sido feita com mais cuidado, e alguns chegam a acusar o eleitor de ingratidão, como se algum favor pudesse ser trocado pelo voto. Em síntese, todos pensam que o que faltou foi voto, como aliás parece evidente até para o nobre leitor.

No www.votovalido.org – página inicial, está matematicamente demonstrado que a maioria do povo nunca votou em quem ganhou a eleição, já que o nosso sistema é o de eleição proporcional, e que mesmo sem os votos que são esperados, muita gente poderia se eleger. Isso quer dizer que muitas vezes os votos obtidos são suficientes para a eleição do candidato, e que o que faltou na verdade foi conhecimento sobre a realidade eleitoral e sobre as regras aplicáveis, especialmente a do sistema proporcional, para que o bom candidato não sirva apenas de escada para os que já possuem mandato. Isso está explicado no https://votovalido.org/como-funciona/.

Muita gente acha que o que impediu a sua eleição foi o fato de os candidatos vitoriosos serem mais conhecidos, terem mais tempo de rádio e TV, ou terem mais dinheiro para investir na propaganda. Na verdade, na grande maioria dos casos os eleitos gastam muitos recursos, evidentemente não contabilizados na prestação de contas, com a remuneração de apoiadores, normalmente pessoas politicamente muito populares ou que já exerceram mandato, especialmente de vereador ou prefeito. E aí ocorre a venda do voto alheio, em que o intermediário fica com o dinheiro, e repassa para o eleitor apenas a promessa da escola, do hospital, da estrada, da ponte, da fábrica etc. Gastam também com a ilegalidade denominada “boca de urna”, forma mal disfarçada de compra direta do voto. Isso evidencia a importância do dinheiro nas eleições. É importante que tenhamos conhecimento, no entanto, de que essa prática é ilegal e deve ser combatida.

E os candidatos que não fazem isso, na correria de uma campanha pobre, não se dão conta de que irão ser derrotados pela desonestidade de alguns.

Estamos propondo, através do votovalido.org, que os candidatos sérios, honestos, cumpridores das leis e dispostos a lutar contra os verdadeiros inimigos, dediquem um pouco do seu tempo durante a pré-campanha e a campanha para combater, com a ajuda dos amigos, aquilo que efetivamente tem levado as raposas de sempre para as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais e Federal, e suprimido as vagas dos bons políticos: a desonestidade e a ilegalidade na campanha da maioria dos vitoriosos. É isso que impede a eleição dos honestos.

Os métodos e as medidas que podem ser adotadas serão propostas e debatidas em reuniões presenciais e telepresenciais cujas datas serão comunicadas às pessoas que demonstrarem interesse, através do formulário disponível na página de contato.

Avisem aos amigos pré-candidatos a deputado, de qualquer lugar do Brasil, que não sejam compradores de votos, para que conheçam e acompanhem esse trabalho em favor da democracia. Lá eles verão que os campeões de votos não seriam eleitos sem os votos dos pequenos, os quais, somados, representam a maioria.

Buscar conhecimento é um caminho que leva à vitória. A outra opção é continuar sendo feito de bobo, se for o caso.

 

* Waldir Santos é Advogado da União e pré-candidato a Deputado Federal