Um estudo feito pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e divulgada nesta segunda-feira (15) mostrou que o vírus do atual surto de febre amarela no Brasil apresenta uma mutação genética inédita. De acordo com a pesquisa, não há registro anterior dessas transformações na literatura científica mundial.

A equipe do estudo esclarece, contudo, que o imunizante adotado nas vacinas atuais protege contra diferentes genótipos do vírus, inclusive o sul-americano e o africano, e que as alterações detectadas na pesquisa não afetam as proteínas do envelope do vírus, que são centrais para o funcionamento da vacinação.

O surto de febre amarela atual é o maior das últimas décadas. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, 756 casos foram confirmados no país, com 259 mortes devido à doença. Os casos permanecem no segmento silvestre, com infecções em regiões de mata ou rurais. A doença é transmitida pelos mosquitos Sabethes e Haemagogus. (Metro1)