Na tarde deste sábado(13/01) a senhora Maria Damiana, residente em São Roque dos Macacos, zona rural de Varzedo, em entrevista ao repórter Hélio Alves, falou sobre as complicações que sua filha Rosângela Quadros sofreu após a realização do transplante de medula.

Rosângela, que faleceu no dia 21 de dezembro de 2017, foi diagnosticada em 2010 com um câncer chamado Linfoma, e foi curada em 2015 após usar uma medicação que veio dos Estados Unidos. Segundo a entrevistada, após o uso dessa medicação, sua filha estava bem e vivendo uma vida normal, mas dois anos depois, os médicos falaram para a família que a doença poderia voltar a qualquer momento, e por esse motivo era interessante realizar o transplante de medula.

Após exames com pessoas da família, foi constatado que havia uma compatibilidade de 50% com Rafael, irmão de Rosa. “Os médicos disseram que por serem filhos do mesmo pai e da mesma mãe não ia ter rejeição, mas depois que ela recebeu a medula sofreu demais com vômito, diarreia e a pele descamou. Deus e nós sabemos o que ela suportou”, disse.

Rosângela morreu 7 meses após a realização do transplante. “Rosa falava sempre que seu maior arrependimento foi ter feito aquele transplante. Eu não me conformo com isso que aconteceu com minha filha, eu me conformaria se ela tivesse ido para Salvador mal, mas ela foi boa e depois do transplante não teve mais saúde. Fizeram ela de cobaia”, desabafou.

A senhora Damiana concluiu agradecendo as 52 pessoas que foram até Salvador fazer doação de sangue, e aos que foram para o sepultamento. Também convidou parentes e amigos para a missa de 30 dias de falecimento de Rosângela, na Igreja Matriz de Varzedo, dia 21 de janeiro (domingo), às 19 horas.

Fonte: Tribuna do Recôncavo