O tenente coronel da Polícia Militar, Delmo Barbosa de Santana, foi baleado na madrugada de sábado(09/06), por um investigador da Polícia Civil em uma casa noturna de Ilhéus, no sul da Bahia. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), o policial civil Joseval Cupertino foi agredido com socos e pontapés por cerca de dez oficiais da Polícia Militar por motivo desconhecido.

Ainda de acordo com o sindicato, para se defender, o investigador puxou a arma e atingiu acidentalmente o tenente coronel. O policial civil estava acompanhado pela esposa e filhos e foi conduzido à 1° delegacia do município onde registrou Boletim de Ocorrência e realizou exame de corpo e delito.

Em nota, a PM informou que o tenente coronel foi socorrido pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Costa do Cacau, onde passou por procedimentos médicos. À tarde, ele foi transferido para o Hospital da Bahia, em Salvador. Segundo a equipe médica da unidade, o estado de saúde do tenente coronel Delmo Barbosa é estável.

 

Versão da esposa do acusado 

Em depoimento ao delegado de Ilhéus, Luciano Lima de Medeiros, a esposa de Josval, que é advogada, explica que ela, o marido, o filho e alguns amigos chegaram ao Music Bar Mar Aberto por volta das 2h30 e que, por serem policiais, o marido e um dos amigos não pagaram as comandas.

Pouco depois, o gerente do bar foi até o investigador e disse que todos deveriam entram com ingressos para controle dos gastos. Foi quando o grupo decidiu ir embora e, quando se dirigia para a saída, foi surpreendido por um grupo de seis a sete pessoas que seguraram Joseval pelo pescoço e, em seguida, passaram a agredi-lo com socos e pontapés. “Joseval, a todo momento, dizia: ‘Eu sou policial, eu sou policial'”, contou a esposa do investigador, mas as agressões não pararam.

Ela contou ainda que tentou separar a briga, mas acabou se afastando, com medo, e que o filho chegou a entrar na discussão para defender o pai. Em seguida, a mulher disse ter ouvido um tiro e logo depois visto um homem sentado com um ferimento na perna.

Quando o investigador e a família conseguiram entrar no carro para ir até a delegacia, um homem com camisa amarela se aproximou do veículo e deu socos no vidro, mandando abri-lo. “Esse senhor disse ‘prendam ele, ele está preso em flagrante'”, contou a mulher, em depoimento.

Ela completou dizendo que, então, um policial militar abriu a porta do carro e pegou a arma do investigador, que estava desmontada e seria entregue à polícia. Segundo os policiais que fizeram a queixa contra Joseval, um agente de portaria que estava no local também foi atingido na perna, de raspão.

 

PM

A Policia Militar ressaltou que vai acompanhar o processo investigatório e a corporação vai instaurar uma sindicância para apurar as circunstâncias do fato. Já a Polícia Civil afirmou que o caso está sendo investigado na delegacia de Ilhéus.

 

Fonte: Bocão News e Correio 24h | Editado por Tribuna do Recôncavo