O Portal Tribuna do Recôncavo esteve na Comunidade Rural do Rio da Dona em Santo Antônio de Jesus para ouvir os moradores sobre algumas oferendas que estão sendo colocadas nas proximidades da Barragem que abastece Santo Antônio de Jesus, Varzedo e Dom Macedo Costa no Recôncavo Baiano.

Para o estudante em agronomia, Rodrigo Almeida, o material ali depositado vem incomodando a população. São animais mortos colocados as margens da BR 101 que atraem raposas, cachorros e urubus provocando acidente, como também incomodando as pessoas que utilizam o ponto de ônibus.

Ao lado da ponte, na BR 101, são depositados garrafas com azeite, poluindo o rio. O morador também relatou que em uma reserva ambiental pertencente a Embasa, esse pessoal deposita pratos e copos de plásticos, materiais que vão demorar para se degradar, como também acendem velas, causando incêndio no período de verão.

Segundo o morador, a comunidade do Rio da Dona não está desrespeitando a religião de ninguém. “Nós estamos pedindo a esse pessoal que tenha mais cuidado com o material que vai utilizar e onde colocá-lo”, disse. (Hélio Alves/Tribuna do Recôncavo)

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DIREITO DE RESPOSTA

Procurado pelo Portal Tribuna do Recôncavo, Marcelo Santos, Religioso pertencente ao Candomblé, disse que parte do material depositado nas proximidades da Barragem do Rio da Dona não condizem com a ritualística litúrgica pertencente às religiões de natureza africana. “Ali tem várias pessoas que pescam e a gente não pode precisar se aqueles litros de vidro em sua totalidade foram de pessoas que fizeram algum tipo de oferenda ou foram pessoas que na prática da pescaria tenham quebrado”, disse.

Quanto ao material utilizado nos rituais, o mesmo falou que normalmente são usados folhas, pedras, minérios, favas, ou seja, elementos que se autodestroem. “Inclusive, essa pratica é respeitada em Salvador em lugares que são pontos turísticos, como a Lagoa do Abaeté e o Parque de São Bartolomeu”.

Questionado pelo repórter Hélio Alves sobre os materiais descartados nas proximidades da Barragem do Rio da Dona em Santo Antônio de Jesus, Marcelo respondeu que o prato de barro se degrada com o decorrer do tempo, mas o vidro e o plástico são materiais que realmente a natureza não vai destruir com facilidade.

Marcelo fez um alerta aos visitantes e titulares do candomblé. “Eu chamo a atenção das pessoas que pertencem às religiões de matriz africana que tenham responsabilidade, que tenham cuidado, que tenham zelo e que cumpram o que nossas religiões de matriz africana nos aconselham e nos impõem sobre a preservação ambiental”.

Marcelo também falou sobre a questão dos acarajés que segundo informações são depositados com alfinetes, ferindo os animais da comunidade e fala sobre a criação em Santo Antônio de Jesus do Departamento Municipal de Promoção a Igualdade, entre outros assuntos. (Hélio Alves/Tribuna do Recôncavo)

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