Uma jovem santoantoniense disse que foi vítima de crime virtual. Tainá, de 22 anos, relatou que sua foto do perfil do Facebook foi utilizada em uma montagem de vídeo com cenas de sexo que viralizou nos grupos de WhatsApp. “Estou sendo xingada, ficam fazendo piada comigo no local de trabalho, corro risco de perder meu emprego”, disse. De acordo com ela, o vídeo foi lançado nas redes sociais em 2017, mas só ontem que ela teve conhecimento após receber diversas mensagens com xingamentos e acusações.

A vítima prestou queixa na delegacia e está buscando ajuda na justiça. “Minha família está em choque com isso, eles estão me dando, mas todo mundo fica fazendo piadinha o tempo todo. Minha consciência está limpa. As pessoas ficam me julgando, não procuram saber, estou entregando tudo nas mãos de Deus e da justiça”, pontuou. Ela informou ainda que suspeita de uma pessoa e já relatou a polícia. Segundo ela, o delegado solicitou cópias de foto e DVD para prosseguir com a investigação. “Procurem ver o vídeo direito antes de falar. Agora vou até o fim, ele mexeu com uma pessoa direita, trabalhadora, não foi com qualquer uma”, destacou.

Para o coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade, Pablo Cerdeira, a sociedade passa por um período em que as tragédias vão despertar cada vez mais interesse e necessidade de alfabetização do uso das redes sociais, algo que foi potencializado pelo modo como a internet se desenvolveu. Além de trazer danos psicológicos, a vítima é exposta aos perigos na ‘vida real’ por causa de boatos no ‘mundo virtual’.

No Código Penal brasileiro, essas implicações legais ligadas a boatos se enquadram nos chamados crimes de honra:

Calúnia: Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime. Pena: detenção de seis meses a dois anos e multa.

Difamação: Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação. Pena: detenção de três meses a um ano e multa.

Injúria: Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro. Pena: detenção de um a seis meses e multa.

O que fazer quando for vítima de um boato? Consolidar a prova:Fazer um print ou imprimir a página do local em que o boato foi postado ou o comentário foi feito.

Procurar uma delegacia

Contratar um advogado

 

Reportagem: Sidney Silva da Rádio Andaiá FM

Redação: Blog do Valente e G1