Resiliência é uma das palavras mais utilizadas no mundo corporativo há algum tempo. A pergunta “Você é resiliente?” é uma das mais comuns em entrevistas de emprego. Para poder classificar um profissional como resiliente ou não, é necessário primeiramente entender a origem e o significado da palavra, que trata-se de uma característica hoje aplicada a personalidade do ser humano, mas cujo sentido foi herdado da física dos materiais. Um material resiliente é aquele que mesmo sob alta pressão, mantém as suas características inalteradas.

Trazendo isso para a psicologia/relações pessoais, nós dizemos que uma pessoa é resiliente quando consegue manter as suas características mesmo quando submetido a alta carga de trabalho, grandes desafios ou tensão. É aquele profissional que mesmo no meio do mar revolto, mantém sua capacidade e apresenta seu melhor.

Um dos questionamentos que você, leitor, pode estar tendo agora é: mas como eu posso desenvolver a resiliência? Como posso ampliar essa característica e tirar vantagem disso? Uma das maneiras mais eficientes é o autoconhecimento. Por meio da reflexão interna, é possível identificar quais são os assuntos que mais te causam estresse, te fazem se sentir pressionado, agitado e nervoso e que podem causar a perda da capacidade de se adaptar a situação e demonstrar o seu melhor. É importantíssimo que seja racionalizado se o que está ali envolvido é efetivamente um risco ou algo proveniente da imaginação.

Às vezes acontece de nos colocarmos em oposição a um colega ou a um outro departamento por acreditarmos que estamos nos colocando em risco, seja por medo de perder o emprego ou uma promoção. Isso faz com que a gente aja de forma diferente do habitual, de forma irracional e inadequada, não deixando nosso melhor se manifestar na situação. Quando buscamos entender a situação duplamente, nos colocando no lugar do outro e desenvolvendo a empatia, nós passamos a perceber se os riscos são reais ou imaginários, além de perceber também que se nos estressarmos, gritarmos, brigarmos não adianta em nada e que pode acabar piorando ainda mais situação.

A melhor saída é mesmo fazer o freio de arrumação, analisar os dados e fatos, fazer seu plano e, se necessário for, se reposicionar, sempre pensando antes de agir, mantendo assim, o controle da situação. Se você está no controle da situação, consequentemente, o seu melhor irá aparecer.

 

Autor: Johannes Castelanno é diretor de gestão de pessoas na empresa de agroquímicos Adama. Ele mantém no Youtube e no LinkedIn da companhia a coluna Minuto RH, que traz dicas e orientações sobre carreira e desenvolvimento profissional.

Fonte: Grupo CDI