O Portal Tribuna do Recôncavo falou com o cantor Adelmo Casé, revelado em 2002 no Fama da Rede Globo, mesmo programa que revelou Thiaguinho. Natural de Salvador, Casé tem mais de 50 composições e já abriu shows para Fernanda Abreu, Ed Motta, Flávio Venturini, entre outros.

Para o cantor, o Fama foi um grande momento de aprendizagem. “A gente leva para o resto da vida porque existem vários reality shows, mas o ‘FAMA’ tem aula, tem acompanhamento de fonoaudiólogo e isso acrescenta muito na vida do artista que trabalha com música, e isso pra mim marcou. Depois de 13 anos de programa as pessoas no Brasil inteiro ainda lembram, eu fico muito feliz de ter participado, um orgulho muito grande de ter chegado a final”, disse.

Antes do Fama Adelmo Casé foi vocalista da extinta banda baiana Funk Machine, o que pra ele foi um momento de aprendizagem, de muita importância em sua carreira. “Foi uma trajetória muito bonita construída com muita musicalidade, sem aquele compromisso de dar certo. Foi o meu grande laboratório musical de 98 até 2002, fiz um público fiel até hoje”.

Na época, Casé foi muito cobrado e até mesmo criticado por ter migrado para o Axé Music. No entanto, o cantor prometeu um flash back da Fank Machine, que já está sendo preparado, e em breve os seus fãs poderão recordar os melhores momentos dessa banda que deixou saudade.

Adelmo foi um dos seguidores do Black Music, gênero musical marcado pela chegada da música negra americana no Brasil, tendo Tim Maia como um dos grandes precursores. “O Tim foi um grande representante da Música Sol, do Funk Brasileiro genuíno porque ele não imitava nenhum americano. Ele tinha suas influências do Soul, do Gospel e do Arembi, mas ele misturava esses ritimos com baião e com o samba. Então, Tim era o Soul Brasileiro na essência… Tim Maia, sem dúvida, é um grande referencial, um grande ídolo e um espelho pra gente”, afirmou Casé.

Quanto aos comentários sobre a sua provável saída da Banda Negra Cor, Adelmo descartou essa possibilidade. “Eu sempre gostei muito de banda, tive três anos de carreira solo logo quando sair do Fama, e em 2005 montei a ‘Negra Cor’. Então, eu gosto de tá dividindo ideia de arranjos, enfim, o grupo me ajudando, pensando juntamente comigo e trazendo a contribuição musical que cada instrumentista tem, isso é muito importante dentro de um processo”, concluiu Adelmo. (Redação: Hélio Alves/Tribuna do Recôncavo). Assista o vídeo!