O teu berço foi o sertão.

Sertão, pedaço do Nordeste.

Nordeste! Terra onde Deus é

peão, lavrador e Rei do baião.

 

Terra de homem inteligente.

Homem que usa chapéu de palha,

pisa no chão com teimosia,

sofre injustiças, é oprimido,

e nem por isso lhe falta à alegria!

 

Alegria de ver o mandacaru florir.

Alegria de esperar a chuva cair.

Alegria de ouvir o canto do sabiá,

que lhe desperta ao raiar do dia: LEVANTA, VAI TRABALHAR!

O destino fez nascer nesta terra, você GONZAGA,

homem que se orgulhava da sua raça e exibia na

prosa e no sanfonado, suas lutas, histórias,

seu presente e passado.

 

Tua Universidade foi a escola da vida.

Tua missão: alegrar os corações.

Teu protetor: Padre Cícero.

Tua voz: um deslumbrar de emoções!

 

Tua vida foi cantar e encantar,

Com a sua sanfona de norte a sul alegrar.

Teu canto expressava a felicidade,

de poder as tristezas superar!

 

Hoje a tua voz não mais ressoa.

Mas a tua alma não cessa de cantar.

A história de uma vida diferente,

Onde não há sofrimentos a lamentar!

 

Autora: Maria do Carmo da Silva Santos – colunista do Tribuna do Recôncavo.