Emergir das profundezas do Lago Vitória.

As raízes do Baobá sustentaram a minha história.

Os meus ancestrais resgataram a minha memória.

A tribo, meu território, ressalta a minha trajetória.

Sou afro-descendente!

Dos quilombos remanescente!

Não renego a minha gente!

Dói em minha alma a escravidão que a vida de tantos irmãos fez deplorar!

Os senhores contemporâneos ainda querem me acorrentar!

LIBERDADE é o meu lema! Tenho que gritar!

Sou humano, sou negro.

Sou filho da Mãe Àfrica!

E em seus braços eternamente deixo-me por ela embalar!

 

Autora: Maria do Carmo da Silva Santos – colunista do Tribuna do Recôncavo.