A jovem Clara Emanuele Santos Vieira, 20 anos, estudante de Direito e filha do prefeito de Muniz Ferreira, Wellington Vieira, foi agredida pelo ex-esposo no domingo, 8 de maio, denunciou a irmã da vítima, Andressa Vieira. A vítima tem um filho com o suposto agressor e o acusado de agressão teria ido a residência do prefeito contar o que havia feito e pedir desculpas.

Confira a denúncia da irmã da vítima:

O ex-companheiro da jovem Clara Emanuele Santos Vieira, 20 anos, acusado de agredi-la no dia 08 de maio, se pronunciou a respeito do caso e afirma que as agressões e desentendimentos são recíprocos por conta do período de relacionamento e a pouca idade do casal. Felipe, como foi identificado pela vítima, alegou que no dia da agressão teria ido à casa em que residia com a ex-mulher e ao chegar ao local ouviu uma conversa telefônica entre Clara e uma amiga e não gostou do assunto, que segundo ele, se referia a homens que ela tinha se relacionado. Ao buscar explicações, iniciou a discussão.

“Na oportunidade conseguir pegar o celular de Clara e me tranquei no banheiro no sentido de olhar o celular e constatar a situação. Ela conseguiu abrir a porta do banheiro e estava em posse de uma faca tipo peixeira, não tive alternativa a não ser usar de legítima defesa para desarma-la, oportunidade em que conseguir retirar a faca da sua mão causando um corte e fui agredido com várias mordidas e murros”, relatou.

A publicação feita nas redes sociais pela irmã da vítima, Andressa Vieira, mostra imagens de olhos roxos, dedos cortados e cabelo no chão, porém, Felipe nega ter cortado o cabelo da ex-companheira. “Não cortei o cabelo dela, como também a todo o momento ela se mutilava, chegando a cortar seu próprio cabelo”, disse.

O acusado da agressão também contou que após o ocorrido foi até a casa do pai de Clara, o atual prefeito do município de Muniz Ferreira, Wellington Sena, e ao chegar à residência foi recebido com chutes pelo ex-sogro e cunhado. “Cheguei a desmaiar duas vezes, quando conseguir escapar fui em direção a meu carro para fugir, mas fui alcançado pelo pai, filho e outros indivíduos. Ainda assim conseguir pegar um spray de pimenta na porta do carro, atingir os mesmos e fugir dos agressores”, pontuou.

De acordo com a delegada Patrícia Jaques, responsável pelo setor de atendimento as vítimas de violência doméstica, a justiça determinou para o acusado uma distância de 100 metros da vítima e do filho do casal. Felipe explica que esteve na delegacia para prestar depoimento sobre o fato, e que segue fazendo tudo conforme a lei, pois de acordo com ele, não corrobora com a agressão e afirma ter sido um incidente.

Editado por Tribuna do Recôncavo | Fonte: Blog do Valente