A vendedora de acarajé, Rosalva dos Santos, 68 anos, residente em Santo Antônio de Jesus, no passado, teve uma febre muito forte, que segundo ela foi febre amarela. Rosalva e sua irmã Arcanja, quando crianças, na época residentes na localidade da Boca do Rio, zona rural de Jaguaripe, sentiram uma febre tão forte, que sua mãe só conseguia pegá-las usando um pano.

“Caiu o cabelo da gente, deu desinteira e a gente ficou só o osso. A gente foi tratada com chá e banho de folhas, e um remédio que minha mãe ia comprar em uma farmácia em Nazaré. Essa farmácia era de um senhor chamado Délcio, minha mãe contava o que a gente tava sentindo, ele vendia o remédio e levava pra dar a gente, oito dias depois ela voltava para dizer como a gente tava e comprava mais remédio”, disse.

A senhora Rosalva não lembra os nomes das folhas que sua mãe usou para tratar a febre, mas disse que ela e sua irmã ficaram quase um ano sem cabelo. Ela ressaltou a importância dos remédios caseiros para tratar alguns problemas de saúde, principalmente a cólica. “Naquele tempo para a cólica a gente amarrava uma toalha quente na barriga e tomava café sem doce com manteiga”, finalizou.

Fonte: Tribuna do Recôncavo