O encontro do pierrô com a colombina segue cativando, encantando e atraindo o público no Carnaval. A prova se dá em Maragojipe, no Recôncavo Baiano. O Carnaval da cidade, que este ano teve o tema o Super-herói da Folia atraiu mais de 100 mil pessoas seduzidas por sucessos como“Mamãe eu quero”, “O teu cabelo não nega”, “Allah-lá-ô” e “Cabeleira do Zezé”.

A festa também contou como o ritmo de nomes como Ricardo Chaves, Fantasmão, Nossa Juventude, Rode Torres, Filomena Elétrica, Guig Guetto, Jau, Pagodart, Jefferson Moraes, Filhos de Jorge, Seu Maxixe e Diamba. A festa de momo também contou com machinhas e mascarados, além de orquestras carnavalescas e sambas de rodas.

Reconhecido e registrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural do Estado (IPAC), em 2009, como “Patrimônio Imaterial da Bahia”, na festa, as machinhas tem também o som das centenárias filarmônicas Terpsícore Popular e Dois de Julho. A manifestação tem em sua composição uma diversidade de cores, gestos e práticas ímpares que transformam o evento, em um festejo diferenciado, remontando o verdadeiro carnaval de cunho popular.

A brincadeira de máscaras e fantasias são o símbolo principal do Carnaval de Maragojipe, que tem sua raiz nos entrudos europeus, muito comparados ao Carnaval de Veneza, mas com a animação e alegria característicos do povo baiano. Através dessas fantasias, diversos turistas participam ativamente do festejo, interagindo com a população local, pintados ou não, muitas vezes até desfilando na tradicional passarela dos mascarados, disputando o concurso de máscaras que acontece durante todo o carnaval.

Maragogipe – Inicialmente habitada pelos índios da tribo Maragós, foi palco importante na independência brasileira. Inicialmente, muitos se estabeleceram no local para a extração de madeiras, plantação de mandioca e de cana-de-açúcar, construção de engenhos e casas de farinha. Tornou-se independente em 8 de maio de 1850. Possui seis distritos que são Maragogipe, Coqueiros, Guaí, Guapira, Nagé e São Roque do Paraguaçu.

 

Editado por Tribuna do Recôncavo

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