Com a retirada de cerca de 500kg de resíduos sólidos de manguezal, em Maragojipe, a Fundação Vovó do Mangue encerrou nesta quinta-feira, dia 7 de junho, o terceiro e último dia da programação preparada pela entidade para a  XVIII Semana do Meio Ambiente.

A ação foi desenvolvida no bairro no bairro do Caijá e contou com a participação de marisqueiras, pescadores locais e equipe do projeto CO2 Manguezal – projeto de recuperação e preservação de manguezais que a entidade está desenvolvendo até 2019 nos municípios de Maragojipe, São Francisco do Conde, Cachoeira e São Félix. A limpeza também teve a parceira da Prefeitura local, por meio das secretarias municipais de Serviços Públicos, Transporte e Meio Ambiente.

Neste terceiro e último dia de atividades programadas para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho,  a sede da Fundação Vovó do Mangue recebeu mais uma turma de estudantes, desta vez, alunos do 4º ano do Colégio Genius, que vieram também conhecer o Centro Integrado de Educação Ambiental, espaço inaugurado nesta semana e que será utilizado para desenvolvimento de pesquisa e estudo sobre o ecossistema presente no mangue.

Recepcionados por agentes que atuam no Projeto CO2 Manguezal, eles tiveram a oportunidade de conhecer uma pouco mais sobre as características e a importância das áreas de mangue e todas as ações desenvolvidas pelo projeto para a recuperação e preservação desse ecossistema nos quatro municípios abrangidos.

 

Meta

A meta do CO2 Manguezal é, ao final de dois anos, a produção de 46 mil mudas de mangue e seis mil mudas de Mata Atlântica, reflorestamento de 10 hectares de manguezal dentro da Baía de Todos os Santos e 2,5 hectares de Mata Atlântica, capacitação de 780 jovens e adultos e aplicação do Programa de Educação Ambiental para três mil crianças e jovens do ensino fundamental de escolas públicas e privadas.

Foto: Divulgação

O CO2 tem patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Sociambiental, e parceria com Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), responsável pela elaboração do estudo científico, que prevê ações como a produção de mapas georreferenciados, algo até então inexistente nessas áreas de mangue.

Hilda Fausto/ ASCOM