Esta semana, terceira semana de julho/2016, um velho líder religioso (pastor) de uma igreja do segmento protestante, no distrito Porto Sauípe da cidade de Entre Rios, no litoral norte da Bahia, foi bombardeado pela mídia e pelas redes sociais por conta de um ato que desagradou a alguns.

Ele publicou na fachada de sua igreja, frases e provérbios bíblicos dentre os quais, alguns retirados do Livro do Levítico, Capítulo 20. O que mais despertou a ira dos meios de comunicação e principalmente dos movimentos chamados LGBTs, encontra-se no versículo 13, onde lemos: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão”.

liberdade de expresssaoNo Brasil de hoje fala-se muito em intolerância e respeito à liberdade de expressão, mas, será que esta tão cantarolada liberdade de expressão só existe para um lado. A mídia televisiva, os sites da internet, os jornais, os outdoors,  revistas, fachadas de prédios, shoppings, publicidade em vias públicas, todas  invadem a vida da população com todo tipo de conteúdo, independentemente do efeito a ser causado na vida das pessoas. Expressões alusivas às drogas, ao tráfico, ao crime de colarinho branco, ao aborto e à morte. A exibição de cenas de violência, de roubo e armações, de injustiças, de prática sexual seja hétero ou homo, de traições, de desrespeito e desvalorização da família, dos pais e mães, além de todas as modalidades de alusões que despertem para a prática do mal em detrimento do bem comum, e nada disso é contestado. Justiça, Ministérios Públicos, Agências reguladoras e tantas outras agremiações que si dizem defensoras da liberdade, ninguém se pronuncia. Quando muito nos dizem: se não quer ver não assista! E nós, população, concordando ou não com tais manifestações, somos obrigados a ver, ouvir, ler e calar, em nome do respeito à diversidade e a liberdade de expressão.

Em diversos lugares do país, inclusive em fachadas de prédios públicos, existem frases retiradas de todos os livros, sejam religiosos, políticos, romances e ou culturais das diversas etnias e tudo é aceitável, inclusive da própria Bíblia, e nada é contestado, ninguém comete crime.

Agora eu pergunto: se por acaso o velho pastor ao invés de usar o versículo 13, da Bíblia, tivesse usado o versículo 10, do mesmo livro do Levítico que diz: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”, seria taxado de crime contra a honra da família? Da mulher? Do homem traído? Etc..Será que a mídia iria dar a mesma importância ou iria ignorar em nome da liberdade de expressão?

Não aceito e nem defendo a intolerância em quaisquer situação. Não defendo a atitude do pastor pois me parece ter um interesse intolerante, mesmo sendo versículos retirados da Bíblia, mas deixo o meu repúdio a atitude da mídia e de determinados grupos,  que ignoram a liberdade de expressão quando o assunto debatido não lhes convém.

O homem é livre e desde que suas escolhas não venham trazer consequências negativas à vida do outro, cada um faz de sua vida o que quiser. As escolhas religiosas, políticas, esportivas, partidárias e orientação sexual é de responsabilidade de cada um, contudo, não se pode confundir liberdade com libertinagem.

A liberdade de expressão não pode ser prerrogativa de alguns. Já que o Brasil é um país livre, a sua imprensa livre deveria ser mais responsável, respeitosa e imparcial.

GILBENÍCIO

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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