Julio Cocielo recorreu a sua fortaleza virtual para se pronunciar após a acusação de racismo que ganhou força nos últimos dias por seu comentário sobre o jogador Mbappé. O youtuber gravou um vídeo para se desculpar pela brincadeira nas redes sociais, após ter contratos com grandes marcas cancelados após a polêmica. “Estou consciente do meu erro. Não tenho razão nenhuma. O comentário foi tão infeliz Fiz um comentário muito mal explicado e gerou toda essa confusão que você está vendo agora. Tentei me referir a velocidade do jogador dele. O comentário tão infeliz e mal explicado, que acabou ofendendo algumas pessoas. Entendo muito bem a revolta que rolou”, disse o comediante.

Após a repercussão do comentário, Cocielo apagou cerca de 50 mil tweets do seu perfil onde foram encontradas outras ‘piadas’ do mesmo cunho. “Sobre os tweets antigos, tem muitos de quando eu tinha 16 anos de idade. Aquele monte de merda que eu falei é muito distante de quem eu sou hoje e do tanto que a minha vida evoluiu. O eu de um dia atrás já não é o eu de agora. Não sou uma pessoa que quer espalhar o racismo. Hoje leio aquilo e me sinto envergonhado. Foram coisas absurdas. Eu postava supostas piadas que ouvia em stand up, em blog, programas de humor… Não tinha noção do peso que isso teria hoje. Com isso aprendi que o que eu falei não é piada hoje, ontem e nem amanhã. Apareceu hoje em dia fora de contexto. Não era maldade. Não é a minha opiniãoe nunca foi. Sem querer espalhei o ódio e acabei sendo o que não sou”.

No fim do vídeo o artista voltou a se desculpar. “Apaguei 50 mil tweets ou mais porque quero recomeçar. Esse tombo que tomei vai servir para iss nunca mais se repetir. Desculpa família, amigos, seguidores e a todos”. Outro colega de profissão de Cocielo também foi pego na malha fina dos militantes de plantão. O youtuber Cauê Moura, parceiro de Rafinha Bastos e PC Siqueira com a página Ilha de Barbados, foi questionado nas redes sociais por tweets considerados machistas e racistas, como: “Pratique necrofilia – porque não é estupro se ela estiver morta”, “se meu desprezo por fã-clubes de internet pudesse ser convertido em aids, eu seria a África” e “a propósito, quem cochila de tarde é bicha”.

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