Uma índia recém-nascida foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, nessa terça-feira (05), em Canarana, a 838 km de Cuiabá. A Polícia Militar informou ter recebido uma denúncia de que um bebê havia morrido logo após o parto e tinha sido enterrado no quintal de uma casa, sem passar pelo Instituto Médico Legal (IML), e chamou a Polícia Civil. A família disse à polícia que achou que a criança estivesse morta e que, por isso, a enterrou. O bebê, tido como morto, estava enterrado em uma cova de 50 centímetros de profundidade. A polícia descobriu que a recém-nascida estava viva no momento em que os policiais cavavam para retirar o corpo do local.

Segundo a Polícia Civil, o bebê foi internado e o estado de saúde dele é considerado bom. A mãe do bebê tem 15 anos e deu à luz no banheiro de uma casa da família indígena, que vive na zona urbana de Canarana. O parto teria ocorrido ao meio-dia de terça-feira. Os policiais foram até o local para saber o que tinha acontecido, desenterrar o corpo e levá-lo ao IML. À polícia, a família disse que havia enrolado o corpo da criança em um pano e enterrado em uma cova. Eles indicaram o local onde o corpo estava e os policiais começaram a cavar. Isso por volta de 22h (horário de Mato Grosso). “Um dos policiais começou a cavar com uma enxada, com muito cuidado e devagar, até que puxou um pano. Nisso, ele ouviu um gemido, quase um choro, como se a criança estivesse resmungando. Ele gritou ‘a criança está viva!’”, relatou uma policial.

A mãe e a avó da criança foram levadas para a delegacia onde prestaram depoimento à Polícia Civil. A criança foi levada às pressas por uma ambulância para o hospital da cidade. Ela recebeu oxigenação e começou a ser atendida na unidade de saúde. Os médicos descobriram que o recém-nascido teve um afundamento no crânio. O bebê passou por um exame de raio-X que apontou duas fraturas na cabeça. Uma investigação foi aberta pela Polícia Civil de Canarana. Os policiais tentam identificar a pessoa que enterrou a criança. Até a manhã desta quarta-feira (06), nenhuma pessoa havia sido presa ou identificada. Confira o momento do resgate:

Editado por Tribuna do Recôncavo | Fonte: G1/ Mato Grosso