A velocidade na transmissão de notícia nas redes sociais é enorme e chega a ser divulgada, em alguns casos, em tempo real. O problema é quando não é pautada pelo bom senso, como é o caso de compartilhar fotos de pessoas mortas. Um exemplo disso é do acidente na tarde desta quinta-feira (01), na BR 101, em Conceição do Almeida, que ceifou a vida de Hélio Andrade, 24 anos, que residia em Dom Macedo Costa.

As imagens do trágico acidente foram compartilhadas em questão de minutos. Familiares da vítima fatal pedem a compreensão da população em não divulgar fotos e vídeos do corpo do jovem.

“A todas as pessoas que estiverem compartilhando fotos e vídeos do acidente do meu sobrinho Hélio Andrade, por favor, respeitem a dor da nossa família. Hoje eu tive a certeza que muitos que foram ver, passaram na hora, sei lá, parece que só foram pra filmar e tirar fotos. Além de seus pertences que foram roubados (carteira e celular). Pelo amor Deus, mais respeito. As pessoas que fazem isso não imaginam o quanto ele era discreto na vida dele para agora ter essa fatalidade tão exposta por meio de WhatsApp. Sei que muito de vocês que irão ler isso, não estão fazendo,  mas ajudem a divulgar. Não sou de ver fotos e vídeos assim, não vi o do meu sobrinho porque vou guardar a imagem dele sempre sorrindo. A dor é imensa. #luto”

O Projeto de Lei do Senado 436/2015, do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), aumenta em até dois terços, a critério do juiz, a pena de até três anos de cadeia para quem compartilha fotos ou vídeos de pessoas mortas na internet. A ação é conhecida como crime de vilipêndio a cadáver e está prevista no Código Penal desde 2012.

 

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