Uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avaliou o domínio de temas relacionados à educação financeira em alunos da educação básica em quinze países. O Brasil teve o pior desempenho entre os participantes. Segundo especialistas, o ensino de economia na educação básica melhora as chances de ascensão social e a qualidade de vida das famílias. E é por isso que essa disciplina já integra o currículo em muitos países, como nos Estados Unidos.

Em alguns Estados americanos, as disciplinas são obrigatórias. Um levantamento da Associação de Educação Financeira no Brasil (ANEF-Brasil) feito com base no programa Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira) mostra que há melhoria no comportamento de poupança entre os estudantes que têm acesso a educação financeira. Da mesma forma, um estudo do instituto TIAA-CREF indica que as pessoas que não tiveram acesso a educação financeira  têm maior probabilidade de se endividar, estourar os limites do cartão de crédito e do cheque especial e pagar taxas que poderiam ser facilmente evitadas.

Especialistas sugerem que o ensino de economia seja feito de forma multidisciplinar. PIB (Produto Interno Bruto), desenvolvimento econômico e desemprego podem ser abordados nas aulas de geografia. Sistemas econômicos e diferentes formas de dinheiro e troca podem ser trabalhados na aula de história. Em matemática, entrariam noções de economia e finanças, como rendimento de investimentos, parcelamentos e juros. (Noticias ao Minuto)