Atualmente, mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofrem de depressão, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença é a principal causa de incapacidade laboral no planeta e nos casos mais graves pode levar ao suicídio. Para alertar sobre a gravidade do problema, a OMS escolheu a depressão como tema da campanha para o Dia Mundial da Saúde (7/04) de 2017. O objetivo é falar sobre os aspectos da doença, reduzindo o estigma em torno do assunto. A iniciativa reforça, ainda, que existem formas de prevenir e tratar a depressão.

O Brasil tem a maior taxa de depressão na América Latina. Segundo dados da OMS, 5,8% dos brasileiros são afetados pela doença. Estima-se que 20 a 25% da nossa população teve, têm ou terão um quadro de depressão em algum momento da sua vida. O médico psiquiatra Luiz Fernando Pedroso, diretor clínico da Holiste Psiquiatria, adverte que a depressão é uma doença grave, que pode levar à morte e não aparece em nenhum teste de triagem clínica. “O diagnóstico só é possível após uma entrevista do psiquiatra com o paciente, onde é feita uma avaliação criteriosa”, afirma Pedroso.

Ele explica que os principais sintomas da depressão são tristeza profunda, desânimo, desesperança, perda da autoconfiança e da autoestima, além de sensações de inferioridade e de incapacidade. “A depressão é mais comum no adulto jovem, mas pode acometer indivíduos de qualquer idade, desde a infância até pacientes idosos”. O especialista esclarece, ainda, que muitos fatores podem servir como gatilhos para uma fase depressiva, como estresse, uma cirurgia, um parto ou a perda de um ente querido. “Há, também, as pessoas que já têm uma tendência prévia para a depressão patológica, uma predisposição genética”, garante o psiquiatra.

A médica psiquiatra da Holiste, Fabiana Nery, alerta para a diferença entre tristeza e depressão. “A tristeza não é uma doença, mas sim uma reação normal frente a uma situação de perda, decepção ou frustração. A depressão, por outro lado, é um distúrbio cujas características vão muito além da tristeza”, ressalta. A especialista acrescenta que fatores genéticos, ambientais e características de personalidade influenciam no desencadeamento e na gravidade da doença. “O indivíduo com depressão sente-se infeliz na maior parte do tempo, mesmo sem causa aparente”, afirma.

O tratamento da depressão geralmente é feito associando medicação com psicoterapias. Entretanto, em alguns casos de depressão crônica, as terapias de neuroestimulação (ECT e EMT) também apresentam resultados muito eficazes. “Ao contrário do que algumas pessoas temem, as medicações não são como drogas, que deixam a pessoa viciada ou dependente”, explica Fabiana Nery. “Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios de depressão”, conclui a psiquiatra.

 

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