Firmes na luta e sempre abertos ao diálogo com o governo municipal, a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Cruzalmenses (Sindsemc) se reuniu com o prefeito Orlandinho (PT), o procurador do município, Vagner Santana e o secretário de Administração, Renerio Moreira, na tarde do dia 21 de março, no Paço Municipal. No entanto o gestor não tinha lido a pauta de reivindicações previamente.

O prefeito atribuiu o fato de não ter lido a pauta da categoria a uma “falha da chefe de gabinete” que não encaminhou o oficio protocolado pelo sindicato no dia 09/03. Alegou não poder conceder reajuste além do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) devido à conjuntura econômica do país. Para ele, os servidores são a “prata da casa”. Mas, o fator financeiro inviabiliza um aumento maior devido ao impacto na folha de pagamento.

A categoria expôs demandas como a recomposição salarial de 5% acrescido do INPC – definido durante última assembleia –, além de alterações no Plano de Carreira, a manutenção de direitos e a instituição de uma junta médica municipal para avaliar os servidores com patologias adquiridas no laborar.

O presidente do Sindsemc, Prof. Augusto, destacou a urgência dos servidores no que tange à garantia dos direitos e frisou que a categoria – após um ano e três meses de governo – não vem sendo priorizada na atual gestão; exemplo claro foi o desconhecimento da pauta da audiência, o que mostra que os trabalhadores do setor público municipal não estão na pauta do prefeito. O sindicalista exigiu ainda um planejamento do governo para a concessão de licenças a fim de garantir a manutenção dos direitos dos servidores.

Outra queixa constante dos servidores e da população é o despreparo de sua equipe de trabalho, já que o mesmo foi eleito em duas outras gestões e seu grupo de governo não deixou a desejar. Questionado, o prefeito afirmou que resolveu apostar em uma equipe jovem. Porém, a atual gestão ainda está aprendendo, sobretudo nos atendimentos. E, segundo Prof. Augusto, a administração pública não se aprende a “toque de caixa” e não é escola de aprendizes. “O tempo urge e demanda por pessoas experientes e competentes para suprir as necessidades da gestão pública”, finaliza o sindicalista.

 

Rafael Lopes – DRT/BA 4882

Assessoria de Comunicação

Sindsemc