O Observatório Europeu do Sul (ESO), maior consórcio voltado para pesquisa astronômica no mundo, rescindiu o contrato com governo brasileiro para admitir o país no grupo. Há sete anos as partes assinaram um acordo para que o Brasil fosse o primeiro integrante não-europeu do grupo.

“Considerando ser improvável a ratificação do Acordo de Acesso seja concluída num futuro próximo, o Conselho do ESO decidiu suspender o processo até que o Brasil esteja numa posição de completar a execução do acordo, possivelmente por meio de uma renegociação”, diz a entidade em nota divulgada nesta segunda-feira (12).

Apesar da decisão, o ESO disse que continuará aberto a acolher o Brasil em qualquer momento. A entrada do Brasil no ESO foi negociada no fim de 2010 pelo então ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, como uma forma de garantir o acesso da comunidade científica brasileira a alguns dos maiores e melhores telescópios do mundo, de acordo com o Estadão.

Os instrumentos são operados nos Andes Chilenos. O acordo também previa a participação do Brasil na construção e operação do Extremely Large Telescope, maior telescópio do mundo, em construção no Deserto do Atacama. O valor do acordo era de EU$ 270 milhões, em torno de R$ 1 bilhão, que o Brasil deveria pagar em várias parcelas até 2021. Nenhum centavo foi pago nesse período.

 

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