Para marcar o encerramento das homenagens em memória pelos 25 anos de falecimento de Irmã Dulce, uma missa será celebrada na manhã desta terça-feira, às 9h, no Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres (Largo de Roma). Irmã Dulce faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, em Salvador. Entre os episódios mais marcantes de sua trajetória está a ocupação, em 1949, de um galinheiro ao lado do convento, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes.

A iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição que abriga hoje um dos maiores complexos de saúde com atendimento 100% gratuito do Brasil, com 3,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), entre idosos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pacientes sociais, crianças e adolescentes em situação de risco social, dependentes de substâncias psicoativas e pessoas em situação de rua. Para se ter uma ideia da dimensão do trabalhado social realizado pela OSID, nos últimos 25 anos a entidade contabiliza nada menos que 60 milhões de atendimentos ambulatoriais e mais de 280 mil cirurgias realizadas.

Entre os principais episódios que marcam os 25 anos de falecimento de Irmã Dulce, destaque ainda para a beatificação da religiosa, ocorrida no dia 22 de maio de 2011, em Salvador, ocasião em que passou a ser reconhecida também com o título de “Bem-Aventurada Dulce dos Pobres”, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica. Atualmente, a freira baiana está em processo de canonização. Para ser canonizada (declarada Santa) é necessária a comprovação de mais um milagre atribuído à beata.

A Mãe dos Pobres – Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes começou a manifestar interesse pela vida religiosa desde cedo, ainda no início da adolescência. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. Em 1933, a jovem ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe).

No mesmo ano recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce. A trajetória do Anjo Bom da Bahia ficou caracterizada também pelo trabalho assistencial junto às comunidades carentes de Salvador, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe.

 

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