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Poema de Ylvange Tavares “MÃE”

Foto: Leonardo Rattes/Ascom Sesab (Salvador BA)

Ser Mãe é abdicar

da sua vida

pela vida

do seu Filho.

 

Escravizar-se

pelo resto da vida

em prol do seu filho.

 

Perder noites de sono,

enquanto seu filho

não chega. (mais…)

Poema de Maria do Carmo: SONHOS E REALIDADE

Foto: Divulgação

O Onipotente sonhou com a vida e a fez existir.

A vida necessitou do amor para sobreviver e ele existiu.

O amor precisou de um instrumento para apoiar-se e encontrou o homem.

O homem sentiu necessidade de proteger esse amor e o colocou no coração.

O coração o acolheu, mas também desejou transmiti-lo aos outros.

Cada ser o acolhe e o expressa de forma única, pois cada ser é diferente por natureza e o que dá sentido á vida é essa partilha de diferentes valores.

Mas o amor precisa ser descoberto nos mais diferentes lugares e situações que se encontre escondido:

No desespero da mãe que vê seus filhos desfalecendo de fome.

No trabalhador que consome sua vida pelo bem-estar do patrão e o que recebe mal dá para o pão.

No jovem angustiado por ser vítima do desemprego.

Na criança faminta e desprotegida que vaga pelas ruas e dorme embaixo das marquises.

No idoso cuja vida foi um constante sacrifício pela sobrevivência e que hoje ainda tem que sustentar a família com uma mísera aposentadoria.

Eis aí algumas das inúmeras pistas para descobrirmos o amor sufocado, implorando por sobrevivência e dependente das nossas atitudes para salvá-lo.

Autoria: Maria do Carmo da Silva Santos/ Colunista do Tribuna do Recôncavo

Poema de Maria do Carmo: LOUVOR A MARIA

Imagem: formacao.cancaonova

Maria de Nazaré.

Mulher da escuta.

Mulher do silêncio.

Sacrário da fé.

 

Maria da humildade.

Mulher do serviço.

Mulher orante.

Exemplo de caridade.

 

Maria da peregrinação.

Mulher destemida.

Mulher por Deus escolhida.

Medianeira dos cristãos. (mais…)

Poema de Maria do Carmo: AFRO-MEMÓRIAS

Emergir das profundezas do Lago Vitória.

As raízes do Baobá sustentaram a minha história.

Os meus ancestrais resgataram a minha memória.

A tribo, meu território, ressalta a minha trajetória.

Sou afro-descendente!

Dos quilombos remanescente!

Não renego a minha gente!

Dói em minha alma a escravidão que a vida de tantos irmãos fez deplorar!

Os senhores contemporâneos ainda querem me acorrentar!

LIBERDADE é o meu lema! Tenho que gritar!

Sou humano, sou negro.

Sou filho da Mãe Àfrica!

E em seus braços eternamente deixo-me por ela embalar!

 

Autora: Maria do Carmo da Silva Santos – colunista do Tribuna do Recôncavo.

SAJ: Escritora e ilustradora, Laiana Vieira, apresenta trabalhos no Sarau Literário

O 2º Sarau Literário realizado pela Cia do Livro na Praça Padre Mateus, em Santo Antônio de Jesus neste fim de semana (8 e 9/07), reuniu Música, Teatro, Dança, Artes plásticas e Contação de histórias.

Para a escritora e ilustradora Laiana Vieira, o evento foi uma excelente oportunidade para os artistas locais apresentarem seus trabalhos. “Aqui na cidade, a gente precisa de mais espaços como esse, já que não temos um ponto de encontro para compartilhar sobre literatura, o Sarau acaba sendo uma forma das pessoas se conhecerem e conectarem essas afinidades.”

Laiana expôs desenhos, ilustrações e fotografias. Também declamou uma poesia e falou um pouco sobre texto. Na oportunidade, a artista ressaltou a importância da presença do público nesses eventos. “É importante convidar mais pessoas para fortalecer esses momentos que são pra mim muito relevantes para manter mais ativa a expressão popular,” concluiu. (Tribuna do Recôncavo) (mais…)

SAJ: Professor da Uneb e escritor, Fábio Oliveira, declama poemas no Sarau Literário

Na manhã deste domingo (09), durante o Sarau Literário realizado na Praça Padre Mateus em Santo Antônio de Jesus, o professor e escritor Fábio Oliveira declamou os poemas “Enigma”, “Nova Era”, “A Cidade Invisível” e “Futebol”, os quais estão no seu segundo livro “Caminhos”, lançado em 2016.

Fábio é professor de linguística no curso de Letras da Uneb, em Santo Antônio de Jesus, há 20 anos. Para ele, foi bom participar do Sarau, pois eventos como esse promovem a leitura e a reflexão sobre a vida. Sua primeira obra literária foi o livro de contos e crônicas “Segredos de verdades e mentiras”, e a sua segunda obra é o livro de poemas “Caminhos”, que fala sobre coisas do cotidiano, sobre a vida e trás reflexões políticas.

Um dos poemas declamados neste domingo (09) no Sarau Literário “A Cidade Invisível”, fala sobre o cotidiano que normalmente a pessoa não enxerga. “Não enxergamos porque estamos envolvidos com outras coisas, estamos meio que automatizados, e por isso não enxergamos alguém que precisa de nós, alguém que está doente, ou seja, as vezes nós não percebemos a dor do outro pela correria do dia a dia”, disse.

Professor Fábio concluiu ressaltando a importância dos estudos. “O estudo é importante porque amplia a nossa visão de mundo, amplia o nosso conhecimento, nos permite entrar em contato com coisas de outros lugares, com pesquisas de outras pessoas. Isso tudo é importante para a nossa formação cidadã e profissional”, concluiu. (Tribuna do Recôncavo)

Leia na íntegra o poema “A Cidade Invisível”: (mais…)

SAJ: Poetisa Maria do Carmo declama poemas sobre negritude no Sarau Literário

Aconteceu na Praça Padre Mateus em Santo Antônio de Jesus neste fim de semana (8 e 9/07), o 2º Sarau Literário, evento realizado pela Companhia do Livro. Na manhã deste domingo (09), a escritora e poetisa mutuipense, Maria do Carmo, declamou poemas de sua autoria, entre eles “NEGRITUDE”.

“Eu escrevo muito sobre a questão negra, pois, por conta do processo colonial que passamos nesse país, ainda há muitos resquícios de discriminação e preconceito. Por isso escrevo muito sobre negritude”, disse.

Maria escreve poemas desde 1980, e a partir de 1998, depois de ter um poema publicado no jornal Mundo Jovem, a mesma começou participar de saraus e outro eventos literários, mas o seu grande sonho é publicar seu livro de poemas, que já foi encaminhado para a editora.

Maria do Carmo reside em Mutuípe e leciona em Santo Antônio de Jesus na Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães. Ela agradeceu à Deus por mais uma oportunidade de divulgar as suas  produções poéticas, especialmente a Cia do Livro. (Tribuna do Recôncavo) (mais…)

POEMA: Homenageando Luiz Gonzaga

O teu berço foi o sertão.

Sertão, pedaço do Nordeste.

Nordeste! Terra onde Deus é

peão, lavrador e Rei do baião.

 

Terra de homem inteligente.

Homem que usa chapéu de palha,

pisa no chão com teimosia,

sofre injustiças, é oprimido,

e nem por isso lhe falta à alegria! (mais…)

TRIBUTO A UM SER ESPECIAL

Deus, na sua magnífica sabedoria, um ser especial modelou e esculpiu.

Deu-lhe o sopro da vida e uma singular missão lhe atribuiu.

És formosa por excelência e determinada por sapiência.

Labutas do amanhecer ao anoitecer com garra e eficiência.

Transpões as barreiras do preconceito, impõe-se socialmente com altivez e respeito.

Superas as adversidades cotidianas numa perspectiva de ascensão pessoal e social.

Possuis a dádiva de ser a matriz do ciclo vital.

Doas o seu ser e o seu tempo para a edificação da justiça e da dignidade.

Sabiamente concilias a sua essência feminina à árdua realidade.

És meiga e guerreira!

És sábia e altaneira!

És o bálsamo da humanidade!

És MULHER, a humana divindade!

Autora: Maria do Carmo da Silva Santos – colunista do Tribuna do Recôncavo.

POEMA DE NATAL

À Equipe do Tribuna: editores, colaboradores, redatores, colunistas e internautas. Feliz Natal e que o Ano Novo seja portador de saúde, realizações e boas notícias! Fraternalmente deseja-lhes: Maria do Carmo.

Na simplicidade de uma gruta, outrora o Menino Deus nascia.

A paz e a justiça veio trazer a humanidade que nas trevas vivia.

Toda a profecia anunciada pelos profetas e pelo anjo Gabriel se cumpria.

A salvação chegava à Terra e uma estrela no oriente essa boa nova reluzia.

Luz de Deus que em Belém resplandecia. Esperança de libertação para os que oprimidos viviam.

Que possamos aprender e vivenciar no nosso cotidiano as grandes e sábias lições deixadas pelo Filho de Deus: paz, amor, justiça, solidariedade e humildade.

Autoria: Maria do Carmo – Colunista do Tribuna do Recôncavo

POEMA: NEGRO É ISSO AÍ

Negro, semente africana,

Jogada em terras brasileiras!

Negro, germinou força, fez crescer a união e produziu trabalho!

Negro, marcado em brasa, maltratado na senzala, sedento e faminto!

Negro, acorrentado, chicoteado, derramando suor e sangue!

Negro, fugindo para o quilombo por não suportar tanta dor!

Negro, homem de fé e esperança, sonhando com justiça e liberdade!

Negro, monumento de fortaleza,

Retrato da beleza,

Inspiração da nostalgia,

Morada da saudade,

Espelho da fraternidade,

Voz que implora: IGUALDADE!

Cor destaque da humanidade!

*Autora: Maria do Carmo da Silva Santos – colunista do Tribuna do Recôncavo. (mais…)

Poema de Maria do Carmo: CRIANÇA

Criança rima com esperança.

Esperança que faz os olhos cintilarem ao contemplar um brinquedo.

Esperança que faz as mãos frágeis sustentarem-se nãos mãos firmes de alguém que lhe protege contra o medo.

Esperança que faz os ouvidos ficarem atentos para ouvir histórias recheadas de magia em seu enredo.

Esperança que faz revelar suas travessuras a um amigo com a certeza de que ele as manterá em segredo.

Esperança que faz o coração saltitar de alegria ao brincar de esconde-esconde em meio ao arvoredo.

Esperança que faz com que renasça no criador e nas criaturas a certeza de um amanhã promissor onde a simplicidade e o amor superem as tristezas e os pesadelos.

Maria-do-Carmo-Da-Silva-Santoss (mais…)

POEMA: A TI CATEQUISTA

No dia do seu Batismo,

Ao receber o selo de cristão,

Com ele também recebestes

O chamado para esta missão.

 

Ela exige coragem e renúncia,

Para transmitir e testemunhar a fé,

No lar, na escola, nas comunidades,

Onde presente você  se fizer.

 

Você é um apóstolo de Cristo,

Com uma grande missão a desempenhar:

Transmitir sua doutrina,

E os povos evangelizar.

 

Vai pelos centros da cidade,

Zona rural e periferias,

Evangelizar sem distinção!

Não era assim que o Mestre fazia?

 

Leva para a tua caminhada,

A Bíblia: o “Catecismo da Vida”.

Pois ela foi e sempre será,

A força de um povo que lida!Maria-do-Carmo-Da-Silva-Santoss

AMIGO: A vida sem ti é sombria. Contigo, o cotidiano possui mais brilho e magia.

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Muitos são os momentos em que a tua presença é essencial. Sem ti a vida tem um peso crucial.

Importante é partilhar contigo as tristezas e alegrias. Apoiando-me no teu ombro que possui indescritível magia.

Zelas por mim com a disponibilidade do coração. Dedicas-te a um amigo sem interesse de recompensa ou promoção.

A energia  vital que de te emana, renova as esperanças. Quão bom é sentir a gratuidade de um coração que verdadeiramente ama.

Deus em sua infinita sabedoria, ao coração humano delegou esta missão: reconhecer a sua semelhança no semblante do irmão.

Esteja onde estiver, na vivência de qualquer situação, seja amigo, preserve amigos, o que será do coração humano se a amizade for vitimada pela extinção?Maria-do-Carmo-Da-Silva-SantossCOMENTÁRIOS:

Gilbenício Brandão: Ótimos! Gostei muito desses poemas. Já está na hora de preparar o seu livro. Parabéns! (mais…)

POEMA: CAVERNA VIRTUAL

Lá está o homem encurvado, olhos fixos sobre a tela! Isolado, ele e a tela!

É a caverna do século XXI! Não é obra da natureza, é uma invenção tecnológica, abrigo de seres “ditos pensantes”.

Pensa que abraçam o mundo apenas com um toque. Espia o que deve e o que não deve!

Invade a privacidade de outrem. São escoltados pela curiosidade!

Espionagem 24 horas, concorrência com as câmeras de seguranças!

Comodidade! Sem dar um passo, apenas movendo os dedos, tem o mundo às suas mãos!

Sente-se abrigado! Das relações humanas e fraternas, totalmente isolado!

O homem está na caverna virtual! Uma herança da Era Digital!

Os que estão ao seu lado ou por ele passam, desconhece-os, ignora-os!

O homem está fraternalmente desconectado!

Isolamento e solidão são desta era o triste legado!

O homem primitivo evoluiu, reergueu-se, saiu da caverna natural, tornou-se um ser social! Como pode regredir e isolar-se, abrigar-se numa caverna virtual? Estará ele fugindo do convívio fraternal?

Maria-do-Carmo-Da-Silva-Santoss

POEMA DE MARIA DO CARMO: MEMÓRIAS DO SÃO JOÃO DE OUTRORA

papas-stefanos-festa-na-roca-ost-60x-80Bandeirolas de papel de seda enfeitavam o terreiro e as casas! Uma animada festa anunciava!

O forró não tinha palco! Onde a casa estivesse aberta, aí se fazia a festa!

A fogueira armada e um ramo ao lado enfeitado, era da festa o grande legado!

O sanfoneiro abraçava a sanfona e comandava o arrasta-pé! Todos caíam na dança: compadre, comadre, Maria e Mané!

O vestido de chita e o chapéu de palha caracterizavam o figurino que a festa ditava!

O milho plantado nos festejos de São José, servido assado, cozido ou transformado em canjica era saboreado pelas visitas!

O almoço era “de fato”. Após a farta comilança continuava o arrasta-pé, prosseguia a festança!

As solteiras tiravam a sorte para saber o seu amado quem seria! Momento aguardado com ansiedade era do casório a profecia!

Homens e mulheres benziam as fogueiras, comadres e compadres se tornavam. Não era apenas brincadeira! Esta consideração para sempre levavam!

Bandeirolas e fogueiras!

Sanfoneiro e forró!

Vestido de chita e chapéu de palha!

Milho e canjica!

Almoço “de fato”!

Solteiras buscando a sorte!

Comadres benzendo fogueira!

Estas eram as características marcantes da típica festa de São João que se perdeu no tempo, vitimada pela evolução!

Maria-do-Carmo-Da-Silva-Santoss (mais…)

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