TRIBUTO A UM SER ESPECIAL

Deus, na sua magnífica sabedoria, um ser especial modelou e esculpiu.

Deu-lhe o sopro da vida e uma singular missão lhe atribuiu.

És formosa por excelência e determinada por sapiência.

Labutas do amanhecer ao anoitecer com garra e eficiência.

Transpões as barreiras do preconceito, impõe-se socialmente com altivez e respeito.

Superas as adversidades cotidianas numa perspectiva de ascensão pessoal e social.

Possuis a dádiva de ser a matriz do ciclo vital.

Doas o seu ser e o seu tempo para a edificação da justiça e da dignidade.

Sabiamente concilias a sua essência feminina à árdua realidade.

És meiga e guerreira!

És sábia e altaneira!

És o bálsamo da humanidade!

És MULHER, a humana divindade!

Autora: Maria do Carmo da Silva Santos – colunista do Tribuna do Recôncavo.

POEMA DE NATAL

À Equipe do Tribuna: editores, colaboradores, redatores, colunistas e internautas. Feliz Natal e que o Ano Novo seja portador de saúde, realizações e boas notícias! Fraternalmente deseja-lhes: Maria do Carmo.

Na simplicidade de uma gruta, outrora o Menino Deus nascia.

A paz e a justiça veio trazer a humanidade que nas trevas vivia.

Toda a profecia anunciada pelos profetas e pelo anjo Gabriel se cumpria.

A salvação chegava à Terra e uma estrela no oriente essa boa nova reluzia.

Luz de Deus que em Belém resplandecia. Esperança de libertação para os que oprimidos viviam.

Que possamos aprender e vivenciar no nosso cotidiano as grandes e sábias lições deixadas pelo Filho de Deus: paz, amor, justiça, solidariedade e humildade.

Autoria: Maria do Carmo – Colunista do Tribuna do Recôncavo

POEMA: NEGRO É ISSO AÍ

Negro, semente africana,

Jogada em terras brasileiras!

Negro, germinou força, fez crescer a união e produziu trabalho!

Negro, marcado em brasa, maltratado na senzala, sedento e faminto!

Negro, acorrentado, chicoteado, derramando suor e sangue!

Negro, fugindo para o quilombo por não suportar tanta dor!

Negro, homem de fé e esperança, sonhando com justiça e liberdade!

Negro, monumento de fortaleza,

Retrato da beleza,

Inspiração da nostalgia,

Morada da saudade,

Espelho da fraternidade,

Voz que implora: IGUALDADE!

Cor destaque da humanidade!

*Autora: Maria do Carmo da Silva Santos – colunista do Tribuna do Recôncavo. (mais…)

Poema de Maria do Carmo: CRIANÇA

Criança rima com esperança.

Esperança que faz os olhos cintilarem ao contemplar um brinquedo.

Esperança que faz as mãos frágeis sustentarem-se nãos mãos firmes de alguém que lhe protege contra o medo.

Esperança que faz os ouvidos ficarem atentos para ouvir histórias recheadas de magia em seu enredo.

Esperança que faz revelar suas travessuras a um amigo com a certeza de que ele as manterá em segredo.

Esperança que faz o coração saltitar de alegria ao brincar de esconde-esconde em meio ao arvoredo.

Esperança que faz com que renasça no criador e nas criaturas a certeza de um amanhã promissor onde a simplicidade e o amor superem as tristezas e os pesadelos.

Maria-do-Carmo-Da-Silva-Santoss (mais…)

POEMA: A TI CATEQUISTA

No dia do seu Batismo,

Ao receber o selo de cristão,

Com ele também recebestes

O chamado para esta missão.

 

Ela exige coragem e renúncia,

Para transmitir e testemunhar a fé,

No lar, na escola, nas comunidades,

Onde presente você  se fizer.

 

Você é um apóstolo de Cristo,

Com uma grande missão a desempenhar:

Transmitir sua doutrina,

E os povos evangelizar.

 

Vai pelos centros da cidade,

Zona rural e periferias,

Evangelizar sem distinção!

Não era assim que o Mestre fazia?

 

Leva para a tua caminhada,

A Bíblia: o “Catecismo da Vida”.

Pois ela foi e sempre será,

A força de um povo que lida!Maria-do-Carmo-Da-Silva-Santoss

AMIGO: A vida sem ti é sombria. Contigo, o cotidiano possui mais brilho e magia.

Muitos são os momentos em que a tua presença é essencial. Sem ti a vida tem um peso crucial.

Importante é partilhar contigo as tristezas e alegrias. Apoiando-me no teu ombro que possui indescritível magia.

Zelas por mim com a disponibilidade do coração. Dedicas-te a um amigo sem interesse de recompensa ou promoção.

A energia  vital que de te emana, renova as esperanças. Quão bom é sentir a gratuidade de um coração que verdadeiramente ama.

Deus em sua infinita sabedoria, ao coração humano delegou esta missão: reconhecer a sua semelhança no semblante do irmão.

Esteja onde estiver, na vivência de qualquer situação, seja amigo, preserve amigos, o que será do coração humano se a amizade for vitimada pela extinção?Maria-do-Carmo-Da-Silva-SantossCOMENTÁRIOS:

Gilbenício Brandão: Ótimos! Gostei muito desses poemas. Já está na hora de preparar o seu livro. Parabéns! (mais…)

POEMA: CAVERNA VIRTUAL

Lá está o homem encurvado, olhos fixos sobre a tela! Isolado, ele e a tela!

É a caverna do século XXI! Não é obra da natureza, é uma invenção tecnológica, abrigo de seres “ditos pensantes”.

Pensa que abraçam o mundo apenas com um toque. Espia o que deve e o que não deve!

Invade a privacidade de outrem. São escoltados pela curiosidade!

Espionagem 24 horas, concorrência com as câmeras de seguranças!

Comodidade! Sem dar um passo, apenas movendo os dedos, tem o mundo às suas mãos!

Sente-se abrigado! Das relações humanas e fraternas, totalmente isolado!

O homem está na caverna virtual! Uma herança da Era Digital!

Os que estão ao seu lado ou por ele passam, desconhece-os, ignora-os!

O homem está fraternalmente desconectado!

Isolamento e solidão são desta era o triste legado!

O homem primitivo evoluiu, reergueu-se, saiu da caverna natural, tornou-se um ser social! Como pode regredir e isolar-se, abrigar-se numa caverna virtual? Estará ele fugindo do convívio fraternal?

Maria-do-Carmo-Da-Silva-Santoss

POEMA DE MARIA DO CARMO: MEMÓRIAS DO SÃO JOÃO DE OUTRORA

papas-stefanos-festa-na-roca-ost-60x-80Bandeirolas de papel de seda enfeitavam o terreiro e as casas! Uma animada festa anunciava!

O forró não tinha palco! Onde a casa estivesse aberta, aí se fazia a festa!

A fogueira armada e um ramo ao lado enfeitado, era da festa o grande legado!

O sanfoneiro abraçava a sanfona e comandava o arrasta-pé! Todos caíam na dança: compadre, comadre, Maria e Mané!

O vestido de chita e o chapéu de palha caracterizavam o figurino que a festa ditava!

O milho plantado nos festejos de São José, servido assado, cozido ou transformado em canjica era saboreado pelas visitas!

O almoço era “de fato”. Após a farta comilança continuava o arrasta-pé, prosseguia a festança!

As solteiras tiravam a sorte para saber o seu amado quem seria! Momento aguardado com ansiedade era do casório a profecia!

Homens e mulheres benziam as fogueiras, comadres e compadres se tornavam. Não era apenas brincadeira! Esta consideração para sempre levavam!

Bandeirolas e fogueiras!

Sanfoneiro e forró!

Vestido de chita e chapéu de palha!

Milho e canjica!

Almoço “de fato”!

Solteiras buscando a sorte!

Comadres benzendo fogueira!

Estas eram as características marcantes da típica festa de São João que se perdeu no tempo, vitimada pela evolução!

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Poema da mutuipense Maria do Carmo “Versos ao Poema”. Confira!

O poema nasce na mente com a ficção ou a realidade que envolve a vida da gente.

O poema é itinerante! Percorre os mais variados aspectos da vida dos seres que se inter-relacionam neste planeta gigante.

O poema é eterno!Perpassa por diversas gerações desde a antiguidade até os tempos pós-modernos.

O poema revela a sapiência do ser humano Independe de cor, idade, sexo ou instrução, importando apenas a essência da comunicação.

O poema é como a natureza! Em sua rica diversidade encanta e sensibiliza pela sua autenticidade e beleza.

O poema é universal! Ultrapassa fronteiras, desvenda os encantos e desencantos do ser humano em sua trajetória natural.

O poema é jovial! Embora exista há tempos remotos permanecem no presente e adentra o futuro, perpassando a era digital.

O poema revela as diversas faces da vida cotidiana! Expressa os anseios e as conquistas vivenciadas pela alma humana.

O poema precisa ser visto, lido, resgatado, contemplado, divulgado!

Contribua com a preservação desta cultura e legado! Valorize e vivencie este patrimônio do mundo literato.

Maria do Carmo da Silva Santos é natural de Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, licenciada em Geografia pela UNEB – Universidade do estado da Bahia, pós-graduada em Educação e Gestão Ambiental, professora da rede municipal de Santo Antônio de Jesus-Ba, sócia-fundadora da Palmares – Associação Quilombola do Vale do Jiquiriçá, e tem trabalhos publicados no JORNAL MUNDO JOVEM e na LITTERIS EDITORA. (mais…)

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