POLÍTICA EM AMARGOSA, O BECO SEM SAÍDA DAS LIDERANÇAS

*Neste comentário, o bacharel em Direito Otávio Henrique,  analisa friamente, sem paixões por nenhum dos partidos, a conjuntura política do município de Amargosa. Vale a pena ler!

Com a proximidade das eleições municipais de 2016 e como a corrida contra o tempo para os atuais políticos que exercem cargos eletivos já está se encerrando, pois, o prazo para realizar obras públicas e ações de governo se encerrará em maio de 2016,o tempo torna-se implacável e agora falta menos de um ano e quem fez, fez… quem não fez, não faz mais…

É importante traçar um pequeno esboço da política amargosense em sua história recente; aliás, colocar na balança os governos petista e psdebista e suas respectivas lideranças.

O aparecimento da estrela petista contrasta com sua decadência no município de Amargosa. A era Valmir Sampaio (PT-BA) experimentou sua ascensão estribando-se num discurso de campanha contra a corrupção e os desmandos de Rosalvinho Sales (SEM PARTIDO) com seus cheques-sem-fundos, no favoritismo do momento onde o Lula ascende ao poder com políticas de inclusão social que soergueria a popularidade de qualquer tímido político e, assim aconteceu com Valmir e, sobretudo, no oportunismo se servindo da família Silva ( da atual gestora) por duas vezes para angariar sucesso nas urnas.

O otimismo do primeiro mandato petista foi impressionante e colheu os louros em uma reeleição. No entanto, o segundo mandato deu uma falsa impressão ao prefeito de invencibilidade, de está nascendo um Josué Melo, um João Sales dos tempos modernos, ledo engano. Impressionou a qualquer filho de Amargosa a entrevista que essa liderança concedeu a um jornal, publicada em setembro de 2011, onde se referia ao seu governo como o melhor da história da cidade; apontava os indicadores da educação como os melhores da Bahia; e, se não bastasse, quando indagado sobre a sua sucessão ele dispararia uma pérola: “o meu candidato é quem no meu grupo político der continuidade aos meus projetos!”. Quais projetos?

E o melhor administrador teve oportunidade de comprovar este favoritismo com a inusitada visita da Controladoria Geral da União (CGU) em Amargosa – para nossa sorte e nossa alegria – constatando que a transparência do “pedacinho de Brasil” estava turvada por inúmeras não-conformidades na gestão de convênios federais, no cuidado com a merenda escolar, em licitações para o transporte escolar e, sobretudo, em projetos que foram tão divulgados e que não foram concluídos como a empacotadeira e a unidade de processamento e beneficiamento de castanha ou estão sendo tocados pela atual gestão como a creche do Bairro da Katiara. E, daí em diante, a “estrela foi cadente”, suas contas foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia e, coroando “o melhor governo da história da cidade”, a Câmara de vereadores rejeita suas contas e o torna inelegível pelos próximos oito anos.

Já é de costume do lulo-petismo retirar figuras da cartola e enfiar goela abaixo da população. Com a Dilma deu certo e já estamos vendo às consequências que não é preciso elencar; com a agremiação do PT em Amargosa, não emplacou o nome de Júlio Pinheiro (PT-BA), que além de sofrer uma esmagadora derrota da atual prefeita Karina Silva (PSB-BA) também simbolizaria, como bem disse o gestor Valmir, a continuidade de seus derrotados “projetos” que traziam a marca dos desmandos do seu partido no governo federal, no estado e, muito mais, em seu próprio município. A agremiação petista em Amargosa perdeu a liga, falta alinhamento com o governo Rui Costa por conta dos compromissos assumidos nas campanhas de governo do estado e de deputado e o líder encontra-se cassado seus direitos políticos e fadado a comparecer ao tribunal vez ou outra para responder os inúmeros processos e pagar suas respectivas multas. Triste fim “para fazer muito mais”!

A ascensão súbita de Karina Silva, de antemão, demonstra a maioridade política do povo de Amargosa que não se deixa ser enganado por promessas eleitoreiras, pelo continuísmo de ações de governo equivocadas e, acima de tudo, por políticos trancafiados em seu gabinete e distante do povo.

O vôo da pomba do PSB teve um empurrãozinho de duas lideranças que estão fora mas não mortas, basta ver qualquer pesquisa informal de favoritismo das próximas eleições, o empresário Dal (PSD-BA) e o ex-prefeito Rosalvinho, mesmo não sendo postos em evidência, demonstraram que estão mais vivos do que nunca, basta ver os números de sua candidata ao legislativo e a corrida de Rosalvinho para angariar votos para seu aliado à Assembleia Legislativa da Bahia que deu certo.

Com pouco mais de um ano para o fim do mandato de Karina Silva algumas considerações poderão ser feitas com relação a sua condução ao governo municipal: utilizando o discurso da “herança maldita” do PT, não se viu uma marca de governo e obras estruturantes, o governo paira no “arroz e feijão” da gestão, consertando os maus feitos, pegando no tranco e resolvendo questões contingenciais da governabilidade. Não veremos obras de infraestrutura, não veremos resolução do imbróglio do término da ampliação do Hospital Municipal e nem podemos esperar a ‘Casa de parto’ defendida em campanha.

O que se falar de Karina Silva e de seu partido? Tanto a gestora quanto sua agremiação temem à militância, tirando o cabide de contratados e cargos políticos que são coagidos a comparecerem a atos de governo ou não, tirando isso, o núcleo de sustentação de sua sigla, se resume a algumas poucas lideranças que já possuem um discurso repetitivo e uma cansada credibilidade. Não se fala em novas filiações, novas lideranças e assumir um ar novo em sua visão partidária. Neste último aspecto, talvez, seja o mal das esquerdas.

Há ainda um saudosismo por parte dos eleitores e amargosenses, em tentar ver na figura de Karina Silva à imagem da gestora Iraci Silva. São do mesmo sangue, mas, duas visões de gestão municipal completamente distinta. A filha cumpre uma cartilha de governo sem muita inovação e sem visão estratégica no campo político; a mãe, o último exemplar da pura esquerda, com uma visão além de seu tempo, gestora dinâmica e atenta nas flexibilizações políticas e metas que queria alcançar. Com isso, creio que se fecha um ciclo no qual comparações não podem avançar.

Creio que a política em Amargosa nos deixa algumas lições e nos faz algumas observações que precisamos ter em conta na proximidade dos tempos de eleições municipais. A sorte ou azar do destino político coloca em vala-comum Valmir Sampaio e Rosalvinho Sales, este vem cumprindo sua sentença e tirando lições para sua trajetória política, o primeiro irá aprender, ainda mais, que a lei do retorno na política tarda mais não falha; E, a esses que se dizem líderes, deverão está com os olhos bem abertos, pois, o povo tem se tornado cada vez mais politizado e não pode mais ser concebido como massa de manobra por receber as migalhas de uma ajuda no processo de aposentadoria, numa ambulância para levar um familiar, numas poucas horas de arado, num tampinha nas costa ou, sobretudo, no jeitinho das ditas lideranças que se escondem atrás de um deputado, de um partido e na saúde ou na doença de sua população.

Política se faz com a razão e o coração. Política é serviço ao povo, e sem distinção. O poder é delegado para o bem de todos e não de alguns. O gosto pela política deve ser de todos, pois, todos devem se sentir comprometidos com o bem comum. Amargosa espera muito mais responsabilidade do seu povo e nenhuma crítica que não seja construtiva. Quem ama o povo se compromete e soma esforços, não fica só nas intrigas de bastidores. A construção do progresso, desenvolvimento e crescimento é tarefa de todos!

Dr. Otávio Henrique é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Direito Internacional. O mesmo é natural da cidade de Amargosa. (Tribuna do Recôncavo).

COMENTÁRIO:

Claudio Brito: Parabéns, total imparcialidade e sabedoria! (claudiobrito62@hotmail.com)

Gilbenicio Brandão: Muito bom seu comentário. Quando faço os meus artigos ou comentários, também gosto de primar pela imparcialidade. Parabéns. (tribunadoreconcavo.com.br).

Maria Madalena: Gostei da sua imparcialidade, sou uma eterna política, e gostaria muito de ver minha cidade sendo referência para o Brasil, ainda não consegui ver, porém acredito que se a atual gestora conseguir um novo mandato, tenho certeza que Amargosa estará muito bem administrada. (maiamada@hotmail.com).

REFLEXÃO: Inexiste hiato na política

A ciência política, fruto da inteligência humana, já sabe, desde tempos imemoriais, que não existe hiato no poder. A ausência ou fraqueza de um governante ou líder é imediatamente ocupada por seus pares ou oposição. O certo é que se alguém declina, outro rapidamente galga o espaço vazio.

O Brasil de hoje assiste a essa mudança de poder de modo muito claro. Talvez seja a crise do governo petista o cenário mais constrangedor a que o país assiste desde o fim da ditadura militar. Nem mesmo o fracassado governo de Fernando Collor de Melo, deposto do poder poucos meses depois de eleito, parece ser tão dramático quanto o momento pelo qual passa a presidente Dilma Rousseff e o Partido do Trabalhadores.

Semanas atrás o Datafolha registrou o pior índice de popularidade de um presidente desde a redemocratização do país. Nem mesmo Collor foi tão rechaçado pela população. E se falta a liderança petista no país, seguindo a máxima política acima citada, alguém precisa aparecer. E quem vem lá? O PSDB com Aécio Neves? Não! Os tucanos que perderam a eleição de modo contundente no último pleito e estão despreparados para um enfrentamento tête-à-tête com o PT. Falta coragem e ousadia ao PSDB, que vocifera, mas teme a opinião pública. Prefere o trabalho na surdina do que macular a fama de bom moço. Mas se o PSDB não ousa, quem está então aproveitando a brecha do poder? Eis que ressurge, das cinzas, como fênix adormecida, mas sempre voraz, o lado mais conservador e elitista da política brasileira, o PMDB.

Orquestrado pelo atual presidente da Câmara Eduardo Cunha, e nas últimas semanas, pelo vice-presidente da República, Michel Temer, os peemedebistas se lançam como hienas vorazes na carne do governo, e esperam com isso recolocar-se como salvadores de uma pátria que parece falida. Na Câmara, Eduardo Cunha tem proposto pautas bombas, ou seja, assuntos que mexem com o orçamento da união e com questões caras ao governo, e apoiados por políticos de carreira, vem aprovando, à revelia das possibilidades reais, uma série de leis e normas que logo se mostrarão hediondas e impraticáveis. Faz isso para provocar ainda mais o governo, e tem tido sucesso.

Felizmente para o Brasil indícios apontam que também ele tem a ficha suja pela corrupção. Tomara que alguém lhe ponha freios. O mesmo discurso contaminou o vice-presidente da República, que até ontem não era nem lembrando e que aparece agora como articulador político imprescindível ao país. Temer, fruto das artimanhas políticas do PT e PMDB para conquistar o poder, resolve agora dar uma de bom moço? Onde fica o brio e o caráter do político, que se aliou ao PT para estar onde está, que agora, de repente, parece virar as costas aos seus companheiros de governo? Temo que a briga pelo poder, as crises políticas (amplificadas pela mídia) e o despreparo de Dilma Rousseff em lidar com essa fase difícil de seu governo possa nos conduzir para um cenário político ainda mais instável e fracassado.

Admiro a capacidade mesquinha de nossos líderes em pensar em si próprios, e no próprio poder, em vez de investirem forças e inteligência para sanar os problemas do país. Enquanto nossos políticos se digladiam para ocupar o poder na República, o povo sofre, é manipulado pela mídia, faz panelaços e passeatas, sem saber exatamente o porquê. Esse é o Brasil que temos visto na mídia: doente, fraco, incapaz de resistir ao ataque sanguinário dos que deveriam cuidar do país, mas que se mostram unicamente preocupados em sugá-lo até a última gota. E o povo? O povo é só um detalhe!

Padre Evaldo César de Souza é diretor de produção/operação da TV Aparecida. (Fonte: a12).

A GRANDE CRISE DA MÍDIA

Ao acompanhar os noticiários da imprensa política e sensacionalista de nosso país, chega a parecer que se têm o prazer de colocar o Brasil no fundo do poço. Esquecem-se de que já estamos acostumados a lutar pelo pão de cada dia, como também de que, ao longo de séculos, os recursos de nosso país sempre foi e sempre será dividido entre uma minoria de ricos empresários, corruptos e principalmente do setor da grande mídia.

A maioria dos donos de emissoras de televisão, jornais, rádios e revistas influentes são sempre os políticos e seus familiares, e naturalmente adquiridos com a força da máquina pública. Maior exemplo disto está aqui na Bahia e dispensa comentários.

Esta palhaçada que estamos vendo na mídia de mensalão, petróleo, lava-jato etc. termina tudo em pizza! Nada mais é que um escarcéu político. Onde já se viu ricos neste país ser condenado e cumprir prisão? Alguém acredita que os tais recursos, bilhões, que dizem estarem sendo recuperados, chegarão em prol do povo brasileiro? Alguém acredita na justiça deste país?  Alguém acredita que donos de empresas como OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão vão ficar presos porque roubaram recursos do povo brasileiro? O STF passou 6 ou 7 anos julgando o tal mensalão, com pouco mais de dois anos os condenados já estão tudo solto. Quero dizer: cumprindo pena em casa! Kkkkkk!

Ao longo de quase 50 anos de vida nunca ouvi dizer que nada estivesse bom para a classe trabalhadora. Sempre estivemos em crise: inflação, planos econômicos, desemprego, corrupção, educação, saúde e segurança de péssima qualidade. Porém, muito mais do que uma crise econômica ou financeira, o Brasil vive uma crise ética onde a televisão nunca teve a honradez de falar a verdade porque sempre se beneficiou dela.

Em 1991, quando da realização do 13º Congresso Eucarístico Nacional – Natal, Rio Grande do Norte, sob o comando de Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, então Bispo Emérito de Amargosa, ouvi um pronunciamento de Dom Lucas Moreira Neves, Cardeal Arcebispo de Salvador, onde ele dizia: “já morei em diversos países, já conheci diversos povos do mundo, mas nunca vi uma televisão tão má, tão insensível e tão destruidora dos valores morais, culturais e da família, quanto a televisão brasileira”.

A crise que vivemos hoje é moral, é falta de respeito, é falta de limites, é falta de seriedade, é ausência de educação de berço, é uma política corrupta, é uma justiça desmedida, é uma polícia desaparelhada tanto em equipamentos quanto em recursos humanos.

A educação e os professores estão jogados a uma desvalorização institucionalizada.  Tem pais que não dão educação aos filhos e querem que os professores se responsabilizem por um papel exclusivamente seus! O governo se vangloria de ter criado novas faculdades públicas. Mas, de que adianta criar e abandonar sua estrutura e seu corpo docente, já há quase cem dias de greve e sem perspectiva de retorno?

O pior exemplo de educação neste país está na televisão em suas novelas, seriados e filmes pornográficos, insuflando os jovens e crianças a uma falsa liberdade, onde a figura do pai, da mãe, os valores da família e principalmente os valores cristãos, estão fora do contexto. Onde as cenas propagadas é a traição, os desvios de conduta, roubos, crimes, tráfico e consumo de drogas e de pessoas etc.;

O maior responsável pelos maus políticos que enchem o Congresso, o Planalto, os Governos Estaduais os Ministérios etc, é a televisão brasileira com seus grandes investimentos midiáticos e pagos, na maioria das vezes com recursos dos próprios governos;

A grande mídia é responsável por criar e esconder a crise. Por construir e desconstruir políticos, pois de uma forma ou de outra ela sempre sai ganhando. Alguém se lembra do “caçador de marajás” de Alagoas?

Pois é! E nós, quando será que vamos sair da verdadeira crise que nos impede de bem viver e construirmos juntos um país verdadeiramente nosso?

GilbeniciDigital Camerao de Souza Brandão

Administrador, especialista em RH

Brasileiro

(Colunista do Portal Tribuna do Recôncavo).

BEM AVENTURADA IRMÃ DULCE DOS POBRES

O dia 13 de agosto ficou determinado como o dia das comemorações em homenagem à memória de Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia.

Recentemente, ao passar a sintonia do meu radinho AM, pra lá e pra cá, me deparei com um comentário de um determinado cidadão que si dizia “pastor” de alguma seita religiosa do segmento protestante, onde ele elogiava a pessoa de Irmã Dulce, e dizia: “ela teve uma vida muito linda e dedicada aos pobres, pena que ela não aceitou Jesus”!

E eu me perguntava naquele momento, o que significa para aquele infeliz inculto, aceitar a Jesus?

Quem dera que todos nós ou, pelo menos, boa parte de nós, pudéssemos aceitar a Jesus da forma que Irmã Dulce fez. Ela foi muito mais além. Ela não somente o aceitou como também o acolheu consigo. Irmã Dulce, muito mais do que aceitar a esse Jesus desta forma simplista que é pregada por muitas seitas religiosas, ela fez exatamente o papel do próprio Cristo. Fez a experiência que nos falta a cada dia. Partilhou o amor de Deus na pessoa do irmão. Para todas as pessoas de bom senso, não resta dúvida: ela teve uma vida santa! Seu nome certamente estará à direita do Rei, conforme disse o próprio Jesus:  Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, pois tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, era peregrino e me acolheste, estava nu e me vestiste, estava enfermo ou na prisão e vieste a mim. (Mateus 25, 34-36)

Além disto a vida de Irmã Dulce não foi pautada apenas na assistência aos mais carentes. Ela se destacava sobretudo, pelo amor aos irmãos e pela doação de si própria. Sua maior preocupação era com a sucessão e continuidade do trabalho feito pelas obras assistenciais que criou, pois sabia de sua limitada condição de saúde, e já não conseguia imaginar a vida do povo pobre da Bahia, sem esse serviço. Tinha como determinação que, ali em sua obras sociais, seria a última porta a ser batida por um pobre e que este pudesse ouvir sempre um sim.

Aceitar a Jesus não é simplesmente entrar numa igreja, seja ela qual for. Cantar salmos, dar glórias a Deus e marcar um terreno no loteamento dos céus. O verdadeiro conceito de aceitar a Jesus é dar a vida para que o outro a tenha e em abundância, é lavar os pés dos irmãos. Com esse gesto Jesus nos põe em cheque mate: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem porque eu o sou. Logo, se eu o vosso Mestre vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que como eu vos fiz, assim façais também vós. Se compreenderdes estas coisas sereis felizes sob condição de as praticardes. (João 13, 12-20).

Se infelizmente, na concepção de alguns líderes religiosos, lhe faltou cumprir o mandamento protestante do “aceitar a Jesus”, na sua vida pessoal pairou com toda a força o mandamento de Jesus Cristo, o maior:  o amor! Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

Salve ó Bem-Aventurada Irmã Dulce dos Pobres. O Senhor é contigo! Aquele que crê em mim, fará também as minhas obras e fará ainda maiores, porque vou para Junto do Pai e tudo que pedirdes em meu nome vos será atendido.

Digital CameraGilbenício Brandão

Paróquia São Benedito

Santo Antonio de Jesus – Ba

Colunista do Tribuna do Recôncavo

COMENTÁRIOS:

Mary: É uma pena que existem pessoas que ainda não entenderam o que é aceitar Jesus.
Ame teu próximo como a ti mesmo! Então seu pastor respeite para ser respeitado. (marycjesus@hotmail.com).

Jânio Santana: Excelente postagem! (janio.santana@hotmail.com)

DOM JOÃO NILTON – FÉ, LUCIDEZ E OBEDIÊNCIA.

Em 06 de agosto de 1986, dia do Bom Jesus da Lapa, a Diocese de Amargosa na Bahia foi surpreendida com a eleição do então Padre João Nilton para Bispo coadjutor de Bom Jesus da Lapa, sua sagração episcopal se deu em 09 de novembro do mesmo ano, no bosque de Amargosa, em meio a um clima de muita alegria e emoção, logo em seguida sua posse como Bispo  em Bom Jesus da Lapa, em 29 de novembro de 1986.

Com a indicação de Dom Alair Vilar Fernandes de Melo para Arcebispo de Natal-RN, quis a Providência Divina, trazê-lo de volta para a sua diocese tão amada.  Foram longos 27 anos (1988 a 2015) de trabalho e dedicação a esta Igreja particular diocesana de Amargosa, sem contar é claro, com os outros 18 anos dedicados como vigário desta paróquia.  Mas, como tudo nesta vida tem começo, meio e fim,  chegou a hora de Dom João Nilton entregar o seu cajado. A quem?  Sabe Deus! É algo que não adianta ninguém especular ou fazer apostas no escuro. A eleição de um bispo se dá unicamente pela sapiência da Igreja, iluminada pela ação do Espírito Santo.

Enquanto isso, cabe a nós cristãos, católicos e diocesanos de Amargosa,  rezar e agradecer a Deus por estes anos de Dom João Nilton dedicados à nossa igreja. Sem sombras de dúvida a semente do Evangelho foi semeada. Muitos corações se tocaram com as suas mensagens, seu trabalho, seu afeto pelos cristãos e principalmente pelo seu testemunho de vida Cristã.

Em recente conversa pessoal com Dom João, falando sobre a proximidade de sua renúncia ao cargo de Bispo Diocesano, ouvi dele próprio: “já está na hora!  nunca tive apego a cargos nem a nenhuma forma de poder, já fiz o que era possível dentro dos meus limites, além do mais a diocese já precisa caminhar com alguém mais novo, com mais disposição e mais vigor! Deus se encarregará de providenciar”. Cumpre-se em definitivo o lema do seu episcopado “Fiat voluntas Tua” – Seja feita a Tua vontade.

Dom João Nilton deixa o comando pastoral e administrativo da diocese de Amargosa, mas não deixará de celebrar. Estará sempre presente, agora como Bispo Emérito de Amargosa. Certamente continuará a pregar, fazendo chegar ao coração das pessoas e mensagem de Jesus Cristo através do seu Evangelho.

Graças Vos damos Senhor, por este fecundo pastoreio de Dom João que cessa em nossa Diocese. Rogamos pela sua vida, saúde e paz. E rogamos na  luz do Espírito Santo pelo 4º Bispo diocesano que Deus há de nos enviar. (Postado por Tribuna do Recôncavo)

Gilbenicio[1] (1)

Gilbenício de Souza Brandão

Paróquia São benedito-SAJ

Diocese de Amargosa-Ba

(Colunista do Tribuna do Recôncavo). (mais…)

QUE PAIS É ESTE E QUE HOMENS SÃO ESSES?

Ao acompanhar o desenrolar das coisas, sobretudo no âmbito político, nos deparamos com situações, no mínimo esdruxulas ou ambíguas, que nos faz refletir: o que dizer de tanta sujeira?

A política está para uma sociedade como a arte do bem comum. A sua prática deve ser pautada na ética e na seriedade. Ocupar um cargo público deveria ser motivo de honradez para qualquer pessoa, mas o que estamos vendo, lamentavelmente com raríssimas exceções,  é exatamente o contrário.  O que dizer de tanta sujeira?

O partido que mais combatera a corrupção, o PT, hoje se encontra enlameado na mesma situação. Fraude na ética e na seriedade pregada e proposta à população. E alguns dos seus pobres afiliados defensores, ainda tentam justificar o caos: a corrupção já existe desde que o Brasil existe!  É a prova cabal de que não se pensava em uma nova maneira de fazer política, mas, chegando lá lançar mão dos mesmos artifícios. Jogando na lama, de uma vez por todas, a oportunidade que a sociedade lhe dera de passar o Brasil a limpo. Penso que Roberto Carlos, já nos anos 70, previa tal situação e os homenageou antecipadamente com a música: “eu pensei que sabia de tudo, que entendia de tudo mais vivia no ar”.

O que dizer de um país, onde velhos partidos  direitistas, na verdade fisiologistas, pousam de bons moços, sérios e decentes, perante a sociedade em detrimento da situação de penúria em que se colocou o partido governista atual.  Na verdade a alegria do corrupto é levar sempre mais um para o seu convívio e publicar: somos todos iguais.

O que dizer de um país, cujo presidente do Senado Federal, envolto na lama da sujeira e do desrespeito com a sociedade, derrubado da presidência da casa (em 2008), por ser flagrado em orgias e poligamismo, denunciado pela prática de corrupção com recursos públicos, e, como se nada acontecera, é reconduzido ao cargo na condição de homem público, ético e moral. O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país, cujo presidente da Câmara Federal, primeiro homem na linha da sucessão em caso de vacância do Presidente e Vice da República, é denunciado por roubo, formação de quadrilha, ameaças e tantas outras mazelas, e ainda sai ameaçando tudo e todos, até mesmo o juiz que ouviu as denúncias contra o mesmo e o país fica calado. O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país onde a justiça faz vistas grossas diante de crimes bárbaros, vidas ceifadas, desvios de verbas públicas, roubo, corrupção, apenas por que em grande parte seus autores gozam de privilégios e posição social?

O que dizer de um país onde as despesas com um deputado beiram a casa dos cem mil reais por mês e um aposentado recebe uma miséria que não cobre as despesas com remédios para as doenças da velhice. Onde o poder público esbanja bilhões em festas carnavalescas e juninas para os ricos curtirem nos camarotes enquanto as filas se amontoam nos hospitais públicos;  onde os governos andam de jatinhos e helicóptero em detrimento das péssimas condições de nossas estradas.

O que dizer de um pais onde as religiões viraram grandes fontes de renda e fortunas,  isentas de impostos e sem a obrigação de prestarem contas a quem quer que seja;  as novelas e programas de televisão, até então, os mais populares divertimentos públicos, viraram verdadeiras escolas do crime, do tráfico e consumo das drogas, e dos desajustes familiares;  o futebol, maior diversão e paixão esportiva do país, virou um cartel tão sujo ou pior que a própria política. E chega a ser deprimente saber que a sujeira do futebol será investigada pela sujeira da política (CPI). O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país onde a defesa só existe para o indefensável. Onde o homem e a mulher, sérios, honestos, pais e respeitados sentem dificuldades de assim os sê-los. Onde o sexo puro e natural perde o lugar para o gênero. Onde o amor familiar perde o lugar para a produção independente. Onde a vida perde para o aborto. Onde jovens e adolescentes são tratados como criança quando cometem alguma atrocidade. O que dizer deste país onde um dos seus mais nobres pensadores, Ruy Barbosa, já anunciava que um dia teríamos vergonha de sermos honestos?

Contudo, de que adianta reclamar deste país, se nós, fazemos questão de reconduzir ao cargo, por dois, quatro, oito ou dez mandatos, políticos corruptos e inescrupulosos que nada fizeram, fazem ou irão fazer, além do que já sabemos? O que dizer de tanta sujeira?

Gilbenicio[1] (1)

Gilbenicio de Souza Brandão

Administrador, especialista em RH

Brasileiro

(Colunista do Portal Tribuna do Recôncavo).

O que me falta pra ser dizimista?

Sou católico, vou à missa aos domingos, confesso, comungo. Até participo das atividades da Igreja, colaboro com as campanhas, leilões, construções e reformas de templos, mas ainda não sou dizimista. O que está me faltando?

Está me faltando compreender o dizimo em sua essência. Conhecer sua proposta e acolhê-la. A oferta eu dou quando quero; o dízimo eu tenho a responsabilidade de devolvê-lo. A comunidade conta com minha oferta, mas confia no meu dízimo; com a oferta eu ajudo a construir um templo ou realizar uma atividade convencional; com o meu dízimo eu participo da sobrevivência cotidiana da minha paróquia.  É preciso entender que dinheiro não cai do céu e que sem ele nada funciona. Da mesma forma que precisamos de dinheiro para a nossa sobrevivência a igreja – instituição – também precisa para se manter. Contudo, não vamos confundir dízimo com taxa de manutenção, contribuição de melhoria ou imposto obrigatório.

As organizações não governamentais necessitam de recursos para a sua existência. Ao participar, o primeiro compromisso do associado é contribuir com a taxa de manutenção, nos casos específicos de sindicatos de categoria, a taxa de manutenção já é fixada e definida em lei ou acordo coletivo, e descontada na própria folha de pagamento do trabalhador. Aqui o dinheiro é um meio, ou seja, o cidadão paga para ter, e o associado paga para sê-lo. Já com o dízimo acontece o contrário. Ele é um meio de devolução. Primeiro eu tenho para depois eu dispor. O dízimo não tem objetivo, ele é o objetivo.

Pensar o dízimo como uma forma de pagamento à igreja ou a garantia de alguns direitos, digamos, sobre aquilo que a igreja tem para oferecer, é completamente errado. O dízimo é a minha participação. Dou aquilo que posso sem nada em troca esperar. Embora signifique dez por cento, ou a décima parte, não é preciso fazer conta. Deus, certamente, não vai fazer contas do salário ou da renda de ninguém. Porém, se posso dar dez, por que vou dar cinco? Se eu posso dar cinco por que vou dar dois ou apenas um?  O ato de devolver o dízimo deve ser feito de modo a agradar o coração de Deus e ao meu coração também. E nunca o contrário. Segundo as palavras sábias de São Paulo, Deus ama a quem dá com alegria! (2cor. 9-7). Se eu posso dar mais, significa que estou ganhando mais. E ganhar mais é o objetivo de todos nós trabalhadores. Vivemos infelizmente um mundo capitalista. Ganhar mais, desde que seja de maneira honesta e com o suor de nossos rostos, não é nenhum pecado! Deus deixou o homem para bem viver. Deus não quer ver a nenhum dos seus filhos passando fome. E quando isto acontece, a responsabilidade em alimentá-lo, não é de Deus, é nossa! Tudo que fizestes a um dos meus irmãos pequenos é a mim que o fazes.

É muito triste nos depararmos com cristãos, líderes religiosos pregando um verdadeiro comércio do toma lá da cá com Deus. Ao instituir o dízimo Deus colocou para o ser humano a possibilidade de partilhar aquilo que o próprio Deus lhe dá. E nada exigiu do homem, pelo contrário, Ele propôs e ofereceu recompensa a quem o fizer: trazei o dízimo integral para o templo e vereis se não vos abrirei as portas do céu e derramarei as minhas bênçãos, muito além do necessário. (Ml, 3-10). Será que esta promessa de Deus me diz algo? Pois bem! É bom nos lembrarmos de que Deus não nos obriga a fazer nada. Somos filhos eleitos e livres para decidir o que queremos. O próprio Deus nos deixa dois caminhos: a vida e a morte, e Ele mesmo indica o caminho melhor – ESCOLHE, POIS, A VIDA.

O que me falta pra ser dizimista? Falta o desprendimento do que é material; lembrar-me de que não adianta juntar tesouros aqui na terra; entender que as mãos mais pobres são as que mais se abrem para dar e que a oferta da pobre viúva valeu para Deus, muito mais que outras, às vezes dada apenas porque sobra, pois sua oferta consistia em tudo o que tinha.

Gilbenicio[1] (1)Gilbenicio de Souza Brandão

Paróquia São Benedito-SAJ

Diocese de Amargosa-Ba

(Colunista do Tribuna do Recôncavo).

COMENTÁRIOS:

Zelenildes Santos Ferreira: Que bom! Belo texto, espero que algumas pessoas tenham tido a oportunidade de ler essa mensagem, porque dízimo é uma questão de fé, e compromisso com a igreja cristã . Um abraço amigo! (zelenildes@hotmail.com).

Orlando Arêdes Louzada: Ao falar sobre Dízimo, temos que fazê-lo com responsabilidade e convicção. Quando rezamos  “Cremos na Igreja Católica”  na oração do Creio, estamos assumindo também levar Cristo a todos os irmãos e sustentar nossa Igreja na forma da partilha. Parabéns Gil, são iniciativas como essa que nos faz continuar a caminhada, e nos ensina a divulgar nosso Dízimo de forma fácil de ser compreendido. Um abraço.

Antonia Maria Ferreira de Oliveira: Parabéns amigo Gil, muito interessante e importante seu artigo para a conscientização de nossos irmãos que ainda não entendem o que é ser um dizimista. abraços!

Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas

Uma mulher me respondeu com um sorriso contagiante quando eu lhe dei um simples “tudo bem?”. A resposta foi intensa: “Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola”. Ela trabalha na limpeza da escola. Não mora tão perto. Acorda bem cedo. Pega mais de uma condução. Quando chega em casa, tem outra jornada com o marido e os filhos. E é feliz.

Tenho muito respeito pelos funcionários das escolas. Os que limpam os espaços em que educamos, os que preparam o alimento das crianças, os que cuidam para que tudo esteja em ordem para nós, professores, realizarmos nosso ofício. Sou muito feliz por ser professor. E escritor. E sempre que converso com jovens sobre profissões, tento ajudá-los a perceber que a melhor escolha é fazer aquilo que nos realize, que nos faça perceber que podemos ser úteis à sociedade. Não há profissões superiores ou inferiores. Todo trabalho é digno, quando feito honestamente. Mas é preciso ir além. É preciso ter o entusiasmo daquela mulher que encontrou naquela escola o seu canto de realização. Podemos lutar por nossos direitos, buscar melhores condições de trabalho. O papa Francisco disse, nesta semana, que é escandaloso mulheres ganharem menos que homens para exercer a mesma função.

Há ainda um longo caminho para valorizar as pessoas e as profissões, para dar dignidade a todos e acabar com preconceitos. Mas há um outro fator, de extrema importância, também, que é o encontro com nossa própria vocação, com o que, de fato, nos diga se estamos ou não no lugar certo. Como é ruim encontrar pessoas que detestam o próprio trabalho, que detestam o que fazem e que não encontram disposição para buscar novos caminhos. Vidas desperdiçadas. Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas. Com gestos amargurados, contaminamos o ambiente e a nós mesmos. Sempre é tempo de ressignificar nosso trabalho, de redescobrir a chama que nos faz iluminar pessoas com simples respostas como esta: “Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola”. Feliz dia do trabalho.

BIOGRAFIA:

Atualmente Chalita é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU e Membro de Conselho Editorial da Revista Profissão Mestre. É membro da União Brasileira de Escritores, da Academia Paulista de Letras e recentemente foi eleito por unanimidade na Academia Brasileira de Educação.

Apresentou, através do Sistema Canção Nova de Comunicação, o programa Papo Aberto, pelo rádio e pela televisão. Atualmente, apresenta o programa Mundo Melhor, na Rede Vida de Televisão, emissora de orientação católica.

Na politica foi deputado federal até 2014, porém decidiu não concorrer a um novo mandato. Em 13 de janeiro de 2015, foi nomeado pelo prefeito Fernando Haddad ao cargo de secretário da Educação da cidade de São Paulo.

 (Tribuna do Recôncavo, com informações do Diário de São Paulo)

Voltar à página inicial