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AMARGOSA: SUBMISSÃO POLÍTICA, INCAPACIDADE OU DESPRESTÍGIO MESMO?

Sendo filho e eleitor de Amargosa, e além disto, transitando sempre pelas estradas de nossa região, sempre muito observador, me pego a perguntar: por que a nossa região, mais especificamente o nosso município, são tão desprestigiados pela classe política dominante?

Quando comecei a entender um pouco das coisas, ainda na minha adolescência – anos 80, já presenciava o puxa-saquismo exagerado dos políticos daquela época. Os grupos Arena 1 e 2, PDS 1 e 2 todos submissos aos governos carlistas, entoando o canto “A Bahia vai bem obrigado a você”,  e correndo atrás das benesses do poder corrompido, e nossa cidade assistindo a esses absurdos e, na maioria das vezes, por conta da ignorância, aplaudindo tais abutres.

Todos os prefeitos faziam questão de expor fotos abraçados intimamente com João Durval Carneiro, Waldir Pires, ACM, Paulo Souto, Cesar Borges, Jaques Wagner e esse outro que está aí. Todos deixaram a sua marca de cinismo e pouco ou nenhum caso para com nossa cidade: Amargosa mora no meu coração; Eu amo esta terra que me viu crescer; Vamos transformar Amargosa num polo industrial; Vamos construir aqui o hospital do Vale do Jiquiriçá; Até campo de avião foi construído com duas finalidades, receber os engomadinhos de terno e gravata nas aeronaves fretadas pelo poder público, e indenizar proprietário de fazendas cedidas para a construção e instalação do aeroporto. ACM Neto, quando deputado, chegou a dizer se tal prefeito for cassado eu renuncio e rasgo meu diploma – há rasgou mesmo!  João Leão disse em alto e bom tom: Amargosa é uma cidade tão linda que eu vou construir uma casa e morar aqui! Jaques Wagner disse: Já autorizei, Prefeito Valmir, a obra de asfalto da estrada Amargosa-Brejões, porque uma cidade como essa não é digna das estradas que tem! (Vale lembrar que ele sempre dizia: quando ninguém ainda me apoiava, Amargosa é quem me estendeu a mão. kkkkkkkkkkk).

O tempo passou. Todos os prefeitos de nossa cidade, com exceção de Iraci Silva, (não me refiro a gestão atual por ainda estar em curso) se diziam apoiadores, apoiados e ajudados pelos Governadores dos Estados, mais nenhum deles foi capaz de responder à altura das necessidades básicas da população de Amargosa. Ninguém teve coragem de dizer na cara desses governadores, deputados e senadores: Amargosa precisa disto e nós exigimos tal benefício para nossa cidade. Tem cidades por aí a fora que receberam benefícios dos quais a nossa região nunca vai ter.

Não temos um hospital digno, e o único que temos para atender as necessidades iniciais dos pacientes, teve seu centro cirúrgico e lavanderia interditados pela SESAB, após 08 anos de mandato do prefeito Valmir, com ampla divulgação de apoio do então Secretário de Saúde do Estado. O fechamento se deu apenas para incriminar a gestão municipal atual e responsabilizá-la por não ter feito em 06 meses o que a gestão anterior não teria feito em 08 anos. População carente paga, e a vida continua.

O que falar das estradas? Muita coisa deixa de vir a Amargosa em razão das péssimas condições das estradas da região. Tantos deputados e senadores que levam voto de nossa cidade: seja do governo ou da oposição; da direita, esquerda, centro, situação etc. A cada quatro anos esses caras-de-pau aparecem, são apresentados pelas nossas lideranças, prometem mundos a fim e somem. Onde andam esses ditos representantes de Amargosa e região?  Cadê a estrada de Amargosa a Brejões – Elisio Medrado a Santa Terezinha – Castro Alves – Amargosa a Varzedo –  Santo Antonio etc?

Cadê o tão prometido Complexo Policial? Cadê a barragem da Embasa? Se continuar do jeito que vai no primeiro período de estiagem a população volta a sofrer com a falta de água. Que providências os nossos representantes estão tomando para preservar o emprego dos trabalhadores da fábrica de calçados?

Esses são apenas alguns questionamentos que faço diante do quadro que vejo em nossa cidade e região. Não tenho partido nem lado pois que o tem, só enxerga a trave no olho do adversário, mas alerto à população: precisamos aprender a virar as costas para essa situação. É preciso que deixemos de ser poupança de votos, degraus para ascensão política e meros espectadores do casuísmo social; do quanto pior melhor. Se Amargosa e região se encontra nessa calamitosa situação, isto tem nome: SUBMISSÃO POLÍTICA, INCAPACIDADE OU DESPRESTÍGIO MESMO de todas as ditas – lideranças políticas.

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Filho de Amargosa

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ARTIGO: A POLICLINICA REGIONAL: QUEM SERÁ O PAI DA CRIANÇA?

Esta semana para Santo Antônio de Jesus, ficou marcada nos meios de comunicação, rádios, sites, redes sociais etc, pela informação de que uma suposta policlínica regional, será instalada na cidade.

O Prefeito Humberto Leite rapidamente publicou nas redes sociais, “em reunião na Governadoria, com o Governador Rui Costa, ficou decidido que Santo Antônio de Jesus sediará a Policlínica do Recôncavo. Nossa cidade foi eleita por voto aberto e nós estamos muito feliz com isso”. Logo em seguida foi a vez do Deputado Rogério Andrade anunciar e comemorar o fato como se este fosse uma conquista sua.

A instalação de um empreendimento dessa natureza, uma policlínica regional, traz benefícios diretos à cidade de Santo Antônio de Jesus e a toda a região do recôncavo baiano. Para nós cidadãos, eleitores e principalmente contribuintes, pois todo o dinheiro gasto pelo erário público vem das nossas receitas, é bom que fique claro, que o que menos importa para nós é quem está se auto intitulando “pai da criança”.

A região do recôncavo baiano, composta por Santo Antônio de Jesus e mais dezenas de cidades, é digna de ser atendida e beneficiada sim. O Governador Rui Costa obteve votação esmagadora neste polo regional, logo, constitui sua obrigação cumprir com o seu papel de gestor público e honrar os compromissos assumidos com a região do recôncavo, independentemente da posição político partidária dos gestores municipais, tanto de Santo Antônio quanto de qualquer outra cidade da nossa região.

Contudo, gostaria de chamar a atenção de todas as autoridades constituídas: Prefeitos, Governo do Estado, Deputados, Vereadores e de toda a população, a quem interessar, que este empreendimento, A POLICLÍNICA REGIONAL, não seja igualmente a UPA – Unidade de Pronto Atendimento, inaugurada precocemente ainda no governo anterior,  com foco exclusivo em benefícios políticos e eleitoreiros, a quem quer que seja, com o dinheiro do contribuinte, em detrimento às necessidades da comunidade, especialmente os mais carentes, que precisam do atendimento público, e que até agora não serviu para nada. Não atendeu, não atende e sabe Deus se um dia entrará em funcionamento. Milhões de reais derramados pelo ralo, muita coisa já danificada pelo tempo e os entes públicos não se manifestam.

Há cerca de 5 ou 6 anos atrás, muita gente se dizia “pai da criança” da UPA. E hoje?  Quem trouxe a UPA? De quem é o mérito de ter conseguido um “elefante branco” para Santo Antônio de Jesus, com o dinheiro público e que até hoje não serve para nada?

Entre pedra fundamental, visitas de autoridades com fogos de artifícios e inauguração em 2012. De quem é a responsabilidade?

Há quem diga, e já foi veiculado pela imprensa de que a UPA teria sido construída em local impróprio ou de maneira inadequada e que o correto seria demolir total ou parcialmente. Se assim for, a quem cabe a responsabilidade de restituir aos cofres público o desperdício, fruto de tal irresponsabilidade?

E os nossos vereadores, muito bem remunerados por sinal, o que têm feito para ver tal unidade funcionar? Naturalmente, cada um de vocês, oposição ou situação, representa um parlamentar, estadual e federal, também muito bem remunerado.  Já não está na hora de buscar uma solução para isto? Já não é hora de trazer um grande veículo de comunicação a nível nacional (Band, Globo, Record, etc.), para denunciar ao país, este descalabro com os recursos do Ministério da Saúde?

Agora, ao aproximar-se de uma nova campanha política municipal, todo mundo aparece querendo garantir o seu espaço no poder, garantindo lealdade ao eleitor e prometendo o que pode e não pode realizar. Diversos prefeitos gastando o que não tem, comprometendo ainda mais o erário público, e parlamentares realizando obras que não são de suas responsabilidades, querendo mostrar serviço à população.

A policlínica é necessária e muito bem vinda!  Aqueles que se dizem “pai da criança” não estão fazendo nada mais que suas obrigações de buscar o melhor para nossa cidade e região. Para isto são muito bem remunerados. Infelizmente a boa parte dessas mesmas autoridades, parece faltar o respeito para com a comunidade, pois, o ato de publicar em época de eleições, conquistas para a cidade, exclusivamente em busca do voto, já é uma rotina corriqueira. Depois jogar no esquecimento milhões de reais do próprio contribuinte, tudo para dizer amém aos caprichos dos interesses pessoais e dos grupos políticos, como fizeram com a UPA em Santo Antônio de Jesus, nos faz refletir:

Ainda vale à pena acreditar em alguém na política?

Já não está na hora da população dar o troco, a todos eles?

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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Artigo: Análise da corrupção no Brasil

10452471_1631110333770631_337966646832247714_nAntes de tudo, é preciso definir o conceito de corrupção. Parece certo pensá-la, em poucas palavras, como compra e venda de favores ilícitos. Qualquer pessoa que rompa com a lógica da sua função para favorecer determinado interesse, visando alguma forma de benefício, pode ser considerada um corrupto. E a pessoa, física ou jurídica, que comprar tais favores pode ser considerada corruptora.

Analisar a corrupção no Brasil tendo essa definição como premissa é ter a certeza de que Os corruptos de peso normalmente são pessoas que entregam seu dinheiro apenas para instituições bancárias muito bem enfronhadas nas malandragens do mundo financeiro. Se não fosse assim, já teriam perdido tudo ou grande parte do que possuem.

Os departamentos de private banking das mais conhecidas instituições financeiras do Brasil recrutam profissionais com a tarefa exclusiva de atender a esse seleto público — essa categoria de pessoas, os chamados high net worth clients (HNWC), só aceita conselhos de consultores que consideram do seu próprio nível. E são mestres na arte da sonegação de impostos.

A universalização da malandragem nessa área mostra uma outra face perversa do Brasil. Estima-se que do total de contribuintes mais endinheirados a quantidade que declara sua renda deve representar entre 40% e 50%. Quando o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, depôs na CPI dos Bancos, ele revelou números estarrecedores. Das 530 maiores empresas do país, metade não paga Imposto de Renda (IR).

O mesmo ocorre com os bancos. Das 66 maiores instituições financeiras, 42% não recolhem IR. A Receita tinha, na ocasião, R$115 bilhões a receber em impostos devidos pelas empresas que não foram pagos por causa do que Maciel chamou de “indústria de liminares”. No sistema financeiro, 34% dos débitos reconhecidos com a Receita estavam com o pagamento suspenso por causa de liminares.

Em 1999, as empresas deixaram de pagar cerca de R$12 bilhões em impostos nos últimos cinco anos decorridos até ali, dos quais R$3,5 bilhões seriam devidos pelos bancos. O motivo: a Lei 8200, de 1991, permitiu a correção monetária das despesas nos balanços, mas não fez o mesmo com as receitas. Boa parte dos dólares aplicados por investidores estrangeiros no país seria de brasileiros.

O dinheiro, depositado em paraísos fiscais, retorna ao país sob a forma de investimento em ações e em aplicações de renda fixa, sem identificação do titular da conta, e sai sem pagar imposto algum. As empresas estrangeiras registram o capital que investem no país como empréstimos feitos pela matriz para poder remeter os juros às matrizes sem pagar IR.]

Sonegar virou uma vantagem “competitiva” no Brasil. As empresas que atuam na legalidade são obrigadas a enfrentar concorrentes que, por não pagarem ou pagarem muito pouco imposto, podem praticar preços mais 555597_1415854981962835_1883108103_nbaixos e se beneficiar de margens de lucros mais elevadas. Diante desse quadro, não é difícil imaginar quem se beneficia da universalização da malandragem e quem paga por isso.

SOBRE O AUTOR: Osvaldo Bertolino é jornalista e escritor. Natural de Maringá, Noroeste do Paraná, vive atualmente em São Paulo. Escreveu os livros “Testamento de luta — a vida de Carlos Danielli” (2002), Maurício Grabois — uma vida de combates” (primeira versão em 2204, segunda em 2012) e “Pedro Pomar — ideias e batalhas” (2013). Atualmente é pesquisador da Fundação Maurício Grabois.

  • As opiniões veiculadas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Tribuna do Recôncavo. (InformaMídia Comunicação)

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ARTIGO: CANIBALISMO SOCIAL E POLÍTICO BRASILEIRO

Realmente não temos outro vocábulo para qualificar a situação em que vivemos hoje na condução política e administrativa de nosso país.

Nunca vivemos situação tão esdrúxula! Um congresso nacional verdadeiramente canibal e nocivo à sociedade brasileira. Em quem acreditar se aos nossos representantes diretos, parece não interessar a condução da vida de nosso país e muito menos de suas necessidades. Antes no Brasil existiam várias bandeiras políticas e sociais. A direita, esquerda, centro, situação ou governo e oposição, hoje, levanta-se apenas duas bandeiras, de cores distintas, (vermelha e amarela) porém, com um mesmo objetivo: manter vivo no cargo de presidente da casa um delinquente. Corrupto comprovado pela Justiça e Polícia Federal, Procuradoria Geral da República, pelos Ministérios Públicos do Brasil e da Suíça além do próprio Supremo Tribunal Federal, e declaradamente cínico.   Em um país que se respeite, na pior das hipóteses, um sujeito dessa magnitude estaria na cadeia e não na presidência de uma casa legislativa. Mas o que vemos no Brasil é outra realidade.

Uma bandeira defende a sua manutenção por ver nele a única opção de manter no poder um governo insano. Um governo que trocou a ética pregada pela corrupção desenfreada; que se esqueceu das lutas em torno da construção de uma sociedade com o apoio de organismos sérios e de uma população que nele apostou, e partiu para o vale tudo com um único objetivo, manter-se nas benéficas do poder a todo custo. Um governo que teve o apoio da sociedade, mas não lhe tem a dignidade de responder a altura o que essa lhe exige. Se a Presidente da República tivesse a seriedade na condução da coisa pública e a coragem de dar a resposta de que a sociedade lhe espera, não se curvaria a tanta chantagem programada por esses abutres que se dizem “base-aliada”. Não se preocuparia com “impeachment” propagado pelos inconformados com a derrota nas eleições passadas. Não tiraria do Ministério da Saúde, um médico sanitarista renomado, conceituado, comprometido com os programas do sistema único de saúde, para dar lugar a uma chantagem do PMDB e nomear um político profissional que já andou por diversas legendas partidárias. Sem contribuir em nada com a sociedade; sem nenhum comprometimento com a saúde pública do país, mesmo sendo médico psiquiatra. Continue lendo aqui no Tribuna! (mais…)

Amargosa: ROSALVINHO SALES E SUAS PRETENSÕES

Na condição de filho e eleitor de Amargosa, conhecendo um pouco da vida pública de nossa cidade. Tendo trabalhado com o ex-prefeito Rosalvinho Sales no seu primeiro mandato, 1997 a 2000, e acompanhado o desenrolar do seu segundo mandato que, após tanta insanidade, culminou com a sua cassação, e, não tendo nenhuma forma de inimizade com o mesmo. Posso afirmar que os rumores de uma possível candidatura do mesmo à prefeitura local, não passam de meras especulações do mesmo e de pessoas detentoras de canais de comunicação, interessados.

Rosalvinho Sales teve uma grande oportunidade de entrar para a história de Amargosa e da Bahia. Teve o privilégio ímpar de ser indicado pela então Prefeita de Amargosa, Iraci Silva, para a sucessão municipal em 1996, contrariando até mesmo, outros membros da base política. Recebeu uma Prefeitura arrumada, bem administrada, sem dívidas, com uma folha de pagamento enxuta, com crédito na praça e principalmente reconhecida no cenário estadual como uma prefeitura modelo.

Mesmo tendo vencido a eleição com uma margem apertada de votos, consolidava-se alí, o surgimento de uma nova liderança no cenário político da região. Montou uma excelente equipe de governo com os melhores propósitos para uma administração municipal, chegando até mesmo a lançar Iraci Silva para deputada estadual em 09 de março de 1998. Em seguida um simples convite do então Governador Cesar Borges, com promessas de transformar Amargosa na capital da Bahia, o fez colocar todos os projetos em segundo plano, até mesmo abrir mão de suas grandes amizades de longos anos. Neste momento, a ex-prefeita Iraci Silva, que até então, não teria feito nenhuma intervenção em seu governo, passou a ser tratada como o inimigo número um. Ganhou até o apelido de “cobra-venenosa”, e aqueles que como eu, emergimos do grupo político de Iraci Silva desde o velho PMDB de 1982, passamos a ser monitorados, vigiados e muitos até ameaçados se a ela se dirigisse. Em todas as manifestações públicas os servidores do município eram coagidos ou obrigados a se fazerem presentes. Não era o meu caso pois nunca dei a nenhum político da situação ou oposição, a ousadia de dirigir meu destino.

Passada a eleição em que conseguiu o segundo mandato em outubro de 2000, já em novembro do mesmo ano atrasou pela primeira vez o pagamento dos servidores do município. Daí pra frente nunca mais se equilibrou. O que se via era funcionários na porta do Banco do Brasil reclamando os seus salários, o comércio suspendendo vendas, credores reclamando de cheques sem fundo, e um completo desatino na condução de um governo municipal, até o destino final, sua cassação.

Na verdade, desde a eleição passada (2012) já estava decretada a sua execração política, pois o seu grupo nem nome para concorrer ao pleito municipal não conseguiu. O seu ressurgimento ao cenário político se deve, exclusivamente, aos grupos políticos de Valmir Sampaio e Karina Silva, pela sua falta de capacidade de construir um entendimento em favor do município de Amargosa, os interesses político-partidário ou grupais falaram mais alto. Prova disso é que vemos hoje em Amargosa, duas pessoas sérias, no meu conceito, Valmir e Karina, se agredindo mutuamente em busca do nada.

Não sei como anda a sua situação perante a Justiça eleitoral, pois não acompanho a isto. Mas sempre que se aproxima uma eleição o nome de Rosalvinho ressurge das cinzas em meio a meras conversas. Ele usa de um potencial que lhe é natural de reunir uma parcela de votos; seus aliados mais próximos lançam o seu nome como se Amargosa não tivesse memória, mas, chegar ao poder como é do seu desejo é outra situação.

Eu, particularmente, gostaria de vê-lo candidato novamente. Claro que jamais votaria nele repetindo o erro de 1996, mas ou Amargosa assinava o seu atestado de burrice eterna ou cairia de uma vez por todas a máscara do bom puxador de votos.

Na política tudo é possível. Se já vimos o grupo de Karina de mãos dadas com Rosalvinho; o grupo do PT se aliando ao grupo de Rogério Andrade, será que custa ver Rosalvinho candidato com o apoio de Karina?

Pra alegria do povo, Rosalvinho de novo. Só rindo!

Gilbenício Brandão (Colunista do Tribuna do Recôncavo)

Consultor de RH

Filho de Amargosa

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COMENTÁRIO: 

Celminha Brito: Nossa!! Parabéns ao colunista, fez uma síntese brilhante da história política de Amargosa…

Radialista Gilberto Vitoria: Amigo Gilbenicio, como estou feliz em ler sua coluna. Não sabia que tinha este dom da boa escrita e interpretação dos fatos. Parabéns! Continue neste caminho da imparcialidade (se é que jornalista pode ser imparcial) sobre os rumos políticos da nossa boa terra.

Padre José Roberto: Parabéns nobre Gilbenício, pela sua excelente capacidade de pontuar de forma crítica e imparcial a cerca de uma questão tão pertinente em relação ao presente e ao futuro político do município de Amargosa.

Júlio Pinheiro: Confesso que ao ler a coluna pela primeira vez, concordei plenamente com as palavras do autor. Mas, parando para referir, passei a discordar totalmente da opinião do nobre colunista. Não é sábio dizer que o nome de Rosalvinho aparece das cinzas em ano de eleição. Rosalvinho foi eleito prefeito com a maior frente eleitoral da história de Amargosa na era moderna. É um cara que errou, e é homem pra assumir isso. Ele não se finge de vítima como os outros e ainda assim, continua adorado pelo povo.

Vale a pena ressaltar, que Valmir é tão sério que também acabou cassado. O autor da coluna parece que teve uma crise de lapso de memória e esqueceu deste triste acontecimento da história política do município de Amargosa. A prefeita Karina auto se intitula como a bola da vez da honestidade, está sendo acusada pelo Ministério Público por fraudar licitação, exonerou a Secretária de Educação Rita Luz há cerca de um mês e não publicou no D.O. do município.

No ano de 2016, ainda não se tem conhecimento das despesas com o pessoal, porque até o momento, nada foi publicado no Portal da Transparência. O que me leva a crer que a prefeita não está cumprindo a LRF. CADÊ A TRANSPARÊNCIA PREFEITA??? É o 14 meu povo! É o 14 meu povo! Votando no 14, o Prefeito será Rosalvinho de novo!

Newton Bacelar: Discordo quando você fala que Valmir é uma pessoa séria, Carina sim é uma pessoa séria de caráter e personalidade, que até agora está fazendo um bom governo. (mais…)

Riscos que o mundo digital pode oferecer às crianças e adolescentes

O uso de tecnologias de informação se expandiu muito e trouxe inúmeras facilidades e agilidade na comunicação entre indivíduos independente da distância em que estão. As redes sociais se tornaram uma febre principalmente entre os adolescentes.

É muito comum nos depararmos com pessoas de todas as idades conectadas às tecnologias de informações, fazendo uso do mundo digital; crianças fazendo uso cada vez mais frequente de vídeo games, celulares, tabletes e computadores. São crianças e adolescentes 100% conectadas às redes sociais: facebook, instagram, whatsapp.

Mas isso oferece perigos e danos à saúde dessas pessoas?

Sim, várias consequências podem ocorrer a partir do uso excessivo de tecnologias: vida sedentária, diminuição do sono, queda do rendimento escolar, problemas comportamentais, como a não socialização com indivíduos da mesma idade, dentre outros.

“Infelizmsiterelacionamentoente vemos vários alunos chegarem à escola e relatarem que ficaram nas redes sociais até uma, duas da manhã sem nenhum acompanhamento dos pais, com livre acesso. Alguns desses alunos nem sequer lembram das atividades que deveriam  ter sido  realizadas em casa. Já presenciei inclusive alunos querendo dormir nas aulas em decorrência do tempo gasto nas redes sociais durante a noite. Resultado: queda muito grande no rendimento escolar, baixo nível de atenção, concentração”-  enfatiza a professora Jocinere, colunista do Tribuna do Recôncavo.

Além disso, é necessário que os pais estejam em alerta verificando o que seu filho anda acessando, jogando, assistindo, quais são seus contatos nas redes sociais. Qual o tempo que ele gasta diante das redes sociais e dos jogos. É preciso que se tome esse cuidado, afinal acontecem muitos casos de pedofilia e pornografia On line.  E nem todos os jogos são adequados para as crianças, a maioria deles contém, sobretudo, cenas de violência, podendo influenciar no comportamento da criança, gerando agressividade. Portanto, os responsáveis precisam acompanhar de perto o que seus filhos estão acessando, se não oferece perigo.

Conforme reportagem publicada no “Portal BO.COM” no dia 08/11, o Juiz da Vara da Infância e Juventude, José Dantas de Paiva (TJRN), alerta os pais para os riscos da internet.

José-dantas-de-Paiva_juiz-1a-vara-da-infânc.-e-da-Juventude-07-05-2013-6-300x199“O diálogo é fundamental na educação dos filhos. Proibir, por proibir, por se só é insuficiente; os pais devem mostrar para os filhos que a utilização das redes sociais é importante, porém elas são cheias de armadilhas e podem trazer perigo para eles e para toda a família. Depois, marcar presença é acompanhá-los de perto, inclusive procurando se informar dos assuntos que os filhos estão buscando. Se for necessário, monitorar as atividades deles. Os pais não podem ter vergonha de conversar com os filhos sobre qualquer assunto, até mesmo porque dentro das redes sociais, discute-se todo tipo de assunto: drogas, sexo, prostituição, violência, sem qualquer controle de qualidade ou limites. Quando necessário, (a família deve) impor limites e disciplina aos filhos, sem peso de consciência” explica.   Portanto pais, estejam atentos, não deixem que o mundo virtual prejudique seu filho! (Jocinere Soares/Tribuna do Recôncavo)

ARTIGO: As escolas estão preparadas para receber alunos com deficiência?

Foto: Du Amorim/ A2D/Fotos Públicas

Por Jocinere Soares

Fala-se cada vez mais em inclusão social nas crianças e adolescentes com deficiência, sendo incluídas nas escolas em classes regulares. Isso tem gerado debates, uma vez que nem sempre a escola está preparada para receber tal aluno e nem o professor possui o suporte necessário e formação adequada para lidar com a inclusão.

 

É comum nos depararmos com professores angustiados pois receberam em sua classe alunos especiais e não sabem como agir, como de fato trabalhar com as deficiências dessa criança/adolescente cheia de limitações.

 

Qual o desejo do professor?   ter um suporte de outros profissionais especializados como psicopedagogo,  psicólogo, fonoaudiólogo, neurologista, etc, que acompanhasse esse aluno – e assim contar com uma equipe multidisciplinar que lhe auxiliasse e lhe indicasse de que maneira trabalhar com tal deficiência. Mas isso ainda é uma utopia. (mais…)

ARTIGO: Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso

Com essas palavras de Santo Agostinho, vamos pautar nossa reflexão de hoje. Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso. Ao analisarmos a situação em que vivemos no Brasil de hoje, cabe-nos perguntar: ainda temos em quem confiar? Ainda podemos esperar alguma mudança voltada para o bem comum da população? É claro que não!

Vemos à nossa frente o Brasil comandado por um governo fraco, inerte, enlameado no atoleiro da corrupção e incapaz de gerir os problemas da população. Não podemos nem mesmo afirmar que o governo faz com uma mão e desmancha com a outra, pois a única expectativa que temos é de uma estabilidade econômica de fato. E isto o governo já encontrou desde quando assumiu em 2003, e, que infelizmente está sendo jogada fora pela incompetência.

Comete-se uma série de irregularidades: farras de obras faraônicas que nunca serão concluídas; desvios de recursos orçamentários, as chamadas pedaladas fiscais; mentiu, pregou um crescimento através de um PAC que nunca saiu do papel; anistiou e isentou tributos de forma irresponsável com o objetivo exclusivamente eleitoreiro. Agora, depois de ter aplicado o estelionato eleitoral e ver a população reagir, apela para o vale tudo.  Primeiro anuncia-se uma reforma ministerial e um corte nas pastas visando economizar. O primeiro entrave, Aloizio Mercadante não pode sair do ministério por que o STF autorizou abertura de processo contra ele, e se sair perde o foro privilegiado. Anuncia a criação de novos impostos e aumento de outros já existentes. Cortes em investimentos, programas sociais, suspensão de reajustes de servidores etc provocando a maior recessão e descrédito para o país. Mais, vale tudo para se manter no poder. O desespero do PT é tão grande que o próprio ex-presidente Lula afirmou, em (23 de setembro) no Palácio da Alvorada: é melhor perder alguns ministérios do que a presidência.

É interessante que os governos (em todas as esferas falando), não aceitam abrir mão de nada. Não abrem mão do luxo dos palácios, sem reis; dos carrões com motoristas; dos aviões e helicópteros; dos seguranças; das altas diárias; das aposentadorias milionárias etc. Quem quiser conhecer o luxo a que me refiro faça uma visita à Câmara ou Senado ou aos palácios do governo. Parece que a única fonte para cobrir os rombos dos cofres públicos é o bolso do trabalhador.

E a oposição quem é mesmo?

Vemos uma oposição sem comando, sem presente, passado ou futuro, e o pior, sem moral. Partidos ou grupos políticos que apenas visam uma fatia no empreguismo do governo. Ao mesmo tempo em que é governo é oposição a exemplo do PDT, PSB, PTB etc.

O PSDB, partido mais forte a pleitear o Palácio do Planalto, fica nos bastidores. Tem medo de vir à tona a podridão que se encontra debaixo dos tapetes de Aécio Neves, Geraldo Alkmim, Aloizio Nunes, FHC, José Serra e outros. Grandes críticos do PT pela roubalheira praticada no mensalão, Petrobras, mas que do mesmo jeito usa o seu poder de fogo e a mídia criminosa que está sempre ao seu lado, para impedir as investigações dos cartéis dos trens, transportes, compra de votos para a emenda da reeleição, mensalão do PSDB mineiro etc, negando à opinião pública o direito de conhecer de fato quem os são. Alguém lembra das investigações que foram feitas contra a filha de Jose Serra em 2010, sobre o seu suposto enriquecimento ilícito? Quem foi o responsável? Por que a imprensa se calou e esqueceu do assunto? Essa informação pode ser adquirida através dos links:

Do outro lado o velho partido elitista das oligarquias, o PMDB, comandado pelos caciques mais ‘limpos” que a nossa nação já conheceu, a exemplo de Sarney, Cunha, Calheiros, Temer, Raupp e outros mais, é quem dá as cartas. Se valem da inoperância do governo Dilma Rousseff em recolocar o Brasil no seu caminho; da incapacidade de propor soluções para a crise econômica; da incapacidade de administrar e pôr um fim para tantas greves que já se arrastam há cinco ou seis meses, obrigando alunos a atrasar os seus projetos em pelo menos um ano, negando aos segurados da previdência os seus direitos mais sagrados conquistados, na forma da lei, ao longo de suas vidas. Eles criam as chamadas pautas-bombas, obrigam o governo a vetar e negociar a manutenção dos vetos em troca de ministérios.

Não tenhamos dúvidas. Eles vão aprovar os ajustes fiscais, a criação de novos impostos e aumento da carga tributária penalizando a população, em seguida, tchau e bênção, libera o posto que a presidência é nossa. É a falência irreversível do governo Dilma.

Mas vale agora relembrar alguns ditados popular que bem se encaixam na atual situação do governo: Dizes com quem andas que te direi quem és! Quem partilha com ladrões é ladrão! Quem defende corruptos é corrupto! Quem se mistura com porcos há que comer farelo! Quem trai a consciência do eleitor, esquece-se das reais necessidades da população e visa apenas a permanência no poder, pelo poder, para satisfazer a interesses de partidos ou grupos aliados, torna-se traidor de sua própria história. Como podemos ver não nos resta mais em quem acreditar. Direita, esquerda, centro, situação ou oposição, todos unidos com o mesmo foco: o poder, o dinheiro e a impunidade. Quando se perde o respeito pela verdade tudo se torna duvidoso.

Digital CameraGilbenício de Souza Brandão

Administrador

Especialista em Gestão de Pessoas

(Colunista do Tribuna do Recôncavo). (mais…)

POLÍTICA EM AMARGOSA, O BECO SEM SAÍDA DAS LIDERANÇAS

*Neste comentário, o bacharel em Direito Otávio Henrique,  analisa friamente, sem paixões por nenhum dos partidos, a conjuntura política do município de Amargosa. Vale a pena ler!

Com a proximidade das eleições municipais de 2016 e como a corrida contra o tempo para os atuais políticos que exercem cargos eletivos já está se encerrando, pois, o prazo para realizar obras públicas e ações de governo se encerrará em maio de 2016,o tempo torna-se implacável e agora falta menos de um ano e quem fez, fez… quem não fez, não faz mais…

É importante traçar um pequeno esboço da política amargosense em sua história recente; aliás, colocar na balança os governos petista e psdebista e suas respectivas lideranças.

O aparecimento da estrela petista contrasta com sua decadência no município de Amargosa. A era Valmir Sampaio (PT-BA) experimentou sua ascensão estribando-se num discurso de campanha contra a corrupção e os desmandos de Rosalvinho Sales (SEM PARTIDO) com seus cheques-sem-fundos, no favoritismo do momento onde o Lula ascende ao poder com políticas de inclusão social que soergueria a popularidade de qualquer tímido político e, assim aconteceu com Valmir e, sobretudo, no oportunismo se servindo da família Silva ( da atual gestora) por duas vezes para angariar sucesso nas urnas.

O otimismo do primeiro mandato petista foi impressionante e colheu os louros em uma reeleição. No entanto, o segundo mandato deu uma falsa impressão ao prefeito de invencibilidade, de está nascendo um Josué Melo, um João Sales dos tempos modernos, ledo engano. Impressionou a qualquer filho de Amargosa a entrevista que essa liderança concedeu a um jornal, publicada em setembro de 2011, onde se referia ao seu governo como o melhor da história da cidade; apontava os indicadores da educação como os melhores da Bahia; e, se não bastasse, quando indagado sobre a sua sucessão ele dispararia uma pérola: “o meu candidato é quem no meu grupo político der continuidade aos meus projetos!”. Quais projetos?

E o melhor administrador teve oportunidade de comprovar este favoritismo com a inusitada visita da Controladoria Geral da União (CGU) em Amargosa – para nossa sorte e nossa alegria – constatando que a transparência do “pedacinho de Brasil” estava turvada por inúmeras não-conformidades na gestão de convênios federais, no cuidado com a merenda escolar, em licitações para o transporte escolar e, sobretudo, em projetos que foram tão divulgados e que não foram concluídos como a empacotadeira e a unidade de processamento e beneficiamento de castanha ou estão sendo tocados pela atual gestão como a creche do Bairro da Katiara. E, daí em diante, a “estrela foi cadente”, suas contas foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia e, coroando “o melhor governo da história da cidade”, a Câmara de vereadores rejeita suas contas e o torna inelegível pelos próximos oito anos.

Já é de costume do lulo-petismo retirar figuras da cartola e enfiar goela abaixo da população. Com a Dilma deu certo e já estamos vendo às consequências que não é preciso elencar; com a agremiação do PT em Amargosa, não emplacou o nome de Júlio Pinheiro (PT-BA), que além de sofrer uma esmagadora derrota da atual prefeita Karina Silva (PSB-BA) também simbolizaria, como bem disse o gestor Valmir, a continuidade de seus derrotados “projetos” que traziam a marca dos desmandos do seu partido no governo federal, no estado e, muito mais, em seu próprio município. A agremiação petista em Amargosa perdeu a liga, falta alinhamento com o governo Rui Costa por conta dos compromissos assumidos nas campanhas de governo do estado e de deputado e o líder encontra-se cassado seus direitos políticos e fadado a comparecer ao tribunal vez ou outra para responder os inúmeros processos e pagar suas respectivas multas. Triste fim “para fazer muito mais”!

A ascensão súbita de Karina Silva, de antemão, demonstra a maioridade política do povo de Amargosa que não se deixa ser enganado por promessas eleitoreiras, pelo continuísmo de ações de governo equivocadas e, acima de tudo, por políticos trancafiados em seu gabinete e distante do povo.

O vôo da pomba do PSB teve um empurrãozinho de duas lideranças que estão fora mas não mortas, basta ver qualquer pesquisa informal de favoritismo das próximas eleições, o empresário Dal (PSD-BA) e o ex-prefeito Rosalvinho, mesmo não sendo postos em evidência, demonstraram que estão mais vivos do que nunca, basta ver os números de sua candidata ao legislativo e a corrida de Rosalvinho para angariar votos para seu aliado à Assembleia Legislativa da Bahia que deu certo.

Com pouco mais de um ano para o fim do mandato de Karina Silva algumas considerações poderão ser feitas com relação a sua condução ao governo municipal: utilizando o discurso da “herança maldita” do PT, não se viu uma marca de governo e obras estruturantes, o governo paira no “arroz e feijão” da gestão, consertando os maus feitos, pegando no tranco e resolvendo questões contingenciais da governabilidade. Não veremos obras de infraestrutura, não veremos resolução do imbróglio do término da ampliação do Hospital Municipal e nem podemos esperar a ‘Casa de parto’ defendida em campanha.

O que se falar de Karina Silva e de seu partido? Tanto a gestora quanto sua agremiação temem à militância, tirando o cabide de contratados e cargos políticos que são coagidos a comparecerem a atos de governo ou não, tirando isso, o núcleo de sustentação de sua sigla, se resume a algumas poucas lideranças que já possuem um discurso repetitivo e uma cansada credibilidade. Não se fala em novas filiações, novas lideranças e assumir um ar novo em sua visão partidária. Neste último aspecto, talvez, seja o mal das esquerdas.

Há ainda um saudosismo por parte dos eleitores e amargosenses, em tentar ver na figura de Karina Silva à imagem da gestora Iraci Silva. São do mesmo sangue, mas, duas visões de gestão municipal completamente distinta. A filha cumpre uma cartilha de governo sem muita inovação e sem visão estratégica no campo político; a mãe, o último exemplar da pura esquerda, com uma visão além de seu tempo, gestora dinâmica e atenta nas flexibilizações políticas e metas que queria alcançar. Com isso, creio que se fecha um ciclo no qual comparações não podem avançar.

Creio que a política em Amargosa nos deixa algumas lições e nos faz algumas observações que precisamos ter em conta na proximidade dos tempos de eleições municipais. A sorte ou azar do destino político coloca em vala-comum Valmir Sampaio e Rosalvinho Sales, este vem cumprindo sua sentença e tirando lições para sua trajetória política, o primeiro irá aprender, ainda mais, que a lei do retorno na política tarda mais não falha; E, a esses que se dizem líderes, deverão está com os olhos bem abertos, pois, o povo tem se tornado cada vez mais politizado e não pode mais ser concebido como massa de manobra por receber as migalhas de uma ajuda no processo de aposentadoria, numa ambulância para levar um familiar, numas poucas horas de arado, num tampinha nas costa ou, sobretudo, no jeitinho das ditas lideranças que se escondem atrás de um deputado, de um partido e na saúde ou na doença de sua população.

Política se faz com a razão e o coração. Política é serviço ao povo, e sem distinção. O poder é delegado para o bem de todos e não de alguns. O gosto pela política deve ser de todos, pois, todos devem se sentir comprometidos com o bem comum. Amargosa espera muito mais responsabilidade do seu povo e nenhuma crítica que não seja construtiva. Quem ama o povo se compromete e soma esforços, não fica só nas intrigas de bastidores. A construção do progresso, desenvolvimento e crescimento é tarefa de todos!

Dr. Otávio Henrique é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Direito Internacional. O mesmo é natural da cidade de Amargosa. (Tribuna do Recôncavo).

COMENTÁRIO:

Claudio Brito: Parabéns, total imparcialidade e sabedoria! (claudiobrito62@hotmail.com)

Gilbenicio Brandão: Muito bom seu comentário. Quando faço os meus artigos ou comentários, também gosto de primar pela imparcialidade. Parabéns. (tribunadoreconcavo.com.br).

Maria Madalena: Gostei da sua imparcialidade, sou uma eterna política, e gostaria muito de ver minha cidade sendo referência para o Brasil, ainda não consegui ver, porém acredito que se a atual gestora conseguir um novo mandato, tenho certeza que Amargosa estará muito bem administrada. (maiamada@hotmail.com).

REFLEXÃO: Inexiste hiato na política

A ciência política, fruto da inteligência humana, já sabe, desde tempos imemoriais, que não existe hiato no poder. A ausência ou fraqueza de um governante ou líder é imediatamente ocupada por seus pares ou oposição. O certo é que se alguém declina, outro rapidamente galga o espaço vazio.

O Brasil de hoje assiste a essa mudança de poder de modo muito claro. Talvez seja a crise do governo petista o cenário mais constrangedor a que o país assiste desde o fim da ditadura militar. Nem mesmo o fracassado governo de Fernando Collor de Melo, deposto do poder poucos meses depois de eleito, parece ser tão dramático quanto o momento pelo qual passa a presidente Dilma Rousseff e o Partido do Trabalhadores.

Semanas atrás o Datafolha registrou o pior índice de popularidade de um presidente desde a redemocratização do país. Nem mesmo Collor foi tão rechaçado pela população. E se falta a liderança petista no país, seguindo a máxima política acima citada, alguém precisa aparecer. E quem vem lá? O PSDB com Aécio Neves? Não! Os tucanos que perderam a eleição de modo contundente no último pleito e estão despreparados para um enfrentamento tête-à-tête com o PT. Falta coragem e ousadia ao PSDB, que vocifera, mas teme a opinião pública. Prefere o trabalho na surdina do que macular a fama de bom moço. Mas se o PSDB não ousa, quem está então aproveitando a brecha do poder? Eis que ressurge, das cinzas, como fênix adormecida, mas sempre voraz, o lado mais conservador e elitista da política brasileira, o PMDB.

Orquestrado pelo atual presidente da Câmara Eduardo Cunha, e nas últimas semanas, pelo vice-presidente da República, Michel Temer, os peemedebistas se lançam como hienas vorazes na carne do governo, e esperam com isso recolocar-se como salvadores de uma pátria que parece falida. Na Câmara, Eduardo Cunha tem proposto pautas bombas, ou seja, assuntos que mexem com o orçamento da união e com questões caras ao governo, e apoiados por políticos de carreira, vem aprovando, à revelia das possibilidades reais, uma série de leis e normas que logo se mostrarão hediondas e impraticáveis. Faz isso para provocar ainda mais o governo, e tem tido sucesso.

Felizmente para o Brasil indícios apontam que também ele tem a ficha suja pela corrupção. Tomara que alguém lhe ponha freios. O mesmo discurso contaminou o vice-presidente da República, que até ontem não era nem lembrando e que aparece agora como articulador político imprescindível ao país. Temer, fruto das artimanhas políticas do PT e PMDB para conquistar o poder, resolve agora dar uma de bom moço? Onde fica o brio e o caráter do político, que se aliou ao PT para estar onde está, que agora, de repente, parece virar as costas aos seus companheiros de governo? Temo que a briga pelo poder, as crises políticas (amplificadas pela mídia) e o despreparo de Dilma Rousseff em lidar com essa fase difícil de seu governo possa nos conduzir para um cenário político ainda mais instável e fracassado.

Admiro a capacidade mesquinha de nossos líderes em pensar em si próprios, e no próprio poder, em vez de investirem forças e inteligência para sanar os problemas do país. Enquanto nossos políticos se digladiam para ocupar o poder na República, o povo sofre, é manipulado pela mídia, faz panelaços e passeatas, sem saber exatamente o porquê. Esse é o Brasil que temos visto na mídia: doente, fraco, incapaz de resistir ao ataque sanguinário dos que deveriam cuidar do país, mas que se mostram unicamente preocupados em sugá-lo até a última gota. E o povo? O povo é só um detalhe!

Padre Evaldo César de Souza é diretor de produção/operação da TV Aparecida. (Fonte: a12).

A GRANDE CRISE DA MÍDIA

Ao acompanhar os noticiários da imprensa política e sensacionalista de nosso país, chega a parecer que se têm o prazer de colocar o Brasil no fundo do poço. Esquecem-se de que já estamos acostumados a lutar pelo pão de cada dia, como também de que, ao longo de séculos, os recursos de nosso país sempre foi e sempre será dividido entre uma minoria de ricos empresários, corruptos e principalmente do setor da grande mídia.

A maioria dos donos de emissoras de televisão, jornais, rádios e revistas influentes são sempre os políticos e seus familiares, e naturalmente adquiridos com a força da máquina pública. Maior exemplo disto está aqui na Bahia e dispensa comentários.

Esta palhaçada que estamos vendo na mídia de mensalão, petróleo, lava-jato etc. termina tudo em pizza! Nada mais é que um escarcéu político. Onde já se viu ricos neste país ser condenado e cumprir prisão? Alguém acredita que os tais recursos, bilhões, que dizem estarem sendo recuperados, chegarão em prol do povo brasileiro? Alguém acredita na justiça deste país?  Alguém acredita que donos de empresas como OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão vão ficar presos porque roubaram recursos do povo brasileiro? O STF passou 6 ou 7 anos julgando o tal mensalão, com pouco mais de dois anos os condenados já estão tudo solto. Quero dizer: cumprindo pena em casa! Kkkkkk!

Ao longo de quase 50 anos de vida nunca ouvi dizer que nada estivesse bom para a classe trabalhadora. Sempre estivemos em crise: inflação, planos econômicos, desemprego, corrupção, educação, saúde e segurança de péssima qualidade. Porém, muito mais do que uma crise econômica ou financeira, o Brasil vive uma crise ética onde a televisão nunca teve a honradez de falar a verdade porque sempre se beneficiou dela.

Em 1991, quando da realização do 13º Congresso Eucarístico Nacional – Natal, Rio Grande do Norte, sob o comando de Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, então Bispo Emérito de Amargosa, ouvi um pronunciamento de Dom Lucas Moreira Neves, Cardeal Arcebispo de Salvador, onde ele dizia: “já morei em diversos países, já conheci diversos povos do mundo, mas nunca vi uma televisão tão má, tão insensível e tão destruidora dos valores morais, culturais e da família, quanto a televisão brasileira”.

A crise que vivemos hoje é moral, é falta de respeito, é falta de limites, é falta de seriedade, é ausência de educação de berço, é uma política corrupta, é uma justiça desmedida, é uma polícia desaparelhada tanto em equipamentos quanto em recursos humanos.

A educação e os professores estão jogados a uma desvalorização institucionalizada.  Tem pais que não dão educação aos filhos e querem que os professores se responsabilizem por um papel exclusivamente seus! O governo se vangloria de ter criado novas faculdades públicas. Mas, de que adianta criar e abandonar sua estrutura e seu corpo docente, já há quase cem dias de greve e sem perspectiva de retorno?

O pior exemplo de educação neste país está na televisão em suas novelas, seriados e filmes pornográficos, insuflando os jovens e crianças a uma falsa liberdade, onde a figura do pai, da mãe, os valores da família e principalmente os valores cristãos, estão fora do contexto. Onde as cenas propagadas é a traição, os desvios de conduta, roubos, crimes, tráfico e consumo de drogas e de pessoas etc.;

O maior responsável pelos maus políticos que enchem o Congresso, o Planalto, os Governos Estaduais os Ministérios etc, é a televisão brasileira com seus grandes investimentos midiáticos e pagos, na maioria das vezes com recursos dos próprios governos;

A grande mídia é responsável por criar e esconder a crise. Por construir e desconstruir políticos, pois de uma forma ou de outra ela sempre sai ganhando. Alguém se lembra do “caçador de marajás” de Alagoas?

Pois é! E nós, quando será que vamos sair da verdadeira crise que nos impede de bem viver e construirmos juntos um país verdadeiramente nosso?

GilbeniciDigital Camerao de Souza Brandão

Administrador, especialista em RH

Brasileiro

(Colunista do Portal Tribuna do Recôncavo).

BEM AVENTURADA IRMÃ DULCE DOS POBRES

O dia 13 de agosto ficou determinado como o dia das comemorações em homenagem à memória de Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia.

Recentemente, ao passar a sintonia do meu radinho AM, pra lá e pra cá, me deparei com um comentário de um determinado cidadão que si dizia “pastor” de alguma seita religiosa do segmento protestante, onde ele elogiava a pessoa de Irmã Dulce, e dizia: “ela teve uma vida muito linda e dedicada aos pobres, pena que ela não aceitou Jesus”!

E eu me perguntava naquele momento, o que significa para aquele infeliz inculto, aceitar a Jesus?

Quem dera que todos nós ou, pelo menos, boa parte de nós, pudéssemos aceitar a Jesus da forma que Irmã Dulce fez. Ela foi muito mais além. Ela não somente o aceitou como também o acolheu consigo. Irmã Dulce, muito mais do que aceitar a esse Jesus desta forma simplista que é pregada por muitas seitas religiosas, ela fez exatamente o papel do próprio Cristo. Fez a experiência que nos falta a cada dia. Partilhou o amor de Deus na pessoa do irmão. Para todas as pessoas de bom senso, não resta dúvida: ela teve uma vida santa! Seu nome certamente estará à direita do Rei, conforme disse o próprio Jesus:  Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, pois tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, era peregrino e me acolheste, estava nu e me vestiste, estava enfermo ou na prisão e vieste a mim. (Mateus 25, 34-36)

Além disto a vida de Irmã Dulce não foi pautada apenas na assistência aos mais carentes. Ela se destacava sobretudo, pelo amor aos irmãos e pela doação de si própria. Sua maior preocupação era com a sucessão e continuidade do trabalho feito pelas obras assistenciais que criou, pois sabia de sua limitada condição de saúde, e já não conseguia imaginar a vida do povo pobre da Bahia, sem esse serviço. Tinha como determinação que, ali em sua obras sociais, seria a última porta a ser batida por um pobre e que este pudesse ouvir sempre um sim.

Aceitar a Jesus não é simplesmente entrar numa igreja, seja ela qual for. Cantar salmos, dar glórias a Deus e marcar um terreno no loteamento dos céus. O verdadeiro conceito de aceitar a Jesus é dar a vida para que o outro a tenha e em abundância, é lavar os pés dos irmãos. Com esse gesto Jesus nos põe em cheque mate: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem porque eu o sou. Logo, se eu o vosso Mestre vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que como eu vos fiz, assim façais também vós. Se compreenderdes estas coisas sereis felizes sob condição de as praticardes. (João 13, 12-20).

Se infelizmente, na concepção de alguns líderes religiosos, lhe faltou cumprir o mandamento protestante do “aceitar a Jesus”, na sua vida pessoal pairou com toda a força o mandamento de Jesus Cristo, o maior:  o amor! Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

Salve ó Bem-Aventurada Irmã Dulce dos Pobres. O Senhor é contigo! Aquele que crê em mim, fará também as minhas obras e fará ainda maiores, porque vou para Junto do Pai e tudo que pedirdes em meu nome vos será atendido.

Digital CameraGilbenício Brandão

Paróquia São Benedito

Santo Antonio de Jesus – Ba

Colunista do Tribuna do Recôncavo

COMENTÁRIOS:

Mary: É uma pena que existem pessoas que ainda não entenderam o que é aceitar Jesus.
Ame teu próximo como a ti mesmo! Então seu pastor respeite para ser respeitado. (marycjesus@hotmail.com).

Jânio Santana: Excelente postagem! (janio.santana@hotmail.com)

DOM JOÃO NILTON – FÉ, LUCIDEZ E OBEDIÊNCIA.

Em 06 de agosto de 1986, dia do Bom Jesus da Lapa, a Diocese de Amargosa na Bahia foi surpreendida com a eleição do então Padre João Nilton para Bispo coadjutor de Bom Jesus da Lapa, sua sagração episcopal se deu em 09 de novembro do mesmo ano, no bosque de Amargosa, em meio a um clima de muita alegria e emoção, logo em seguida sua posse como Bispo  em Bom Jesus da Lapa, em 29 de novembro de 1986.

Com a indicação de Dom Alair Vilar Fernandes de Melo para Arcebispo de Natal-RN, quis a Providência Divina, trazê-lo de volta para a sua diocese tão amada.  Foram longos 27 anos (1988 a 2015) de trabalho e dedicação a esta Igreja particular diocesana de Amargosa, sem contar é claro, com os outros 18 anos dedicados como vigário desta paróquia.  Mas, como tudo nesta vida tem começo, meio e fim,  chegou a hora de Dom João Nilton entregar o seu cajado. A quem?  Sabe Deus! É algo que não adianta ninguém especular ou fazer apostas no escuro. A eleição de um bispo se dá unicamente pela sapiência da Igreja, iluminada pela ação do Espírito Santo.

Enquanto isso, cabe a nós cristãos, católicos e diocesanos de Amargosa,  rezar e agradecer a Deus por estes anos de Dom João Nilton dedicados à nossa igreja. Sem sombras de dúvida a semente do Evangelho foi semeada. Muitos corações se tocaram com as suas mensagens, seu trabalho, seu afeto pelos cristãos e principalmente pelo seu testemunho de vida Cristã.

Em recente conversa pessoal com Dom João, falando sobre a proximidade de sua renúncia ao cargo de Bispo Diocesano, ouvi dele próprio: “já está na hora!  nunca tive apego a cargos nem a nenhuma forma de poder, já fiz o que era possível dentro dos meus limites, além do mais a diocese já precisa caminhar com alguém mais novo, com mais disposição e mais vigor! Deus se encarregará de providenciar”. Cumpre-se em definitivo o lema do seu episcopado “Fiat voluntas Tua” – Seja feita a Tua vontade.

Dom João Nilton deixa o comando pastoral e administrativo da diocese de Amargosa, mas não deixará de celebrar. Estará sempre presente, agora como Bispo Emérito de Amargosa. Certamente continuará a pregar, fazendo chegar ao coração das pessoas e mensagem de Jesus Cristo através do seu Evangelho.

Graças Vos damos Senhor, por este fecundo pastoreio de Dom João que cessa em nossa Diocese. Rogamos pela sua vida, saúde e paz. E rogamos na  luz do Espírito Santo pelo 4º Bispo diocesano que Deus há de nos enviar. (Postado por Tribuna do Recôncavo)

Gilbenicio[1] (1)

Gilbenício de Souza Brandão

Paróquia São benedito-SAJ

Diocese de Amargosa-Ba

(Colunista do Tribuna do Recôncavo). (mais…)

QUE PAIS É ESTE E QUE HOMENS SÃO ESSES?

Ao acompanhar o desenrolar das coisas, sobretudo no âmbito político, nos deparamos com situações, no mínimo esdruxulas ou ambíguas, que nos faz refletir: o que dizer de tanta sujeira?

A política está para uma sociedade como a arte do bem comum. A sua prática deve ser pautada na ética e na seriedade. Ocupar um cargo público deveria ser motivo de honradez para qualquer pessoa, mas o que estamos vendo, lamentavelmente com raríssimas exceções,  é exatamente o contrário.  O que dizer de tanta sujeira?

O partido que mais combatera a corrupção, o PT, hoje se encontra enlameado na mesma situação. Fraude na ética e na seriedade pregada e proposta à população. E alguns dos seus pobres afiliados defensores, ainda tentam justificar o caos: a corrupção já existe desde que o Brasil existe!  É a prova cabal de que não se pensava em uma nova maneira de fazer política, mas, chegando lá lançar mão dos mesmos artifícios. Jogando na lama, de uma vez por todas, a oportunidade que a sociedade lhe dera de passar o Brasil a limpo. Penso que Roberto Carlos, já nos anos 70, previa tal situação e os homenageou antecipadamente com a música: “eu pensei que sabia de tudo, que entendia de tudo mais vivia no ar”.

O que dizer de um país, onde velhos partidos  direitistas, na verdade fisiologistas, pousam de bons moços, sérios e decentes, perante a sociedade em detrimento da situação de penúria em que se colocou o partido governista atual.  Na verdade a alegria do corrupto é levar sempre mais um para o seu convívio e publicar: somos todos iguais.

O que dizer de um país, cujo presidente do Senado Federal, envolto na lama da sujeira e do desrespeito com a sociedade, derrubado da presidência da casa (em 2008), por ser flagrado em orgias e poligamismo, denunciado pela prática de corrupção com recursos públicos, e, como se nada acontecera, é reconduzido ao cargo na condição de homem público, ético e moral. O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país, cujo presidente da Câmara Federal, primeiro homem na linha da sucessão em caso de vacância do Presidente e Vice da República, é denunciado por roubo, formação de quadrilha, ameaças e tantas outras mazelas, e ainda sai ameaçando tudo e todos, até mesmo o juiz que ouviu as denúncias contra o mesmo e o país fica calado. O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país onde a justiça faz vistas grossas diante de crimes bárbaros, vidas ceifadas, desvios de verbas públicas, roubo, corrupção, apenas por que em grande parte seus autores gozam de privilégios e posição social?

O que dizer de um país onde as despesas com um deputado beiram a casa dos cem mil reais por mês e um aposentado recebe uma miséria que não cobre as despesas com remédios para as doenças da velhice. Onde o poder público esbanja bilhões em festas carnavalescas e juninas para os ricos curtirem nos camarotes enquanto as filas se amontoam nos hospitais públicos;  onde os governos andam de jatinhos e helicóptero em detrimento das péssimas condições de nossas estradas.

O que dizer de um pais onde as religiões viraram grandes fontes de renda e fortunas,  isentas de impostos e sem a obrigação de prestarem contas a quem quer que seja;  as novelas e programas de televisão, até então, os mais populares divertimentos públicos, viraram verdadeiras escolas do crime, do tráfico e consumo das drogas, e dos desajustes familiares;  o futebol, maior diversão e paixão esportiva do país, virou um cartel tão sujo ou pior que a própria política. E chega a ser deprimente saber que a sujeira do futebol será investigada pela sujeira da política (CPI). O que dizer de tanta sujeira?

O que dizer de um país onde a defesa só existe para o indefensável. Onde o homem e a mulher, sérios, honestos, pais e respeitados sentem dificuldades de assim os sê-los. Onde o sexo puro e natural perde o lugar para o gênero. Onde o amor familiar perde o lugar para a produção independente. Onde a vida perde para o aborto. Onde jovens e adolescentes são tratados como criança quando cometem alguma atrocidade. O que dizer deste país onde um dos seus mais nobres pensadores, Ruy Barbosa, já anunciava que um dia teríamos vergonha de sermos honestos?

Contudo, de que adianta reclamar deste país, se nós, fazemos questão de reconduzir ao cargo, por dois, quatro, oito ou dez mandatos, políticos corruptos e inescrupulosos que nada fizeram, fazem ou irão fazer, além do que já sabemos? O que dizer de tanta sujeira?

Gilbenicio[1] (1)

Gilbenicio de Souza Brandão

Administrador, especialista em RH

Brasileiro

(Colunista do Portal Tribuna do Recôncavo).

O que me falta pra ser dizimista?

Sou católico, vou à missa aos domingos, confesso, comungo. Até participo das atividades da Igreja, colaboro com as campanhas, leilões, construções e reformas de templos, mas ainda não sou dizimista. O que está me faltando?

Está me faltando compreender o dizimo em sua essência. Conhecer sua proposta e acolhê-la. A oferta eu dou quando quero; o dízimo eu tenho a responsabilidade de devolvê-lo. A comunidade conta com minha oferta, mas confia no meu dízimo; com a oferta eu ajudo a construir um templo ou realizar uma atividade convencional; com o meu dízimo eu participo da sobrevivência cotidiana da minha paróquia.  É preciso entender que dinheiro não cai do céu e que sem ele nada funciona. Da mesma forma que precisamos de dinheiro para a nossa sobrevivência a igreja – instituição – também precisa para se manter. Contudo, não vamos confundir dízimo com taxa de manutenção, contribuição de melhoria ou imposto obrigatório.

As organizações não governamentais necessitam de recursos para a sua existência. Ao participar, o primeiro compromisso do associado é contribuir com a taxa de manutenção, nos casos específicos de sindicatos de categoria, a taxa de manutenção já é fixada e definida em lei ou acordo coletivo, e descontada na própria folha de pagamento do trabalhador. Aqui o dinheiro é um meio, ou seja, o cidadão paga para ter, e o associado paga para sê-lo. Já com o dízimo acontece o contrário. Ele é um meio de devolução. Primeiro eu tenho para depois eu dispor. O dízimo não tem objetivo, ele é o objetivo.

Pensar o dízimo como uma forma de pagamento à igreja ou a garantia de alguns direitos, digamos, sobre aquilo que a igreja tem para oferecer, é completamente errado. O dízimo é a minha participação. Dou aquilo que posso sem nada em troca esperar. Embora signifique dez por cento, ou a décima parte, não é preciso fazer conta. Deus, certamente, não vai fazer contas do salário ou da renda de ninguém. Porém, se posso dar dez, por que vou dar cinco? Se eu posso dar cinco por que vou dar dois ou apenas um?  O ato de devolver o dízimo deve ser feito de modo a agradar o coração de Deus e ao meu coração também. E nunca o contrário. Segundo as palavras sábias de São Paulo, Deus ama a quem dá com alegria! (2cor. 9-7). Se eu posso dar mais, significa que estou ganhando mais. E ganhar mais é o objetivo de todos nós trabalhadores. Vivemos infelizmente um mundo capitalista. Ganhar mais, desde que seja de maneira honesta e com o suor de nossos rostos, não é nenhum pecado! Deus deixou o homem para bem viver. Deus não quer ver a nenhum dos seus filhos passando fome. E quando isto acontece, a responsabilidade em alimentá-lo, não é de Deus, é nossa! Tudo que fizestes a um dos meus irmãos pequenos é a mim que o fazes.

É muito triste nos depararmos com cristãos, líderes religiosos pregando um verdadeiro comércio do toma lá da cá com Deus. Ao instituir o dízimo Deus colocou para o ser humano a possibilidade de partilhar aquilo que o próprio Deus lhe dá. E nada exigiu do homem, pelo contrário, Ele propôs e ofereceu recompensa a quem o fizer: trazei o dízimo integral para o templo e vereis se não vos abrirei as portas do céu e derramarei as minhas bênçãos, muito além do necessário. (Ml, 3-10). Será que esta promessa de Deus me diz algo? Pois bem! É bom nos lembrarmos de que Deus não nos obriga a fazer nada. Somos filhos eleitos e livres para decidir o que queremos. O próprio Deus nos deixa dois caminhos: a vida e a morte, e Ele mesmo indica o caminho melhor – ESCOLHE, POIS, A VIDA.

O que me falta pra ser dizimista? Falta o desprendimento do que é material; lembrar-me de que não adianta juntar tesouros aqui na terra; entender que as mãos mais pobres são as que mais se abrem para dar e que a oferta da pobre viúva valeu para Deus, muito mais que outras, às vezes dada apenas porque sobra, pois sua oferta consistia em tudo o que tinha.

Gilbenicio[1] (1)Gilbenicio de Souza Brandão

Paróquia São Benedito-SAJ

Diocese de Amargosa-Ba

(Colunista do Tribuna do Recôncavo).

COMENTÁRIOS:

Zelenildes Santos Ferreira: Que bom! Belo texto, espero que algumas pessoas tenham tido a oportunidade de ler essa mensagem, porque dízimo é uma questão de fé, e compromisso com a igreja cristã . Um abraço amigo! (zelenildes@hotmail.com).

Orlando Arêdes Louzada: Ao falar sobre Dízimo, temos que fazê-lo com responsabilidade e convicção. Quando rezamos  “Cremos na Igreja Católica”  na oração do Creio, estamos assumindo também levar Cristo a todos os irmãos e sustentar nossa Igreja na forma da partilha. Parabéns Gil, são iniciativas como essa que nos faz continuar a caminhada, e nos ensina a divulgar nosso Dízimo de forma fácil de ser compreendido. Um abraço.

Antonia Maria Ferreira de Oliveira: Parabéns amigo Gil, muito interessante e importante seu artigo para a conscientização de nossos irmãos que ainda não entendem o que é ser um dizimista. abraços!

Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas

Uma mulher me respondeu com um sorriso contagiante quando eu lhe dei um simples “tudo bem?”. A resposta foi intensa: “Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola”. Ela trabalha na limpeza da escola. Não mora tão perto. Acorda bem cedo. Pega mais de uma condução. Quando chega em casa, tem outra jornada com o marido e os filhos. E é feliz.

Tenho muito respeito pelos funcionários das escolas. Os que limpam os espaços em que educamos, os que preparam o alimento das crianças, os que cuidam para que tudo esteja em ordem para nós, professores, realizarmos nosso ofício. Sou muito feliz por ser professor. E escritor. E sempre que converso com jovens sobre profissões, tento ajudá-los a perceber que a melhor escolha é fazer aquilo que nos realize, que nos faça perceber que podemos ser úteis à sociedade. Não há profissões superiores ou inferiores. Todo trabalho é digno, quando feito honestamente. Mas é preciso ir além. É preciso ter o entusiasmo daquela mulher que encontrou naquela escola o seu canto de realização. Podemos lutar por nossos direitos, buscar melhores condições de trabalho. O papa Francisco disse, nesta semana, que é escandaloso mulheres ganharem menos que homens para exercer a mesma função.

Há ainda um longo caminho para valorizar as pessoas e as profissões, para dar dignidade a todos e acabar com preconceitos. Mas há um outro fator, de extrema importância, também, que é o encontro com nossa própria vocação, com o que, de fato, nos diga se estamos ou não no lugar certo. Como é ruim encontrar pessoas que detestam o próprio trabalho, que detestam o que fazem e que não encontram disposição para buscar novos caminhos. Vidas desperdiçadas. Sem sermos felizes naquilo que fazemos, dificilmente faremos algo de bom para outras pessoas. Com gestos amargurados, contaminamos o ambiente e a nós mesmos. Sempre é tempo de ressignificar nosso trabalho, de redescobrir a chama que nos faz iluminar pessoas com simples respostas como esta: “Graças a Deus! Sou muito feliz por trabalhar nesta escola”. Feliz dia do trabalho.

BIOGRAFIA:

Atualmente Chalita é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU e Membro de Conselho Editorial da Revista Profissão Mestre. É membro da União Brasileira de Escritores, da Academia Paulista de Letras e recentemente foi eleito por unanimidade na Academia Brasileira de Educação.

Apresentou, através do Sistema Canção Nova de Comunicação, o programa Papo Aberto, pelo rádio e pela televisão. Atualmente, apresenta o programa Mundo Melhor, na Rede Vida de Televisão, emissora de orientação católica.

Na politica foi deputado federal até 2014, porém decidiu não concorrer a um novo mandato. Em 13 de janeiro de 2015, foi nomeado pelo prefeito Fernando Haddad ao cargo de secretário da Educação da cidade de São Paulo.

 (Tribuna do Recôncavo, com informações do Diário de São Paulo)

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