Pais e responsáveis, por favor, considerem isto. A turnê da Baleia azul na caça aos jovens

Queremos usar nossas transmissões hoje para passar-lhes uma informação de muita importância quanto à segurança dos nossos filhos, crianças, adolescentes ou mesmo alguns jovens adultos. Todos corremos riscos, porém o alvo principal é a geração à qual muito de nós somos pais e mães.

Acreditamos que muito de vocês já assistiram nos noticiários esta informação. A grande vilã mais uma vez é a rede social. Trata-se de uma espécie de jogo chamado Baleia Azul, que segundo informações, surgiu numa rede social na Rússia e já se estendeu por diversos países, através de grupos fechados que estão atraindo jovens desavisados, sedentos de novas modalidades nas aventuras arriscadas dos entretenimento radicais, conhecidos como hardcore, que como eles dizem, “está bombando”.

Acontece que o objetivo deste jogo é estimular o particante a tirar a própria vida:

  • Provocando-lhes perturbações psicológicas
  • Levando-os à automutilação e enfim
  • Suicídio sob ameaça de terem sua família dizimada se tentarem “desertar do jogo

Infelizmente muitos pais não perceberam o que havia por detrás daquelas mudanças de comportamento dos seus filhos e descobriram as causas tarde demais. Investigações revelaram que algumas das vítimas já apresentavam sintomas de transtornos psicológicos antes de adentrarem neste pesadelo sombrio, o que indica que este jogo visa alcançar os jovens com quadros clínicos de depressão. (mais…)

Instituição curitibana oferece curso inédito de restauro e conservação de bens culturais

Resgatar e preservar a identidade cultural e histórica de lugares e populações, esta é a essência do trabalho do restaurador. A importância da atuação desse profissional para a sociedade é indiscutível. Além de manter viva a memória de gerações anteriores, o restaurador garante que bens culturais não percam seu valor.

Embora não seja uma atividade recente, já que os primeiros registros no Brasil são datados de 1855, quando a Corte nomeou um restaurador oficial para a Academia Imperial de Belas Artes, o ofício de restaurador ainda carece de profissionais qualificados. De olho neste mercado, o Centro Europeu, uma das maiores escolas de profissões do país, com sede em Curitiba (PR), acaba de lançar o inédito curso de Restauro e Conservação De Edifícios e Obras de Arte.

A atividade visa capacitar técnicos para agir diretamente na obra, seja no desenvolvimento do projeto de arquitetura ou na recuperação e preservação de edifícios e elementos artísticos tais como escultura, telas, pinturas e murais. Considerando que nos últimos anos, diversas cidades estão investindo na recuperação de patrimônios culturais e artísticos, a exemplo dos mais de 150 municípios brasileiros catalogados como históricos, a busca por profissionais do segmento tem aumentado significativamente. Continue Lendo >> (mais…)

ARTIGO: POLÍTICO CONTEMPORÂNEO NO BRASIL

O Brasil “de um povo heroico” escolhemos através do voto pessoas que acreditamos que fazem parte desse povo heroico citado no Hino Nacional. Fica uma grande decepção quando percebemos que membros do crime organizado têm grande relação com o poder estatal, sendo fundamental acomodar que sem esta relação às organizações criminosas não apresentariam as amplitudes de crescimento que se tem tomado. Contando com os respectivos membros do poder público, utilizando-se de seus mais variados poderes para a desafronta social. A união entre os políticos corruptos e os empresários que buscam um crescimento econômico de suas empresas em tempo recorde é repugnante para nós funcionários públicos.

A cada dia nossos direitos estão sendo negados, o Brasil é considerado por muitos como o país do futebol, mas o espetáculo que estamos assistindo é vergonhoso para nós brasileiros. São tantos os escândalos que parecem até que a corrupção foi uma disciplina estudada na faculdade e que eles são pós-graduados no assunto.

É certo que a corrupção é mais antiga que o capitalismo, nesse sentido, a maneira atual da corrupção precisa ser compreendida no contexto caracterizado como injustiça social e econômica. Cabe ainda ressaltar que a operação lava jato apresenta o campo de atuação dos políticos de uma forma mais ampla se comparada a outras investigações como foi o mensalão. Será que os políticos estão se aperfeiçoando em corrupção? Mas o que pode ter acontecido com a escolha coletiva? A corrupção tornou-se para muitos políticos e empresários uma fonte de renda sem fim, com uma extensa cadeia de setores envolvidos, que age de maneira segura, sem ética, e com poder total sobre os cofres público.

Onde os desejos não são conquistados, mas comprados, enquanto a população sofre com uma péssima segurança, muita gente morrendo nos corredores dos hospitais por falta de atendimento, outros morrem de fome e sede, educação de qualidade acontece apenas nas teorias. Enquanto eles negociam as propinas a serem pagas, nós trabalhamos cada vez mais para pagar impostos.

Os livros de história que relatam sobre a formação econômica do Brasil, as políticas econômicas dos governos também vai constar lá os esquemas de corrupção que contribuíram para a formação cultural e econômica de um grupo de políticos que manchou nossa história política.

Lene Muniz é Pedagoga, Contabilista e membro da Academia de Letras de Salvador. Vem sendo destaque na literatura e já conquistou muitos prêmios, entre eles em 2016 pela Associação Internacional de Escritores e Artistas com a medalha Fernando Pessoa. Sempre apaixonada por literatura e política. Mora em Presidente Tancredo Neves no interior baiano. Funcionária pública, que luta com garra e ética pelos seus ideais, lamenta a situação que nosso pais está passando. (Enviada pela autora ao Tribuna do Recôncavo)

Artigo: Como aprender a escutar o outro através das redes sociais

A maioria das pessoas sabe ou pelo menos já leu em alguma mensagem que para se comunicar adequadamente é preciso aprender a escutar. Sim, escutar sem querer responder o tempo todo. Escutar para compreender o outro e assimilar o que ele quer expressar e não já ficar bolando o que vai dizer como resposta ou interromper sem nem dar chance ao outro falar.

Pois bem, e como é isso nos dias atuais, de mídias sociais? Como posso escutar alguém se estamos em um mundo do faz de conta que está tudo bem, todo mundo é igual e pensa da mesma forma? Algumas pessoas desconhecem que vivem em uma bolha de opiniões. Exato, não conseguem perceber que nem todo mundo pensa igual ao que elas defendem. É lógico que os iguais se atraem no mundo digital e que nas redes sociais muitos somem de nossa timeline não porque deixaram de ser nossos amigos, mas porque não compartilham de mesmas opiniões e gostos e automaticamente (literalmente falando) elas começam a aparecer cada vez menos.

E o que isso tem a ver com aprender a escutar? Oras, se uma pessoa entra em nossa página e escreve algo que contradiz o que defendemos, normalmente perdemos a chance de aprender com a diferença se já saímos brigando, ou seja, não damos chance para “escutar”.  Com isso, ficamos cada vez mais incapacitados para o diálogo, para o novo, para o crescimento. Não quer dizer que haja necessidade de mudança de opinião, mas não precisamos e não devemos nos fechar para o mundo e para opiniões contrárias. Continue Lendo >> (mais…)

Redação do ENEM 2016 provoca candidatos

Eu sou ateu e quebro agora o protocolo de dois modos: um, por fazer deste texto um objeto pessoal e começa-lo utilizando o pronome pessoal “eu”, quando tudo que se busca é uma narrativa imparcial, tal como as redações do ENEM exigiam serem escritas; dois, por declara-me ateu em uma sociedade fortemente religiosa, coisa impensável em momentos anteriores ou em contextos particulares, como a família católica. A combinação destes elementos, por sua vez, reflete a temática do exame nacional do ensino médio deste ano: a tolerância religiosa e os caminhos para se combater a intolerância no Brasil.

O título do texto utiliza a palavra “provocar” por exigir daquele que lê outras possibilidades de olhares, mais aprofundados do que a superficialidade apresentada. Somente pelo título não se é capaz de assegurar se a provocação é positiva ou negativa, uma vez que a provocação atrela-se a ideia de ser mobilizado para algo. A provocação é de fato um desafio, que neste caso segue para, tal como o ENEM, assegurar o desconforto do candidato em pensar um tema que está ancorado no cotidiano. Não se trata de colocar-se como eixo central do problema, tal como o fiz no começo do texto, e defender uma posição religiosa, mas encontrar o ponto em que as diferenças se constroem, sendo aceitas, e reconhecer quando os limites atingidos se convertem em violência, resultando em diferentes casos de desrespeito e agressão, noticiadas com frequência pelas mídias.

Na realidade brasileira, a composição do mapa religioso é vasto, completamente justificável pela história do país, fundada por diversos povos e raças, que traziam a sua própria forma de viver ou não a religião. Neste sentido, a provocação, mais uma vez, exige que o candidato saia do conforto social em que talvez se encontre, para pensar como os fenômenos religiosos podem ou não serem aceitos pelo outro, quais as consequências destas práticas de aceitação ou negação, bem como, pensar de que modo os sujeitos podem declarar-se a partir de sua posição religiosa sem sofrer violências por suas escolhas. Ser tolerante é, neste sentido, respeitar as diferenças individuais dentro de um coletivo que lhe é mais forte. Crer ou não crer, bem como a manifestação da crença religiosa passa para um segundo plano, sendo necessário respeitar as manifestações e pensar de que forma pode-se construir estes caminhos.

Em última instância, é isto que provoca a temática do ENEM: nos colocarmos no lugar do outro, possibilitando a reflexão das diferenças e provocando nos sujeitos uma elaboração de pensamento sobre uma temática de extrema importância para a nossa sociedade: o exercício religioso e o respeito pelo outro. (Rafhael Peixoto é universitário e reside em Santo Antônio de Jesus | Postado Originalmente pelo Tribuna do Recôncavo)  (mais…)

ARTIGO: O por quê de tantos votos nulos, brancos e abstenções?

As eleições municipais de 2016 nos trazem uma constatação intrigante: a indiferença do eleitor. Em muitas cidades a soma de abstenção, votos brancos e nulos superaram a quantidade de votos do eleito, ou até o total de votos válidos. É o caso Nova Iguaçu (RJ), Ilhéus (BA), São Paulo (SP) e muitas outras.

Esta indiferença pode ser explicada pelo desgosto da população com a política, talvez pela expectativa gerada pelas promessas mirabolantes de campanha na maioria das vezes não concretizada. A população espera por um Salvador da Pátria ou por um gestor capaz de com planejamento, diálogo, transparência e competência realizar o possível com os limitados recursos disponíveis?

O momento político que vive o Brasil com as investigações contra políticos e o processo de impeachment, certamente contribuiu para a desilusão do eleitor, que passa a desacreditar de todos os políticos, já que a maioria dos partidos estão envolvidos em denúncias de corrupção.

Em Santo Antônio de Jesus, apesar dos indiferentes não ter superado o vencedor (abstenção, nulos e brancos somaram 10617 para 50570 votos validos), temos que levar em consideração que no recente recadastramento eleitoral para o uso da biometria, mais de 10000 eleitores tiveram os títulos cancelados por não terem comparecido para o recadastramento. Isto dobra o numero do que podemos considerar eleitores indiferentes. Aproximando-os ao total de votos do candidato segundo colocado no pleito eleitoral.

Qual a mensagem nos é transmitida por este grande número de eleitores indiferentes? Certamente que a politica precisa ser reformada e o politico, independente de partido político, precisa se reaproximar do eleitor.

No entanto, não podemos ignorar que o processo democrático para se concretizar exige a participação popular. O compêndio da doutrina social da Igreja nos diz em um trecho “190 ….. O governo democrático, com efeito, é definido a partir da atribuição por parte do povo de poderes e funções, que são exercitados em seu nome, por sua conta e em seu favor; é evidente, portanto, que toda democracia deve ser participativa. Isto implica que os vários sujeitos da comunidade civil, em todos os seus níveis, sejam informados, ouvidos e envolvidos no exercício das funções que ela desempenha…. Merecem uma preocupada consideração, neste sentido, todas as atitudes que levam o cidadão a formas participativas insuficientes ou incorretas e à generalizada desafeição por tudo o que concerne à esfera da vida social e política: atente-se, por exemplo, para as tentativas dos cidadãos de «negociar» com as instituições as condições mais vantajosas para si, como se estas últimas estivessem ao serviço das necessidades egoísticas, e para a praxe de limitar-se à expressão da opção eleitoral, chegando também, em muitos casos, a abster-se dela.”

Concretamente, é uma realidade que não participamos efetivamente dos diversos mecanismos que consolidam o processo democrático, como por exemplo dos  diversos conselhos de politicas públicas que exercem essa função de envolver o cidadão no processo politico durante todo o ciclo do mandato e não apenas durante o processo de renovação. Dá tristeza ver pessoas politizadas consolando candidatos que não obtiveram êxito na disputa “ daqui 4 anos estou contigo de novo”. O processo político exige continuidade e o sucesso de quem quer praticar a verdadeira política, com ampla participação da população em todo o processo, passa necessariamente por mantê-los envolvidos permanentemente.

Portanto, podemos agora tentar responder a pergunta feita no inicio do texto: majoritariamente a população busca um Salvador da Pátria que resolva todos os problemas coletivos de forma rápida e eficiente e ao não ter sucesso em sua busca, somado as inúmeras denúncias de corrupção, responde com a rejeição ao processo eleitoral, pois “não vai resolver nada” ou “são todos ladrões”.

O Papa Francisco disse sobre o envolvimento do Cristão e pessoas de boa vontade na política: “Envolver-se na política é uma obrigação para um cristão.  Os cristãos não podem fazer como Pilatos, lavar as mãos: Devemos envolvermos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum. Os leigos cristãos devem trabalhar na política. Dir-me-ão: não é fácil. Mas também não o é tornar-se padre. A política é demasiado suja, mas é suja porque os cristãos não se envolveram com o espírito evangélico. É fácil atirar culpas… mas eu, que faço? Trabalhar para o bem comum é dever de cristão”

Devemos buscar maior envolvimento na vida política de nossa cidade e compreender que ao eleger um prefeito ou vereador, não delegamos a ele total responsabilidade por solucionar os problemas da cidade. Continua sendo nossa responsabilidade, acompanhar, opinar e fiscalizar suas propostas e ações, de forma que ao se sentir fiscalizado e acompanhado, a autoridade politica desempenhe sua função com competência, honestidade e transparência. E sempre nos questionar antes de criticar: “…mas eu, o que faço?”

Por Marcos Lessa – colaborador do Tribuna do Recôncavo

ARTIGO: CAIU O MITO ROSALVINHO SALES

rosalvinhoEm 15 de janeiro de 2016, neste mesmo veículo de comunicação, Tribuna do Recôncavo, publicávamos um artigo intitulado “ROSALVINHO SALES E SUAS PRETENSÕES”.  Nesse artigo chamávamos a atenção para a sua trajetória política onde eu afirmava que gostaria de vê-lo candidato novamente à prefeitura de Amargosa, conforme transcrito no parágrafo a seguir:

Eu, particularmente, gostaria de vê-lo candidato novamente. Claro que jamais votaria nele repetindo o erro cometido em 1996, mas dessa forma, ou Amargosa assinava o seu atestado de burrice eterna ou cairia, de vez, a máscara do bom puxador de votos. (parágrafo transcrito do artigo publicado em 15/01/2016)

Amargosa não apenas derrubou a máscara do “bom puxador de votos”, como também repudiou o seu retorno ao comando do município,  negando-lhe a vitória em todas as urnas, deixando de forma clara que: errar é humano, permanecer no erro é burrice, mas compactuar com o erro é canalhice.

Falar e repudiar os erros dos políticos do PT e de todos os outros partidos é salutar. Contestar a prática da corrupção na vida publica é mais que uma obrigação do cidadão, eleitor ou não, independente da sigla partidária de sua simpatia. Mas, querer trazer de volta à prefeitura, um político ultrapassado, cassado por improbidade, denunciado pela justiça e pela imprensa nacional por altos indícios de corrupção como é o caso, é inaceitável.

Com a queda, Rosalvinho faz reeditar a sua publicação nos outdoors da Cidade de Amargosa, que ele mesmo fez publicar no ano 2000, referindo-se a então candidata Iraci Silva: “4914 – A maior surra política da história de Amargosa”, só que dessa vez, contra a ele próprio, além de levar consigo pessoas que sempre tiveram uma postura política de combate à corrupção como o vereador Antonio Clóvis, Nadinho do Sindicato, Bernardino e outras lideranças do próprio PC do B; servidores ligados aos sindicatos do município, pessoas inclusive que foram drasticamente hostilizados e perseguidos pelo grupo Rosalvinho Sales, em seu segundo governo.

Com os resultados dessa eleição pode-se afirmar que nem Rosalvinho, nem a Prefeita Karina Silva e seu vice-prefeito, nem as demais lideranças que vestiram essa camisa, saíram do pleito derrotados. Eles foram ignorados pela história. Amargosa simplesmente disse não.

Em pleno século 21, onde o conhecimento está ao alcance de todos, e os direitos sociais e políticos abertos àqueles que se dispõe a lutar, a política não pode mais ser tratada como uma máquina de moer sonhos, gente e dignidade, mas, transformada na verdadeira arte do bem comum, onde a sociedade será sempre, o que ela (a política) for.

O Prefeito eleito, Julio Pinheiro, é jovem, tem formação, passado incontestável e principalmente, ficha limpa. Conquistou uma brilhante vitória, mas também, uma responsabilidade enorme perante a comunidade de Amargosa, que não esperamos “milagres”, mas o verdadeiro compromisso de buscar recolocar a nossa cidade no seu devido lugar. Parabéns a Júlio Pinheiro, parabéns a Amargosa. A Lei da Ficha Limpa por aqui prevaleceu!

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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COMENTÁRIOS:

Antonio Carlos Rocha: Parabéns Gilbenício, comungo com você em pensamentos. O povo de Amargosa realmente mostrou que não é burro nem canalha. A história se encarregará de comprovar este fato. Abraços, Carlinhos Rocha.

ARTIGO: MADRE TERESA, A SANTA DE CALCUTÁ

Durante esta semana que antecedeu à cerimônia de canonização de Madre Teresa de Calcutá, uma coisa me chamou à atenção.

Os meios de comunicação, de modo especial a televisão, deram ênfase ao assunto. Mas não sei se por maldade ou ignorância mesmo, várias vezes foi anunciado: “igreja faz Madre Teresa virar santa”; “ouça o depoimento do homem que vai fazer Madre Teresa virar santa”; houve uma emissora que ainda citou: “a Igreja Católica transformará santa a Madre Teresa de Calcutá”, e tantas chamadas se fez ouvir desta maneira.

Quando me refiro à maldade de certos meios de comunicação em tratar temas dessa magnitude de tal maneira, chamo a atenção para a tentativa de desconstrução da vida santa de uma pessoa em detrimento de uma sociedade nociva, onde vale mais o ter do que o ser.

MadreTeresa oficialFalo da ignorância para lembrar que Madre Teresa não é santa por que a Igreja a declarou. Sua santidade vem de berço e todo aquele que quiser “ser santo como vosso Pai é santo” (Pedro 1-16) deve seguir os passos de Jesus Cristo e identificar-se com Ele.

O papel da Igreja é apenas reconhecer publicamente os méritos daquele irmão ou irmã concedendo-lhe a “gloria dos altares”.

O Catecismo da Igreja Católica (1474) deixa claro que “o cristão que procura purificar-se do pecado e santificar-se com o auxílio da graça de Deus não está só. A vida de cada um dos filhos de Deus se acha unida, por um admirável laço, em Cristo e por Cristo, com a vida de todos os cristãos”.

A jovem Gonxha Agnes Bojaxhiu deixou sua terra natal (Skopje, Albânia, um dos países mais pobres da Europa) em 1928 e partiu para a Irlanda para ingressar no Instituto da Bem-Aventurada Virgem Maria, as Irmãs de Loreto. Ao ingressar na congregação, seguindo as tradições da Igreja Católica, adotou o nome de Irmã Teresa em razão de sua padroeira pessoal: Santa Teresa de Lisieux, carmelita francesa também conhecida como Santa Teresinha.

A jovem freira chegou a Calcutá em 06 de janeiro de 1929. Foi enviada a Darjeeling para continuar sua formação. Fez a primeira profissão de votos em 25 de maio de 1931, prometendo viver uma vida de pobreza, de castidade e obediência e dedicar-se particularmente à instrução da juventude. Após a sua profissão de votos foi nomeada também Professora da St. Marys Bengali Medium, uma escola para meninas, onde permaneceu até 1948, ano em que deixou Loreto para as Missionárias da Caridade.

Depois de muita luta e dedicação, em 07 de outubro de 1950, a Santa Sé autorizou a instituição da Congregação das Missionárias da Caridade.

Madre Teresa viveu uma vida exclusivamente para os pobres dos pobres. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1979. Sua congregação espalhou-se por todo o mundo, inclusive em Salvador – Bahia, comunidade dos Alagados, onde esteve com a Irmã Dulce dos Pobres.

Faleceu em 1997 e seu processo de canonização foi iniciado logo após a sua morte. Foi beatificada em 2003 pelo Papa João Paulo II. Sua canonização ocorreu em 04 de setembro de 2016, pelo Papa Francisco.

Certa vez, um argentário banqueiro, em visita à casa onde cuidava dos enfermos, observando a dedicação, o cuidado e o seu carinho para com os pobres e doentes, aproximou-se dela e disse: “irmã, eu não faria isso por dinheiro nenhum do mundo”. Ela riu e lhe respondeu bem baixinho: “nem eu, meu filho”.

Viva a Madre Teresa

A Santa de Calcutá.

(Por Gilbenício Brandão – Colunista do Tribuna do Recôncavo. Dados coletados do Livro: MADRE TERESA, venha seja minha luz. (Padre Canadense: Brian Kolodiejchuk, Gráfica Ediouro – 2008)

COMENTÁRIOS:

Maria do Carmo da Silva Santos: Infelizmente, a sociedade não reconhece, não valoriza e nem tem como exemplo aqueles que dedicam sua vida em prol dos mais carentes e necessitados. E confirmam esse descaso com a expressão: “virou santa”, como se tratasse de uma metamorfose.

ARTIGO: A importância da ludicididade como instrumento pedagógico e psicopedagógico

É comprovado por especialistas que a ludicidade é fundamental para o desenvolvimento integral da criança na educação infantil. Quando a criança utiliza jogos ou brincadeiras desenvolve a psicomotricidade, a socialização, aprende a lidar com regras, desenvolve o espírito de cooperação, a criatividade, a imaginação, a atenção, etc, que favorecem  à aprendizagem.

Mas e as demais fases da vida, não necessitam da ludicidade?

Embora a ludicidade seja mais retratada na educação infantil, ela é essencial em todas as etapas da vida do aluno e do sujeito, seja na infância, adolescência ou idade adulta, constituindo uma fonte riquíssima para a aprendizagem destes. Assim, podemos dizer que a ludicidade não é exclusiva somente para uma fase de vida do sujeito, mas deve lhe acompanhar durante toda sua vida. Um exemplo disso, foi o depoimento de uma senhora, que está cursando a EJA e declarou o quanto está sendo satisfatório ir para a escola devido aos momentos lúdicos promovidos pela professora de uma determinada disciplina.

A ludicidade é essencial para a vida do sujeito e vários teóricos defendem essa visão. Segundo Vygotsky, “O jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações dela mesma”.

A ludicidade também é uma ferramenta indispensável nas intervenções  psicopedagógicas, através de jogos e brincadeiras, o psicopedagogo  analisa como a criança/adolescente interage com o objeto em questão; o que  expressa de maneira espontânea? Como reage? O que expressa do seu mundo interior?

Vale ressaltar que tanto nas atividades pedagógicas quanto psicopedagógicas exige que o mediador (professor ou psicopedagogo) prepare com antecedência as atividades lúdicas (elas devem ser devidamente elaboradas, ter objetivos definidos e planejamento). O que se espera com essa ação? E após a aplicação avaliar: essa atividade surtiu o efeito esperado? Quais pontos positivos e negativos? Como o aluno (em sala), cliente(no consultório), reagiu? Os objetivos foram alcançados?

(Jocinere Soares – colunista do Tribuna do Recôncavo, é pedagoga, pós graduada em psicopedagogia clínica e institucional e graduanda em matemática). Clique AQUI para ver mais comentários:

COMENTÁRIOS: 

Maria do Carmo da Silva Santos: Como enfatiza a Prof. Jocinere, a ludicidade é uma ferramenta de essencial importância no fazer pedagógico, independente da faixa etária,favorecendo de forma significativa o processo de aprendizagem. Eis um tema pertinente à educação e aos educadores! (mais…)

Suposto áudio de deputado repercute na política de São Miguel das Matas

Um áudio que está circulando por grupos de Whatsapp, está dando o que falar na cidade de São Miguel das Matas. Neste áudio supostamente a voz seria do Deputado Alan Sanches que estaria muito irritado com o vereador candidato a reeleição Zé Pires.

Vários xingamentos são proferidos pelo Deputado, atacando a imagem do vereador Zé Pires, o áudio teria sido enviado pelo deputado para seu cabo eleitoral Val Big que é candidato a vice-prefeito na mesma chapa que Zé Pires. Val Big teria reenviado esse áudio para uma pessoa de sua confiança que acabou vazando no Whatsapp. (Amarelinho 10) (mais…)

ARTIGO: Driblar a desmotivação do aluno – um desafio do professor no século 21

Vários pensadores falam acerca da importância da afetividade na educação, sobretudo na relação aluno-professor, que inclui carinho, respeito, confiança, enfim uma relação amistosa que deve existir entre ambos.

O eterno educador Paulo Freire traz como uma das definições para educação, “É um ato de amor e de coragem”, que ele intitula de “Pedagogia da amorosidade” – amor porque a prática pedagógica sem afetividade não funciona e coragem porque as demandas da educação são cada vez maiores e se o professor não possuir essa coragem para driblar os desafios ele desiste no meio do caminho ou adoece frustrado.

Recentemente um ex aluno foi entrevistado pelo site Tribuna do Recôncavo e fez uma declaração que emocionou-me, relatando o quanto fiz a diferença como professora na sua vida, a motivação e a afetividade encontradas no ambiente escolar repercutiu na sua vida e deixou marcas positivas que o incentivou a prosseguir nos estudos. Essa é uma das melhores recompensas para o professor; é gratificante para ele saber que as sementes  deram frutos.

jocinereA frase de Paulo Freire “Educação é um ato de amor e de coragem”, descreve   muito bem o início da minha carreira. Afetividade e coragem se fizeram presentes para que eu enfrentasse os muitos desafios do caminho.

Foi constatado que na cidade na qual eu morava o índice de distorção idade/ série era altíssimo e para sanar o problema veio o chamado “projeto de aceleração” no ano de 2000, onde através de módulos específicos os alunos defasados passavam a ter aulas diferenciadas. Quem foram os professores escolhidos para mediar essas turmas? Na sua maioria aqueles que eram contratados, como eu. Um professor contratado não tem muita opção, geralmente lhe é destinado o que “sobra.”.

Foi uma tarefa árdua ser professora de uma classe com alunos de diferentes idades e séries, todos com sérias dificuldades de leitura, escrita e cálculos. O que fazer? Desistir? Ou abraçar a missão?  Tinha diante de mim alunos desmotivados, repetentes, defasados, carentes de afeto, indisciplinados na sua maioria. Mas ali havia vidas e quis fazer a diferença junto com eles.

O que fazer diante de tantos desafios? Utilizar recursos que o projeto enviou, adequá-los à realidade; utilizar metodologias variadas que pouco a pouco foram despertando a sede de aprender de cada um, ajuda mútua, todos se tornaram  parceiros, a indisciplina foi vencida e aprendizagem passou de fato a acontecer na vida desses alunos. IMG-20160803-WA0158A professora se tornou uma espécie de “professora maluquinha”, personagem do autor Ziraldo e os alunos a seguiam. Eram dramatizações, peças teatrais, jogos, músicas, etc, mas o que fazia sucesso mesmo eram os “contadores de histórias”, numa disputa sadia os alunos competiam para saber quem lia mais a cada semana e recontavam na sala para os colegas; assim era colocada uma classificação na sala semanalmente e  os primeiros colocados ganhavam algum prêmio ou medalha.

Essas vivências marcaram meu início de carreira  docente e  me deu a certeza que apesar de tantos desafios contribuir para fazer a diferença na vida daqueles alunos do projeto, no qual fiquei dois anos.

Hoje, os desafios que nós enfrentamos são muito maiores. Ser professor nesse país é uma tarefa árdua, desafiadora; Além disso, não há valorização, nem remuneração digna e faltam condições adequadas de trabalho. Infelizmente educação não é prioridade no país. Ainda se tem muitos traços do período colonial, em que não se deseja ter mentes pensantes, cidadãos críticos na sociedade.

Diante de tantos desafios que nós professores passamos, se não tivermos amorosidade pelo nosso trabalho, como vamos enfrentar o dia a dia?

(Jocinere Soares – colunista do Tribuna do Recôncavo, é pedagoga, pós graduada em psicopedagogia clínica e institucional e graduanda em matemática). Clique aqui para ver comentários! (mais…)

Liberdade de expressão e intolerância caminham de mãos dadas?

Esta semana, terceira semana de julho/2016, um velho líder religioso (pastor) de uma igreja do segmento protestante, no distrito Porto Sauípe da cidade de Entre Rios, no litoral norte da Bahia, foi bombardeado pela mídia e pelas redes sociais por conta de um ato que desagradou a alguns.

Ele publicou na fachada de sua igreja, frases e provérbios bíblicos dentre os quais, alguns retirados do Livro do Levítico, Capítulo 20. O que mais despertou a ira dos meios de comunicação e principalmente dos movimentos chamados LGBTs, encontra-se no versículo 13, onde lemos: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão”.

liberdade de expresssaoNo Brasil de hoje fala-se muito em intolerância e respeito à liberdade de expressão, mas, será que esta tão cantarolada liberdade de expressão só existe para um lado. A mídia televisiva, os sites da internet, os jornais, os outdoors,  revistas, fachadas de prédios, shoppings, publicidade em vias públicas, todas  invadem a vida da população com todo tipo de conteúdo, independentemente do efeito a ser causado na vida das pessoas. Expressões alusivas às drogas, ao tráfico, ao crime de colarinho branco, ao aborto e à morte. A exibição de cenas de violência, de roubo e armações, de injustiças, de prática sexual seja hétero ou homo, de traições, de desrespeito e desvalorização da família, dos pais e mães, além de todas as modalidades de alusões que despertem para a prática do mal em detrimento do bem comum, e nada disso é contestado. Justiça, Ministérios Públicos, Agências reguladoras e tantas outras agremiações que si dizem defensoras da liberdade, ninguém se pronuncia. Quando muito nos dizem: se não quer ver não assista! E nós, população, concordando ou não com tais manifestações, somos obrigados a ver, ouvir, ler e calar, em nome do respeito à diversidade e a liberdade de expressão.

Em diversos lugares do país, inclusive em fachadas de prédios públicos, existem frases retiradas de todos os livros, sejam religiosos, políticos, romances e ou culturais das diversas etnias e tudo é aceitável, inclusive da própria Bíblia, e nada é contestado, ninguém comete crime.

Agora eu pergunto: se por acaso o velho pastor ao invés de usar o versículo 13, da Bíblia, tivesse usado o versículo 10, do mesmo livro do Levítico que diz: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”, seria taxado de crime contra a honra da família? Da mulher? Do homem traído? Etc..Será que a mídia iria dar a mesma importância ou iria ignorar em nome da liberdade de expressão?

Não aceito e nem defendo a intolerância em quaisquer situação. Não defendo a atitude do pastor pois me parece ter um interesse intolerante, mesmo sendo versículos retirados da Bíblia, mas deixo o meu repúdio a atitude da mídia e de determinados grupos,  que ignoram a liberdade de expressão quando o assunto debatido não lhes convém.

O homem é livre e desde que suas escolhas não venham trazer consequências negativas à vida do outro, cada um faz de sua vida o que quiser. As escolhas religiosas, políticas, esportivas, partidárias e orientação sexual é de responsabilidade de cada um, contudo, não se pode confundir liberdade com libertinagem.

A liberdade de expressão não pode ser prerrogativa de alguns. Já que o Brasil é um país livre, a sua imprensa livre deveria ser mais responsável, respeitosa e imparcial.

GILBENÍCIO

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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ARTIGO: DIOCESE DE AMARGOSA, SEMPRE NO CAMINHO DO PASTOREIO

DIOCESE DE AMARGOSAPrestes a completar suas bodas de brilhante, 75 anos de criação, 1942-2017, confiada à proteção de Nossa Senhora do Bom Conselho, a Diocese de Amargosa continua firme no seu propósito maior, evangelizar. Ao longo de sua existência teve uma participação ativa na formação de cidadãos do nosso mundo contemporâneo. Muitos cidadãos, empresários, políticos de renome, mestres e doutores que já deram e continuam dando sua contribuição com a nossa sociedade, tiveram suas origens no seminário de Amargosa.

Do seio desta Diocese saiu Dom Florêncio Sizinio Vieira, seu primeiro bispo, o qual adotou como lema a sua própria forma de trabalhar: forte e suave; seu trabalho consistiu na criação do seminário menor, ordenação de diversos sacerdotes, incentivo à implantação dos movimentos da juventude daquela época, a exemplo da JAC-Juventude Agrária Católica; JEC-Juventude Estudante Católica e JOC-Juventude Operária Católica.

Seu segundo bispo diocesano foi Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, potiguar, vindo de Natal – RN, homem de uma cultura extraordinária, adotou como seu lema: enviou-me para evangelizar.  Incentivador da organização dos movimentos eclesiais de base; reabriu o seminário menor e trabalhou a formação de seminaristas em Amargosa, enviando posteriormente para Aparecida para concluir os estudos de curso superior. Deixou a diocese em maio de 1988, transferido para assumir como arcebispo metropolitano de Natal-RN, sua cidade natal. Ordenou vários sacerdotes para a Diocese, dentre eles, padre Nelson Franca, Padre Almiro Rezende, Padre Raimundo Costa, ambos ainda hoje servindo à Diocese de Amargosa.

Com a sua saída assume a Diocese Dom João Nilton, seu terceiro bispo. Filho da própria cidade de Amargosa, mas que estava servindo como bispo coadjutor da Diocese de Bom Jesus da Lapa. Adotando o seu estilo de servidor do Reino, escolheu para seu lema: seja feita a sua vontade. Dom João apresenta-se muito mais como pastor que como administrador. Grande incentivador das vocações sacerdotais e religiosa, é responsável pela ordenação de mais de 80% do atual clero da Diocese de Amargosa. Manteve o seminário menor em Amargosa sempre preparando jovens para o ministério sacerdotal; criou o seminário maior de Amargosa em Ilheus, agora em Salvador; adquiriu a emissora Rádio Clube de Santo Antonio de Jesus, grande parceira da evangelização diocesana de Amargosa.

No último dia 03 de julho, frente a uma imensa multidão de fiéis, foi empossado o seu 4º bispo diocesano, Dom Valdemir Ferreira dos Santos, com o seu lema: apascenta as minhas ovelhas. Frase dita pelo próprio Cristo a Pedro por ocasião de sua ida para o céu.  Dom Valdemir, oriundo da Diocese de Vitória da Conquista, que estava servindo até então à Diocese de Floriano-Piaui, chega como um sinal de esperança para a Igreja de Deus no chão da Diocese de Amargosa, especialmente neste momento em que a Igreja se encontra diante de tantos desafios sociais, religiosos, políticos e principalmente humanos. Cabe a nós, seus diocesanos, nos colocarmos primeiro em oração pelo seu fecundo pastoreio, mas também, nos colocarmos à sua disposição para somar esforços em nome desta igreja.  Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

Vários sacerdotes tiveram passagem importante pela Diocese de Amargosa, destacamos: Monsenhor Antonio Almeida-Amargosa; Monsenhor Gilberto Vaz Sampaio-Varzedo; Padre Messias-São Felipe; Monsenhor Pedreira-Castro Alves e Padre Eliseu no Vale do Jiquiriçá. Da Diocese de Amargosa surgiram também outros pastores para a Igreja de Deus, dentre eles:

Dom Walfrido Teixeira Vieira. Sua ordenação presbiteral se realizou em Amargosa-BA, aos 29 de junho de 1946. Sua nomeação episcopal se deu aos 15 de março de 1961, como bispo titular de Lauranda e bispo auxiliar do Cardeal Arcebispo de Salvador. Sua ordenação episcopal se realizou em Salvador, aos 26 de junho de 1961, por D. Augusto Álvaro da Silva, permanecendo até 1965. Foi nomeado bispo diocesano de Sobral pelo Papa Paulo VI, aos 06 de janeiro de 1965, vindo a tomar posse dessa diocese no dia de São José do referido ano.

Dom Jairo Matos da Silva, foi ordenado sacerdote na Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Castro Alves (BA), por Dom Florêncio Sizinio Vieira. Foi nomeado Vigário paroquial de Santo Antonio de Jesus (em 29/12/1954). Após a morte do pe. Antonio Oliveira, titular, foi nomeado pároco. Em 11/01/1963 foi transferido para Jequié, na época ainda pertencente à Diocese de Amargosa. Ali permaneceu durante 11 anos, até sua nomeação como bispo da diocese de Bonfim (aos 16 de janeiro de 1974), pelo papa Paulo VI. Foi ordenado bispo no dia 05 de maio na praça da Igreja Matriz de Jequié. Chegou à cidade de Sr. do Bonfim no dia 02 de junho de 1974, tomando posse com 5º bispo da diocese.

Dom Esmeraldo Barreto de Farias, foi ordenado sacerdote em 9 de janeiro de 1977, na diocese de Amargosa. Em 2000, o papa João Paulo II o nomeou bispo da diocese de Paulo Afonso, na Bahia. Em 28 de fevereiro de 2007, o Papa Bento XVI o nomeou bispo da diocese de Santarém, deixando a diocese de Paulo Afonso com sede vacante. Aos 25 de junho de 2011 teve seu nome divulgado como membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB[1] . Em novembro de 2011, foi nomeado arcebispo de Porto Velho. Em 18 de março de 2015 foi nomeado pelo Papa Francisco bispo auxiliar para a Arquidiocese de São Luis do Maranhão.

Dom Climério Almeida de Andrade. Embora fosse um religioso pertencente à Arquidiocese de São Salvador, Dom Climério foi integrado ao clero da Diocese de Amargosa, servindo como padre em Jequié. Foi sagrado bispo em 24 de setembro de 1962, pelas mãos de Dom Florêncio Sizínio Vieira. Foi bispo de Vitória da Conquista de 1962 até 1981.

O Monsenhor Antônio José de Almeida, um dos fundadores da diocese em 1941 / 42, construtor da Catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho em 1936, dizia sempre: Igreja velha sempre nova. Quando combatida vence, quando atraiçoada triunfa!

Recordar é tomar o passado como lição; viver o presente como missão e olhar o futuro com a esperança e a certeza de que somos os atores na construção de um novo tempo.

Parabéns à Diocese de Amargosa com todas as suas 27 cidades. Muita luz e graça para trilhar os caminhos do novo pastoreio.

 

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Membro da Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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COMENTÁRIO:

Pe. Antonio Rebouças Santana: Excelente texto tratando da história da diocese. É necessário preservar a história. Gosto demais de voltar ao passado para olhar para frente.Valeu!

Jose Roberto da S. Amaral: Muito pertinente esse artigo. Que esse dom de escrever para, assim poder, contribuir com o conhecimento das pessoas continue sendo um marco em sua vida meu caro Gilbenicio. Deus te abençoe irmão.

Genival Fernandes Serra: Artigo maravilhoso, Gilbenício! Meus parabéns!

Altamira Freire: Muito bom o artigo sobre a Diocese de Amargosa. Que o Espírito Santo santifique o Ministério Episcopal de Dom Valdemir hoje e sempre e torne fecundo seu pastoreio. (mais…)

AMARGOSA: SUBMISSÃO POLÍTICA, INCAPACIDADE OU DESPRESTÍGIO MESMO?

Sendo filho e eleitor de Amargosa, e além disto, transitando sempre pelas estradas de nossa região, sempre muito observador, me pego a perguntar: por que a nossa região, mais especificamente o nosso município, são tão desprestigiados pela classe política dominante?

Quando comecei a entender um pouco das coisas, ainda na minha adolescência – anos 80, já presenciava o puxa-saquismo exagerado dos políticos daquela época. Os grupos Arena 1 e 2, PDS 1 e 2 todos submissos aos governos carlistas, entoando o canto “A Bahia vai bem obrigado a você”,  e correndo atrás das benesses do poder corrompido, e nossa cidade assistindo a esses absurdos e, na maioria das vezes, por conta da ignorância, aplaudindo tais abutres.

Todos os prefeitos faziam questão de expor fotos abraçados intimamente com João Durval Carneiro, Waldir Pires, ACM, Paulo Souto, Cesar Borges, Jaques Wagner e esse outro que está aí. Todos deixaram a sua marca de cinismo e pouco ou nenhum caso para com nossa cidade: Amargosa mora no meu coração; Eu amo esta terra que me viu crescer; Vamos transformar Amargosa num polo industrial; Vamos construir aqui o hospital do Vale do Jiquiriçá; Até campo de avião foi construído com duas finalidades, receber os engomadinhos de terno e gravata nas aeronaves fretadas pelo poder público, e indenizar proprietário de fazendas cedidas para a construção e instalação do aeroporto. ACM Neto, quando deputado, chegou a dizer se tal prefeito for cassado eu renuncio e rasgo meu diploma – há rasgou mesmo!  João Leão disse em alto e bom tom: Amargosa é uma cidade tão linda que eu vou construir uma casa e morar aqui! Jaques Wagner disse: Já autorizei, Prefeito Valmir, a obra de asfalto da estrada Amargosa-Brejões, porque uma cidade como essa não é digna das estradas que tem! (Vale lembrar que ele sempre dizia: quando ninguém ainda me apoiava, Amargosa é quem me estendeu a mão. kkkkkkkkkkk).

O tempo passou. Todos os prefeitos de nossa cidade, com exceção de Iraci Silva, (não me refiro a gestão atual por ainda estar em curso) se diziam apoiadores, apoiados e ajudados pelos Governadores dos Estados, mais nenhum deles foi capaz de responder à altura das necessidades básicas da população de Amargosa. Ninguém teve coragem de dizer na cara desses governadores, deputados e senadores: Amargosa precisa disto e nós exigimos tal benefício para nossa cidade. Tem cidades por aí a fora que receberam benefícios dos quais a nossa região nunca vai ter.

Não temos um hospital digno, e o único que temos para atender as necessidades iniciais dos pacientes, teve seu centro cirúrgico e lavanderia interditados pela SESAB, após 08 anos de mandato do prefeito Valmir, com ampla divulgação de apoio do então Secretário de Saúde do Estado. O fechamento se deu apenas para incriminar a gestão municipal atual e responsabilizá-la por não ter feito em 06 meses o que a gestão anterior não teria feito em 08 anos. População carente paga, e a vida continua.

O que falar das estradas? Muita coisa deixa de vir a Amargosa em razão das péssimas condições das estradas da região. Tantos deputados e senadores que levam voto de nossa cidade: seja do governo ou da oposição; da direita, esquerda, centro, situação etc. A cada quatro anos esses caras-de-pau aparecem, são apresentados pelas nossas lideranças, prometem mundos a fim e somem. Onde andam esses ditos representantes de Amargosa e região?  Cadê a estrada de Amargosa a Brejões – Elisio Medrado a Santa Terezinha – Castro Alves – Amargosa a Varzedo –  Santo Antonio etc?

Cadê o tão prometido Complexo Policial? Cadê a barragem da Embasa? Se continuar do jeito que vai no primeiro período de estiagem a população volta a sofrer com a falta de água. Que providências os nossos representantes estão tomando para preservar o emprego dos trabalhadores da fábrica de calçados?

Esses são apenas alguns questionamentos que faço diante do quadro que vejo em nossa cidade e região. Não tenho partido nem lado pois que o tem, só enxerga a trave no olho do adversário, mas alerto à população: precisamos aprender a virar as costas para essa situação. É preciso que deixemos de ser poupança de votos, degraus para ascensão política e meros espectadores do casuísmo social; do quanto pior melhor. Se Amargosa e região se encontra nessa calamitosa situação, isto tem nome: SUBMISSÃO POLÍTICA, INCAPACIDADE OU DESPRESTÍGIO MESMO de todas as ditas – lideranças políticas.

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Filho de Amargosa

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ARTIGO: A POLICLINICA REGIONAL: QUEM SERÁ O PAI DA CRIANÇA?

Esta semana para Santo Antônio de Jesus, ficou marcada nos meios de comunicação, rádios, sites, redes sociais etc, pela informação de que uma suposta policlínica regional, será instalada na cidade.

O Prefeito Humberto Leite rapidamente publicou nas redes sociais, “em reunião na Governadoria, com o Governador Rui Costa, ficou decidido que Santo Antônio de Jesus sediará a Policlínica do Recôncavo. Nossa cidade foi eleita por voto aberto e nós estamos muito feliz com isso”. Logo em seguida foi a vez do Deputado Rogério Andrade anunciar e comemorar o fato como se este fosse uma conquista sua.

A instalação de um empreendimento dessa natureza, uma policlínica regional, traz benefícios diretos à cidade de Santo Antônio de Jesus e a toda a região do recôncavo baiano. Para nós cidadãos, eleitores e principalmente contribuintes, pois todo o dinheiro gasto pelo erário público vem das nossas receitas, é bom que fique claro, que o que menos importa para nós é quem está se auto intitulando “pai da criança”.

A região do recôncavo baiano, composta por Santo Antônio de Jesus e mais dezenas de cidades, é digna de ser atendida e beneficiada sim. O Governador Rui Costa obteve votação esmagadora neste polo regional, logo, constitui sua obrigação cumprir com o seu papel de gestor público e honrar os compromissos assumidos com a região do recôncavo, independentemente da posição político partidária dos gestores municipais, tanto de Santo Antônio quanto de qualquer outra cidade da nossa região.

Contudo, gostaria de chamar a atenção de todas as autoridades constituídas: Prefeitos, Governo do Estado, Deputados, Vereadores e de toda a população, a quem interessar, que este empreendimento, A POLICLÍNICA REGIONAL, não seja igualmente a UPA – Unidade de Pronto Atendimento, inaugurada precocemente ainda no governo anterior,  com foco exclusivo em benefícios políticos e eleitoreiros, a quem quer que seja, com o dinheiro do contribuinte, em detrimento às necessidades da comunidade, especialmente os mais carentes, que precisam do atendimento público, e que até agora não serviu para nada. Não atendeu, não atende e sabe Deus se um dia entrará em funcionamento. Milhões de reais derramados pelo ralo, muita coisa já danificada pelo tempo e os entes públicos não se manifestam.

Há cerca de 5 ou 6 anos atrás, muita gente se dizia “pai da criança” da UPA. E hoje?  Quem trouxe a UPA? De quem é o mérito de ter conseguido um “elefante branco” para Santo Antônio de Jesus, com o dinheiro público e que até hoje não serve para nada?

Entre pedra fundamental, visitas de autoridades com fogos de artifícios e inauguração em 2012. De quem é a responsabilidade?

Há quem diga, e já foi veiculado pela imprensa de que a UPA teria sido construída em local impróprio ou de maneira inadequada e que o correto seria demolir total ou parcialmente. Se assim for, a quem cabe a responsabilidade de restituir aos cofres público o desperdício, fruto de tal irresponsabilidade?

E os nossos vereadores, muito bem remunerados por sinal, o que têm feito para ver tal unidade funcionar? Naturalmente, cada um de vocês, oposição ou situação, representa um parlamentar, estadual e federal, também muito bem remunerado.  Já não está na hora de buscar uma solução para isto? Já não é hora de trazer um grande veículo de comunicação a nível nacional (Band, Globo, Record, etc.), para denunciar ao país, este descalabro com os recursos do Ministério da Saúde?

Agora, ao aproximar-se de uma nova campanha política municipal, todo mundo aparece querendo garantir o seu espaço no poder, garantindo lealdade ao eleitor e prometendo o que pode e não pode realizar. Diversos prefeitos gastando o que não tem, comprometendo ainda mais o erário público, e parlamentares realizando obras que não são de suas responsabilidades, querendo mostrar serviço à população.

A policlínica é necessária e muito bem vinda!  Aqueles que se dizem “pai da criança” não estão fazendo nada mais que suas obrigações de buscar o melhor para nossa cidade e região. Para isto são muito bem remunerados. Infelizmente a boa parte dessas mesmas autoridades, parece faltar o respeito para com a comunidade, pois, o ato de publicar em época de eleições, conquistas para a cidade, exclusivamente em busca do voto, já é uma rotina corriqueira. Depois jogar no esquecimento milhões de reais do próprio contribuinte, tudo para dizer amém aos caprichos dos interesses pessoais e dos grupos políticos, como fizeram com a UPA em Santo Antônio de Jesus, nos faz refletir:

Ainda vale à pena acreditar em alguém na política?

Já não está na hora da população dar o troco, a todos eles?

Gilbenício de Souza Brandão

Colunista do Tribuna do Recôncavo

Consultor de RH

Residente em Santo Antonio de Jesus/Ba

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Artigo: Análise da corrupção no Brasil

10452471_1631110333770631_337966646832247714_nAntes de tudo, é preciso definir o conceito de corrupção. Parece certo pensá-la, em poucas palavras, como compra e venda de favores ilícitos. Qualquer pessoa que rompa com a lógica da sua função para favorecer determinado interesse, visando alguma forma de benefício, pode ser considerada um corrupto. E a pessoa, física ou jurídica, que comprar tais favores pode ser considerada corruptora.

Analisar a corrupção no Brasil tendo essa definição como premissa é ter a certeza de que Os corruptos de peso normalmente são pessoas que entregam seu dinheiro apenas para instituições bancárias muito bem enfronhadas nas malandragens do mundo financeiro. Se não fosse assim, já teriam perdido tudo ou grande parte do que possuem.

Os departamentos de private banking das mais conhecidas instituições financeiras do Brasil recrutam profissionais com a tarefa exclusiva de atender a esse seleto público — essa categoria de pessoas, os chamados high net worth clients (HNWC), só aceita conselhos de consultores que consideram do seu próprio nível. E são mestres na arte da sonegação de impostos.

A universalização da malandragem nessa área mostra uma outra face perversa do Brasil. Estima-se que do total de contribuintes mais endinheirados a quantidade que declara sua renda deve representar entre 40% e 50%. Quando o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, depôs na CPI dos Bancos, ele revelou números estarrecedores. Das 530 maiores empresas do país, metade não paga Imposto de Renda (IR).

O mesmo ocorre com os bancos. Das 66 maiores instituições financeiras, 42% não recolhem IR. A Receita tinha, na ocasião, R$115 bilhões a receber em impostos devidos pelas empresas que não foram pagos por causa do que Maciel chamou de “indústria de liminares”. No sistema financeiro, 34% dos débitos reconhecidos com a Receita estavam com o pagamento suspenso por causa de liminares.

Em 1999, as empresas deixaram de pagar cerca de R$12 bilhões em impostos nos últimos cinco anos decorridos até ali, dos quais R$3,5 bilhões seriam devidos pelos bancos. O motivo: a Lei 8200, de 1991, permitiu a correção monetária das despesas nos balanços, mas não fez o mesmo com as receitas. Boa parte dos dólares aplicados por investidores estrangeiros no país seria de brasileiros.

O dinheiro, depositado em paraísos fiscais, retorna ao país sob a forma de investimento em ações e em aplicações de renda fixa, sem identificação do titular da conta, e sai sem pagar imposto algum. As empresas estrangeiras registram o capital que investem no país como empréstimos feitos pela matriz para poder remeter os juros às matrizes sem pagar IR.]

Sonegar virou uma vantagem “competitiva” no Brasil. As empresas que atuam na legalidade são obrigadas a enfrentar concorrentes que, por não pagarem ou pagarem muito pouco imposto, podem praticar preços mais 555597_1415854981962835_1883108103_nbaixos e se beneficiar de margens de lucros mais elevadas. Diante desse quadro, não é difícil imaginar quem se beneficia da universalização da malandragem e quem paga por isso.

SOBRE O AUTOR: Osvaldo Bertolino é jornalista e escritor. Natural de Maringá, Noroeste do Paraná, vive atualmente em São Paulo. Escreveu os livros “Testamento de luta — a vida de Carlos Danielli” (2002), Maurício Grabois — uma vida de combates” (primeira versão em 2204, segunda em 2012) e “Pedro Pomar — ideias e batalhas” (2013). Atualmente é pesquisador da Fundação Maurício Grabois.

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