No dia 21 de julho, a organização sociocultural Casa de Barro, realizará em Cachoeira, cidade que sedia o espaço, a exibição das ações do projeto “A Voz de Iyá”, que resultou na produção de um Rádio documentário e Livro Digital, com narrativas de mulheres rezadeiras, benzedeiras e curandeiras de três cidades do Recôncavo baiano: Cachoeira, São Félix e Maragojipe.

O evento acontecerá no prédio do IPHAN, a partir das 17h, e terá apresentação musical, exposição fotográfica e audiovisual, e muito mais. O projeto foi contemplado no edital Década Internacional Afrodescendente da SEPROMI e tem como objetivo dar voz, gerar protagonismo, sistematizar e difundir o conhecimento de 14 mulheres guardiãs de saberes, promovendo o resgate da memória ancestral.

O impacto das indústrias culturais na forma de ser e estar no mundo, assim como a evangelização crescente dos contextos, que atuam de maneira intensa e agressiva nas práticas religiosas de cunho africano e/ou popular, motivaram a invisibilidade e o silêncio dessas mulheres, o que refletiu na fragilização do reconhecimento e valorização do legado identitário entre a comunidade, inibindo a transmissão dos saberes para as gerações futuras.

Na oportunidade, a casa homenageará as mulheres que integraram a proposta, bem como, acontecerá uma Roda de Conversa que abordará as práticas da reza e a importância de perpetuar os ensinamentos de mulheres negras que constituíram a cultura afrobrasileira. O lançamento será aberto para todos os públicos.

Luana Souza/ ASCOM