Na apresentação inicial do elenco Tricolor no início da semana para a temporada 2018, o diretor de futebol Diego Cerri fez questão de pontuar a vinculação de longo prazo da maioria dos atletas que começam o ano à disposição do técnico Guto Ferreira.

Entre os jogadores que chegaram, que podem ainda chegar e aqueles que ficaram no grupo do ano passado, uma tendência está clara: o time deixou de ser uma equipe gestadora de atletas de outros times por meio de empréstimo para apostar na compra de jogadores ou naqueles que estejam com passe livre.

Até mesmo no momento em que foi obrigado a se desfazer de jogadores, nas vendas do goleiro Jean e do lateral esquerdo Juninho Capixaba, o Esquadrão se preocupou em trazer como parte da negociação atletas em definitivo para o Fazendão.

Com o São Paulo, conseguiu, além dos R$ 9 milhões por Jean, trazer o meia Régis, além de outro jogador do tricolor paulista, ainda a ser decidido até março. Já na venda de Juninho Capixaba para o Corinthians por R$ 6 milhões, o Esquadrão ainda trouxe na transação o goleiro Douglas, destaque ano passado pelo Avaí.

Com dinheiro em caixa, o Bahia tem feito até algumas pequenas apostas em contratações de atletas pagando valores a clubes, algo raro na história recente do time, mas que tem mudado desde a última gestão.

Na era Marcelo Sant’Ana, o Esquadrão comprou alguns jogadores que permanecem como base do time titular até hoje: são os casos do zagueiro Tiago, adquirido junto ao Atlético-MG, o meia Zé Rafael, comprado do Coritiba, e o atacante Edigar Junio, oriundo do Atlético-PR.

Para 2018, a aposta do novo presidente Guilherme Bellintani é no meia atacante Élber, comprado do Cruzeiro com contrato com o Tricolor baiano por três temporadas.

 

A Tarde