A antecipação da idade prevista para que as crianças brasileiras estejam plenamente alfabetizadas em todas as escolas brasileiras, anunciada junto com a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira (6), levantou um debate sobre como o Brasil deve formar seus estudantes na primeira infância.

Até a segunda versão da Base, a idade considerada “certa” para a alfabetização plena era por volta dos oito anos, durante o 3º ano do ensino fundamental. Na terceira versão, esse cronograma foi antecipado para os sete anos, quando as crianças estão matriculadas no 2º ano do fundamental.

A mudança vai exigir mudanças em pelo menos 146 mil escolas públicas, onde estudam 7,5 milhões de alunos de 6 a 8 anos, além das pré-escolas, para alunos de 4 e 5 anos.

Em entrevista exclusiva ao G1, na tarde de quinta-feira (6), a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Casto, justificou a decisão citando que isso já acontece nas escolas particulares, e afirmando que se trata de uma questão de equidade e de uma tendência mundial. (Editado por Tribuna do Recôncavo | Fonte: G1)