Um mês após a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), a viúva dela, a arquiteta Mônica Benício, diz ainda não entender a situação e declarou em entrevista à Agência Brasil que tem se negado a sair de casa desde o assassinato.

“Como eu ainda não fiz esse luto da esposa que perdi e sequer consegui entender isso, todos os dias eu ainda espero por ela chegar. Eu só me dou conta da diferença da morte da vereadora que a gente vem reivindicando e da Marielle, minha mulher, quando vejo o lado dela na cama, vazio e quando vou dormir. Esses são os momentos mais difíceis, mas sair da casa, deixar a casa, é a concretização de ter que entender que ela não vai mais voltar, né? E isso eu ainda tenho me negado a fazer”, lamentou.

Mônica disse ainda que tem recebido apoio de amigos e pessoas próximas de Marielle. Na avaliação dela, o crime contra a vereadora foi “bárbaro, político e muitíssimo bem executado”, mas a viúva também acredita que a polícia vai descobrir quem foram os responsáveis pelo assassinato.

Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos a tiros no último dia 14 de março enquanto estavam dentro de um carro, pouco depois de sair de um evento no centro do Rio de Janeiro.

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