Depois de meses, a estudante Patrícia Lélis volta a fazer barulho nas redes sociais. Enquanto o processo movido por ela contra o deputado Marco Feliciano (PSC/SP) corre em segredo de justiça, surgem na internet áudios de uma conversa onde ela afirma ter contato com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O material revelaria um contato improvável entre Patrícia e o Procurador-geral Rodrigo Janot, além dos ministros Carmen Lúcia e Edson Fachin, que será o relator. Entre as várias afirmações, a jovem diz que a Polícia Federal já entregou o inquérito e o processo será julgado “entre abril e maio” deste ano.

Nas gravações enviadas a um interlocutor não identificado, dando a entender que seria um jornalista. Ela insiste que tem conversado com as pessoas que estão analisando o caso. Fachin é chamado pela estudante de “uma pessoa muito bacana” e que as conversas com as autoridades seriam de conhecimento de seus advogados. Continue Lendo >>

Curiosamente, Lélis sugere que caberia a ela decidir quem participaria das audiências. Diz também que terá uma reunião com o relator na semana que vem. O fato de as conversas – sobre situações que ela não tem como provar – terem sido vazadas custou a Lélis o rompimento com o renomado escritório de advocacia de Brasília, Todde e Associados.

João Paulo Todde conversou com o Blog da Esplanada, que foi a primeira a divulgar o escândalo e a receber os áudios no ano passado. Ele nega veementemente qualquer tipo de envolvimento. Afirma que soube do áudio pela internet decidiu romper o contrato com a cliente. Ressaltou ainda que a Todde não compactua, e desconhece esse suposto contato com  os ministros do STF.

Procurado pelo blog, o deputado Marco Feliciano limitou-se a dizer que soube do conteúdo pelas redes sociais, mas prefere não se pronunciar. Ele continua alegando inocência. (Gospel Prime) Ouça o áudio: