Ao acompanhar os noticiários da imprensa política e sensacionalista de nosso país, chega a parecer que se têm o prazer de colocar o Brasil no fundo do poço. Esquecem-se de que já estamos acostumados a lutar pelo pão de cada dia, como também de que, ao longo de séculos, os recursos de nosso país sempre foi e sempre será dividido entre uma minoria de ricos empresários, corruptos e principalmente do setor da grande mídia.

A maioria dos donos de emissoras de televisão, jornais, rádios e revistas influentes são sempre os políticos e seus familiares, e naturalmente adquiridos com a força da máquina pública. Maior exemplo disto está aqui na Bahia e dispensa comentários.

Esta palhaçada que estamos vendo na mídia de mensalão, petróleo, lava-jato etc. termina tudo em pizza! Nada mais é que um escarcéu político. Onde já se viu ricos neste país ser condenado e cumprir prisão? Alguém acredita que os tais recursos, bilhões, que dizem estarem sendo recuperados, chegarão em prol do povo brasileiro? Alguém acredita na justiça deste país?  Alguém acredita que donos de empresas como OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão vão ficar presos porque roubaram recursos do povo brasileiro? O STF passou 6 ou 7 anos julgando o tal mensalão, com pouco mais de dois anos os condenados já estão tudo solto. Quero dizer: cumprindo pena em casa! Kkkkkk!

Ao longo de quase 50 anos de vida nunca ouvi dizer que nada estivesse bom para a classe trabalhadora. Sempre estivemos em crise: inflação, planos econômicos, desemprego, corrupção, educação, saúde e segurança de péssima qualidade. Porém, muito mais do que uma crise econômica ou financeira, o Brasil vive uma crise ética onde a televisão nunca teve a honradez de falar a verdade porque sempre se beneficiou dela.

Em 1991, quando da realização do 13º Congresso Eucarístico Nacional – Natal, Rio Grande do Norte, sob o comando de Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, então Bispo Emérito de Amargosa, ouvi um pronunciamento de Dom Lucas Moreira Neves, Cardeal Arcebispo de Salvador, onde ele dizia: “já morei em diversos países, já conheci diversos povos do mundo, mas nunca vi uma televisão tão má, tão insensível e tão destruidora dos valores morais, culturais e da família, quanto a televisão brasileira”.

A crise que vivemos hoje é moral, é falta de respeito, é falta de limites, é falta de seriedade, é ausência de educação de berço, é uma política corrupta, é uma justiça desmedida, é uma polícia desaparelhada tanto em equipamentos quanto em recursos humanos.

A educação e os professores estão jogados a uma desvalorização institucionalizada.  Tem pais que não dão educação aos filhos e querem que os professores se responsabilizem por um papel exclusivamente seus! O governo se vangloria de ter criado novas faculdades públicas. Mas, de que adianta criar e abandonar sua estrutura e seu corpo docente, já há quase cem dias de greve e sem perspectiva de retorno?

O pior exemplo de educação neste país está na televisão em suas novelas, seriados e filmes pornográficos, insuflando os jovens e crianças a uma falsa liberdade, onde a figura do pai, da mãe, os valores da família e principalmente os valores cristãos, estão fora do contexto. Onde as cenas propagadas é a traição, os desvios de conduta, roubos, crimes, tráfico e consumo de drogas e de pessoas etc.;

O maior responsável pelos maus políticos que enchem o Congresso, o Planalto, os Governos Estaduais os Ministérios etc, é a televisão brasileira com seus grandes investimentos midiáticos e pagos, na maioria das vezes com recursos dos próprios governos;

A grande mídia é responsável por criar e esconder a crise. Por construir e desconstruir políticos, pois de uma forma ou de outra ela sempre sai ganhando. Alguém se lembra do “caçador de marajás” de Alagoas?

Pois é! E nós, quando será que vamos sair da verdadeira crise que nos impede de bem viver e construirmos juntos um país verdadeiramente nosso?

GilbeniciDigital Camerao de Souza Brandão

Administrador, especialista em RH

Brasileiro

(Colunista do Portal Tribuna do Recôncavo).